26 de novembro de 2014
Página Inicial   >  Opinião  >   Manuel S. Fonseca

Manoel de Oliveira de calções

 | 
Até mesmo Hemingway teve infância. Antes dos touros, dos litros de dry martinis, de Paris em festa, houve um Ernest antes de haver um Hemingway. Diria mais, ainda o decano de todos os cineastas, o nosso Manoel de Oliveira, não tinha nascido e já Hemingway tinha infância.   

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Era judia a morte árabe

 | 

Era judia, mas em inglês o seu nome é anagrama de "Morte Árabe". Imaginem-se em Chicago, numa sala de hotel com decoração a rescender a Nilo e faraós. Dois agentes para a imprensa apresentam "A Fool There Was". Querem que seja o maior sucesso de 1915. Venderiam a mãe se fosse preciso. Basta-lhes venderem a nova actriz, protagonista do filme. Antes de entrar na sala, ela chamava-se Theodosia Goodman, nascida trinta anos antes, em Cincinnati, filha de um alfaiate judeu, que tinha em Nova Iorque o prestígio de um Rosa & Teixeira em Portugal. Ah, e nunca Theodosia tinha posto um pé fora da América saloia. 

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

Não é bem a história do Capuchinho Vermelho

 | 
Se repararem bem, ela está lá. A lingerie é de seda vermelha, collants pescadores de rede vermelha também, uns vermelhíssimos sapatos Manolo Blahnik que, calçasse-os Dorothy, e outra teria sido a sua conversa com o feiticeiro de Oz. Ela é Maria Di Angelis, uma das 50 lindas, boas e nuas mulheres, que Scorsese ofereceu a Leonardo Di Caprio na turbulenta orgia que começa num avião e acaba no Hotel Mirage, em Las Vegas. É um dos bacanais de "The Wolf of Wall Street" e ela, a mais vestida, é a mulher de vermelho que se oferece àquele tudo ao molho e fé em Deus, se assim se pode dizer.   

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

A mulher estrangulada

 | 
Deus é um despesista. Fez o mundo em sete dias. Devia era aprender com Edgar G. Ulmer, que fazia filmes em seis dias. O problema de Deus é não ser um cineasta alemão. Tivesse Ele sido assistente de Murnau e de Lang, haveria mulheres na Lua e nas florestas do mundo outros tabus cantariam.   

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

O comunista inveterado

 | 
Tinha uma cabeçada demolidora. Lisboa já não seria bem um pátio das cantigas. Mas ainda havia restos de Vascos Santanas nas leitarias de Alcântara e nas tascas da Madragoa. O atávico leão da Estrela já era. Lisboa tinha agora um SLB campeão europeu que pintava a cidade de vermelho. Os homens assobiavam à boa parte de trás da mulher que passava e um "ó caramelo, isso é com a minha namorada?" era o preâmbulo de um vasto arraial de pancadaria.  

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Um bando de frustrados sexuais

 | 
Jorge de Sena dizia que, por vezes, os franceses nos tiram o ar todo com um sublime soco no estômago. Falava de literatura e poderia muito bem estar a falar da beleza celerada de um verso de Rimbaud. Pego-lhe nas palavras para começar a falar da beleza celerada de Paul Gégauff, poeta dos argumentos dos filmes da Nouvelle Vague que construíram o torpe imaginário da minha geração. 

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Brigitte Bardot casou virgem

 | 
Brigitte Bardot é a antítese - antítese marxista, mesmo - de Marilyn Monroe. O léxico de BB nem sequer incluía a palavra "sexo"; já o léxico de Marilyn não precisava de mais nenhuma. Têm ambas as mais subtis e maravilhosas curvas. Mas há uma cruel luta de classes a separar a lábil e citrina geometria de cada uma delas.   

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

A camisa limpinha de Robert Redford

 | 
Isso do nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, também tem os seus limites. Lavoisier, está visto, não conhecia Robert Redford, que é, digamos, um William Holden dos últimos 50 anos do cinema americano.    

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .


Insultos

 | 
Tiros de canhão ou finos punhais, os insultos, na velha e clássica Hollywood, deram histórias saborosas. Conto.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

O vício é que educa

 | 
Os filmes só amam os livros quando os amam com segredo e reserva. Não me venham falar do "Clube dos Poetas Mortos", execrável exibição circense do acto e do prazer da leitura. Confesso que tenho uma aversão parecida às sessões de leitura de poesia. Lido em público, com a compungida voz de quem tem as cuecas apertadas, o poema mais sublime aperta o nariz constrangido. O poema, na minha visão misantropa, tem aversão à plateia. Em voz alta, o poema pede para ser lido de boca a ouvido, numa intimidade que se torna ridícula se for descoberta.    

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

Ver mais
Arquivo

Pub