Os protestos que decorrem hoje nas ruas de Maputo, Moçambique, já causaram oito mortos entre polícias e populares, bem como dezenas feridos, apurou a Agência Lusa.
Segundo a diretora clínica do Hospital José Macamo, Natércia Duarte, o serviço de urgência recebeu "46 feridos civis e polícias", dez dos quais em estado grave e "três óbitos" que chegaram à unidade já sem vida.
Por seu lado, o Hospital de Navalane confirma a morte de dois cidadãos, enquanto o diretor do serviço de urgência do Hospital Central, António Costa, disse que aquela infraestrutura tem a registar um morto e 42 feridos, quatro dos quais em estado grave.
Cenário de guerra
A capital moçambicana está a viver hoje um cenário de guerra: nas ruas, a polícia está a disparar balas verdadeiras contra a população enfurecida que não arreda pé e insiste com barricadas em protesto contra o aumento de preços.
Hoje aumentam os preços da água e da luz.
Há relatos de estradas cortadas e lojas vandalizadas, a polícia está a disparar contra os manifestantes e há um número não determinado de feridos.
No centro da cidade de Maputo não há praticamente trânsito e as lojas foram fechando ao longo da manhã, com as pessoas a tentar regressar a casa.
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