O grande acelerador de partículas (LHC) bateu o recorde mundial de potência, ao produzir 1,18 tetraelectrão-volt (TeV) de energia, ultrapassando o anterior máximo de 0,98, detido pelo seu principal concorrente, o Fermi National Accelerator Laboratory
, de Chicago.
Estes resultados surpreendentes surgiram uma semana depois da reactivação do LHC, quase quinze meses após a detecção de uma avaria que obrigou ao cancelamento dos testes, em Setembro de 2008.
Sucessivos problemas adiaram a reentrada em funcionamento do acelerador de partículas que, face aos resultados hoje alcançados, parece estar a trabalhar na perfeição.
Expectativas em alta
Quando há sete dias se iniciaram as primeiras colisões de protões a baixa velocidade, o objectivo dos cientistas era o de conseguir produzir energia a 1,2 TeV nas semanas seguintes. O avanço sobre o calendário que fora preestabelecido "demonstra o excelente funcionamento da máquina", declarou, em comunicado, a Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN)
.
Até ao Natal, os cientistas esperam aumentar ainda mais a velocidade dos dois feixes de protões, para extrair mais dados das colisões entre ambos. Recorde-se que no passado dia 20 de Novembro, os dois primeiros feixes de protões foram introduzidos na máquina, e circularam, nos dias que se seguiram, ao longo dos 27 quilómetros de túnel construído a 100 metros de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça.