26/05/2012 atualizado às 1:56
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Maputo: Oito mortos confirmados

Os confrontos desta manhã na capital moçambicana já provocaram oito mortes, entre polícias e populares. Há ainda a registar dezenas de feridos, alguns dos quais em estado grave. (Vídeos no fim do texto)

16:14 Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Dezenas de feridos deram entrada nos hospitais de Maputo na sequência dos confrontos desta manhã
Dezenas de feridos deram entrada nos hospitais de Maputo na sequência dos confrontos desta manhã
António Silva/Lusa

Os protestos que decorrem hoje nas ruas de Maputo, Moçambique, já causaram oito mortos entre polícias e populares, bem como dezenas feridos, apurou a Agência Lusa.

Segundo a diretora clínica do Hospital José Macamo, Natércia Duarte, o serviço de urgência recebeu "46 feridos civis e polícias", dez dos quais em estado grave e "três óbitos" que chegaram à unidade já sem vida.

Por seu lado, o Hospital de Navalane confirma a morte de dois cidadãos, enquanto o diretor do serviço de urgência do Hospital Central, António Costa, disse que aquela infraestrutura tem a registar um morto e 42 feridos, quatro dos quais em estado grave.

Cenário de guerra


A capital moçambicana está a viver hoje um cenário de guerra: nas ruas, a polícia está a disparar balas verdadeiras contra a população enfurecida que não arreda pé e insiste com barricadas em protesto contra o aumento de preços.

Hoje aumentam os preços da água e da luz.

Há relatos de estradas cortadas e lojas vandalizadas, a polícia está a disparar contra os manifestantes e há um número não determinado de feridos.

No centro da cidade de Maputo não há praticamente trânsito e as lojas foram fechando ao longo da manhã, com as pessoas a tentar regressar a casa.


Maria Manuel Vila-Nova, da embaixada portuguesa em Maputo, diz que há marginais a aproveitar caos

Morais Sarmento, ex-ministro do PSD, relata situação em Maputo

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Visitei Moçambique em meados dos anos 90
Durruti Blak (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 13:54 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
E do que vi e me apercebi, a situação era insuportável para a grande maioria dos moçambicanos. Os funcionários viviam à custa da corrupção que era alimentada pelos investidores que pagavam salários ultra-miseráveis aos seus trabalhadores. Um ou dois anos, depois explodiu com manifestações em tudo idênticas a estas.
Moçambique tem sido apontada como um modelo pelos doadores - quem viveu em África, sabe o que isso quer dizer: a completa dependência de Moçambique desses "generosos" países com as respectivas contra-partidas.
Advinho que a situação - apesar dos "gloriosos" avanços da globalização! - esteja se não pior do que a que então encontrei, na mesma. Não me admira nem as manifestações determinadas, nem os saques que se estão a egectuar. Mia Couto que se feche na sua fortaleza...
 
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Protestos em Maputo
J.A.Peres (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:00 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Lamento que tenham morrido cidadãos e que outros tenham ficado feridos. Tiros com balas a sério, disparadas pelas autoridades. Mas louvo a população que tem a corajem de protestar contra a vida miserável que lhes é imposta. Nisso eles demostram ter mais "cojones" que os portugueses, que "comem e calam".
 
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Um mundo de problemas
Marradas Beligerante (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:14 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Moçambique não é o modelo de pacificação e desenvolvimento apregoado por uma certa élite branca, bacoca, ignorante e que se deslocam áquele pobre País na qualidade de...turistas VIP.
Moçambique, à semelhança de outros países da África austral, debate-se com inúmeros problemas de elevada complexidade, à qual não é estranha a obsessão de implantar um modelo de organização social, económico e político, como a democracia. Se a democracia tem um penoso caminho dificil nos países do sul da Europa, imagine-se o que será em África.
Moçambique continua a ser dos sobas, embora passassem a usar gravata e fatos de milhares de euros. É um mundo de oportunidades. Quer para o bem, quer também para o mal.
E debate-se ainda com um incontável número de ONG's a operar no terreno, cujas verdadeiras intenções, são completamente desconhecidas. Diria que a impressão com que fiquei quando lá estive há sensivelmente 3 anos, é que o País está minado por interesses obscuros, alguns deles de contornos criminosos. Como de costume, safam-se os espertos e os ardilosos, enquanto o povo amarga - e de que maneira - o subdesenvolvimento e atraso ditados pela enorme corrupção que lá crassa. Não estranho pois as convulsões que por lá estão a emergir. O Mundo está perigoso. Estão a esticar demais a corda.
 
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Gostava de ver em Portugal
nlpereira (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:32 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
São situações que não se entende nem se percebe, mas há momentos e situações de autentico desespero para manter patrões de vida sustentável, ou seja, a fome, a miséria o cansaço de uma vida desgraçada, por gente que se senta no poder e pensa que tem o direito de colocar os níveis de vida na escala do sacrifício desta gente. É o toque da revolta, de se sentir que estão a ser tratados como cães, por factos que se deveu única e exclusiva culpa da incompetência de quem está a governar. O Povo de Moçambique, disse basta a essa tortura a esse roubo constante que alimenta governos corruptos. Era o que este governo, desculpem, espécie de governo Sócrates (cambada de incompetentes e mentirosos) merecia, um povo que dissesse basta, chega, parem com a incompetência e com o roubo!!! Mas infelizmente o povo português anda sereno.
 
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LAMENTÁVEL!...
ÉRREPÊ (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 20:57 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
...Criado em África, quase desde nascença, e educado para que nunca sentisse ou promovesse a diferença, lamento nunca ter pisado solo Moçambicano, lamentando ainda mais profundamente o que por lá acontece, tendo, para mais, em conta o pacifísmo dos moçambicanos.
      O que se está a passar por lá, infelizmente, está longe de ser algo que tenha na sua origem de atitude o carimbo africano: França e Grécia, por exemplo, quase que são pioneiras em situações desse tipo!
      Enfim: que tudo passe realmente depressa! Note-se que, na sociedade presente, não é muito difícil convocar por sms, ou outros meios do género, revoltas ou manifestações populares. Tanto lá como por cá!...
 
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O medo e a fome, duas armas
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 5:34 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
Neste mundo conturbado, no qual parece que avançamos, caminhamos por entre poças de sangue. Quase sempre ignoramos o que se passa além do nosso sofá, pois se estamos seguros, ainda que incomodados com a governança, contudo não passamos fome, embora tenhamos algum medo do futuro imediato. Como vivemos pouco, nosso futuro roça nas barbas e, então, nossa visão não vai muito além... A miséria, a fome e o medo, com certeza, são maus conselheiros e, também, o estopim de muitas desgraças que podem atingir gente em qualquer ponto da terra. Por isso, não acredito que nos livremos de uma outra guerra desastrosa, de âmbito global. A sede de poder, de manipulação tem aumentado e, deste modo, muitos países estão governando sob conselhos de astutos homens, de grupelhos que forçam o Executivo a fazer isso ou aquilo, na forma como querem. O resultado não tarda. O prejuízo é sempre da massa popular. O escritor americano Geoffrey Blainey, em livro que escreveu sobre a História do Século Vinte, ao comentar sobre Cuba, diz: "De certo modo, Cuba era uma colônia comercial dos Estados Unidos, tal como havia sido província da Espanha." É esta a noção que uns têm de outros, quando elegem feitores uma pessoa como Fulgêncio Baptista, Saddan Hussein e tantos outros de triste lembrança. Fome e desgraça. Pode ser o caso de Moçambique, da África em geral, da América Latina, do Leste Europeu, do Oriente Próximo e de muitos pontos da Ásia. Gente sem opção, que chamamos de incultos e os queremos distantes.
 
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Seis mortos ?
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 12:18 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Se fosse em Portugal a polícia já tinha ido toda presa. Aqui fica a prova de como os africanos se tratam uns aos outros. Eles vêm para cá reivindicar o que nas suas terras não têm e ainda por cima são marginais...
 
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    Re: Seis mortos ?    Ver comentário
slbportosporting (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
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MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 16:49 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
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slbportosporting (seguir utilizador), 1 ponto , 18:19 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
    Re: Seis mortos ?    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Sábado, 4 de setembro de 2010
Comemos e calamos...
Trolha da Areosa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:29 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Eles lutam os negros só assim as sociedades avançãm ....aqui metem-nos o dedo no cú e calamo-nos e ainda vamos em filinha colocar o voto como carneirinhos.
Vejam o caso do aumento do pão, da luz, da gasolina...comemos e calamos.
 
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Má conselheira
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 14:39 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
A fome é má conselheira.Nós podemos estar a caminho de uma situção semelhante.Ler em: http://rumoincerto.blog.c...
 
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!?
Desiludido... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:23 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Só me surpreende isto, porque a independência já lhes foi dada há muito. Eu nunca lá estive nem vivi em África.
Mas naquele tempo havia a exploração do homem pelo homem. Isso não acabou já? Os brancos não deixaram já há muito de explorar os pretos? Eu pensava que aquilo agora era um paraíso. Assim como no Zimbabué....
Deitem as barbas de molho, porque com o endividamento, o desemprego, os chorudos prémios, ordenados e reformas para aqueles que nós sabemos, algum dia pode acontecer cá!!!
 
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    Re: !?    Ver comentário
O macanbúzio (seguir utilizador), 1 ponto , 14:27 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
    Re: !?    Ver comentário
O macanbúzio (seguir utilizador), 1 ponto , 14:36 | Quinta feira, 2 de setembro de 2010
Dramatismo da pobreza
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 17:49 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Moçambique é um dos países mais pobres do mundo, sendo por isso compreensível a revolta popular, quando são exigidos sacrífícios incomportáveis.
Lamento pela população, pelos mortos e feridos, em especial as baixas nas "forças da ordem" que tiveram que conter uma revolta apesar de também eles serem vitimas das medidas que despultaram a revolta.
 
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Consequências da especulação desenfreada..
APNS (seguir utilizador), 1 ponto , 22:01 | Quarta feira, 1 de setembro de 2010
Já não chegava a crise mundial que mandou para o desemprego mais 15 milhões de pessoas.
Continuamos a assistir, nas bolsa internacionais de comoditties (produtos primários como, café, açúcar, soja, trigo, petróleo, ouro, diversos minérios etc.,, cujo preço é determinado pela oferta e procura internacional) a um grande pico especulativo (o trigo subiu 30%) e isso faz com que cada vez mais gente passe fome enquanto alguns especuladores ganham biliões de euros.
Alguns dados sobre a pobreza no mundo
Há 815 milhões de pessoas desnutridas no mundo.
11 mil crianças morrem de fome a cada dia.
Cerca de 100 milhões de pessoas não têm um tecto para viver.
Um terço das crianças dos países em desenvolvimento
apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.
1,5 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água
potável.
40% das mulheres dos países em desenvolvimento são
anémicas e encontram-se abaixo do peso.
Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.
Se não se inverter este estado de coisas, alguém duvida que existirão cada vez mais conflitos, um pouco por todo o mundo, como este em Moçambique?
É que não se consegue negociar com quem está a morrer à fome!
 
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