3 de Março de 2015
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O homem de Marilyn

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Na altura, roubava-se. Johnny Hyde roubou Marilyn Monroe a outro agente que nem desatava nem saía de cima. Foi Marilyn quem se pôs nas mãos de Hyde. Pôs-lhe nas mãos a nua perna direita. Hyde gozava as delícias epicuristas de 1947, no Racquet Club, em Palm Springs, e ouviu um loiríssimo grito vindo da piscina.    

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Minto com os dentes todos

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Por um bom sorriso, minto com todos os dentes que tenho na boca. Não sou só eu: a esquerda derrete-se por um pensamento mágico, a direita para se exaltar precisa de uma orgulhosa e solitária epopeia. E eu preciso de Garson Kanin. Kanin escreveu, filmou, fez o pino numa Hollywood de festas e piscinas, pernas a roçarem-se por baixo da mesa, Hollywood de muitas camas. Num livro, "Moviola", mistura tão bem a ficção e os factos que, no fim, já só pode ser tudo verdade.  

 

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A Dama de Xangai

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Honesto à sua maneira, bruto como as casas, Harry Cohn era o boss da Columbia, o estúdio de Rita Hayworth. A falsa ruiva era a sua pérola. Tinha aquela cabeça rubra toda em fogo, um corpo de fazer Nosso Senhor sair da cruz e uma forma de dançar que fazia de qualquer homem um Herodes. 

 

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Nunca houve portugueses carecas

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Não gosto de tipos que se levam muito a sério, tipos de ar compungido a quem, certamente, mas também não quero ir ver, não cabe um feijão no apertado lugar onde o sol não brilha. Do cabotino e insuportável Jack Nicholson, gosto. Gosto desde que o vi em "Easy Rider", eram os meus 15 anos um poço de "paz e amor, iá, meu!".  

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O banho nem sempre é uma limpeza

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O assassínio no banho é uma invenção de Hitchcock. No século XVIII, o pintor David imortalizara o revolucionário Marat, mostrando-o a sangrar na banheira onde sossegava a comichão de um eczema contra-revolucionário. Marat está no banho, bem morto e esfaqueado. Menos de duzentos anos depois, num filme, "Psycho", a violenta morte no banho voltou a ganhar as cores perversas da obra-prima.  

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Uma cadeira no meio das pernas

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Claro que a carreira de Marlene Dietrich tinha pernas para andar. Foi com uma cadeira no meio dessas pernas que Josef von Sternberg lhe construiu a imagem. Quem viu, dizia: "Ah, aquelas pernas." Eram suspiros de 1930. Começava-se a suspirar na Alemanha e continuava a suspirar-se pelos Estados Unidos da América dentro.

 

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Godard na "Casa dos Segredos"

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"Quando se virou a página, virou-se a página." É o que sai da boca de Godard. Mas o brilho triste dos olhos que Anna Karina fixa na boca dele desmentem-no. Estão, lado a lado, num plateau de televisão. Vinte anos depois de se terem divorciado. Vinte anos sem se terem voltado a ver. Ela era uma dinamarquesa de 17 anos, em Paris, e ele veio propor-lhe que ela aparecesse, nua, em "A Bout de Souffle". 

 

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O Cristo redentor de Pasolini

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Era eu. Numa mão um livro, na outra uma metralhadora Vigneron. O livro era pequeno e vermelho. Boa para a guerrilha urbana, a metralhadora fora recuperada à FNLA, diziam-me os camaradas. Nunca a disparei, se me desculpam começar a crónica com um anticlímax.

 

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Aproveitemos para caçar ursos

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Era homem para dobrar a natureza. E mulheres, dizem. Mesmo que só o tenham amado metade das que amou, ou com quem se deitou, já daria para fazer um gracioso cordão humano à volta dos estúdios da Fox ou da Warner.  

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A malcasada

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Na América pode haver quem diga: "Estou a pensar em Mel Brooks." Do Atlântico para cá, a ninguém passa pela cabeça pensar em Mel Brooks. Esclareço os mais novos: é um produtor e realizador mediano. Os seus filmes mais célebres são as comédias "The Producers", "Young Frankenstein" e "Silent Movie". Se pensei em Mel Brooks foi por causa da mulher dele.   

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