Manifestações, apedrejamentos e tiros da polícia estão a marcar a manhã de hoje em Maputo. A subida dos preços dos transportes e dos bens essenciais estão na génese dos protestos.
A polícia moçambicana disparou contra os manifestantes e há vários feridos, constatou a Lusa em alguns bairros da capital de Moçambique.
Não é possível quantificar o número de feridos ou a existência de mortos, embora alguns órgãos de comunicação social falem de pelo menos dois mortos, duas crianças, na zona do aeroporto.
A televisão STV já mostrou imagens de alguns populares baleados.
A polícia começou também a prender manifestantes na zona do aeroporto de Maputo, ao mesmo tempo que escolta carros particulares e veículos dos Transportes Públicos de Moçambique (TPM) apedrejados por grevistas.
Caos instalado no centro de Maputo
Os protestos contra os aumentos dos bens de consumo chegaram ao centro da cidade, com relatos de tumultos em locais como a Avenida de Angola ou Bairro Coop.
A Avenida de Angola, centro da cidade, está cortada ao trânsito, tendo sido apedrejado um autocarro. No bairro da Coop, segundo a imprensa, há relatos de tiros.
O bairro de Magoanine, arredores de Maputo vive momentos de caos, com lojas a serem saqueadas por populares e estradas cortadas.
Há pessoas a correr por todos os lados, pneus a arder, muito fumo e as estradas estão cortadas com pneus e grandes pedras, constatou a Lusa no local.
Das várias lojas, a Lusa viu populares a sair carregados de caixas de cerveja mas também com refrigerantes e arroz.
Acesso ao centro de Maputo bloqueado
As ruas que ligam os arredores da cidade ao centro de Maputo estão bloqueadas por manifestantes, as bombas de gasolina da periferia estão fechadas e há muitos carros da polícia a circular e agentes a disparar para o ar, na tentativa de manter a ordem.
Na cidade da Matola, ao lado de Maputo, algumas lojas começaram tamabém a ser invadidas e saqueadas, disse à Lusa outra fonte.
Não há portugueses envolvidos
O Governo português já avançou não ter conhecimento de quaisquer portugueses envolvidos nos protestos.
"Não temos conhecimento de qualquer português que tenha sido envolvido de qualquer maneira nas manifestações", disse à Agência Lusa fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.
António Pires, do Consulado de Portugal, faz ponto de situação dos protestos em Maputo à SIC
Fernando Peixeiro, da Lusa, explica o que está na origem dos protestos em Maputo