O professor avisou que não sai daqui candidato mas ainda ensaiou um último apelo de unidade entre Passos, Rangel e Aguiar Branco. "São menores as diferenças doutrinárias e estratégicas entre os três candidatos", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa, que insistiu que "teria valido o esforço para afirmar o partido lá fora".
Numa clara demarcação da linha estratégica seguida por Pedro Passos Coelho, Marcelo defendeu que o PSD não deve ter pressa de chegar ao poder a todo o custo. Passos diz que não quer deixar o país a apodrecer, mas Marcelo avisa que o PSD "deve preparar uma solução de governo que não dure um instante e que sirva a ambição de dar a volta a Portugal.
Para Marcelo, tal só será possível se o PSD conseguir liderar "uma maioria absoluta na Assembleia da República".
Muito aplaudido pelos congressistas, Marcelo Rebelo de Sousa sentou-se nas últimas filas e ficou a seguir os trabalhos. Antes de entrar, ainda ouviu Alexandre Relas dizer-lhe frente à imprensa: "tem que avançar". "Chegou a hora dos mais novos", respondeu-lhe o professor.
O apelo à recandidatura de Cavaco Silva foi lançado pelo professor como o mais forte elo de ligação que o partido pode ter neste momento.