21 de agosto de 2014
Página Inicial   >  Opinião  >   Manuel S. Fonseca

Os tiros fizeram do carro um passador

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Quando a conheci, já ela morrera há sessenta anos. Conheci a Bonnie que Clyde amou, em 1994, na mansão de um big shot do cinema, em Beverly Hills. Sábado e sol de maio, duas bandas de jazz, vastos relvados, as mesas sob toldos protectores. Podia ser a festa do crisma do filho de Michael Corleone, no "Godfather part II".   

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O Al Capone que Brian De Palma não filmou

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Entrou em Alcatraz e o director da prisão não voltou a ter sossego. Choviam telefonemas e visitas. Al Capone era, em 1934, o que ontem foi um O. J. Simpson e hoje é o caso BES. Prenderam-no por minudências fiscais que uma notória inveja social sobrevalorizou.  

 

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O charlatão gentil

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Foi um charlatão, ápodo que se dá a certos homens de talento. Orson Welles, deslumbrado, filmou-o em "F for Fake". Chamemos-lhe, como ele se autobaptizou, Elmyr de Hory.  Nasceu na Hungria, em família aristocrática - e é mentira.

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Ninguém é profeta na sua terra

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Fui um libertário. Não era só pôr flores na cabeça como vinha nas fotografias autorizadas de Woodstock.

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Na beleza de um, a beleza do outro

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Ela meteu-lhe os dedos à boca e salvou-lhe a vida. É bom que se saiba que eles se amaram.

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"Locke" é cinema em alta-voz

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Se nunca viram um filme em alta-voz, experimentem. Esqueçam o 3D, o Imax e corram a ver "Locke", pequena, monótona e exaltante obra-prima. Em "Under the Skin" e "Blue Ruin", os mais belos filmes de estreia do ano, os carros eram protagonistas, uma operária Ford Transit com a que já sabem Scarlett ao volante, um arruinado Pontiac que ter volante já era uma sorte. 

 

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Dobrou-se para pintar as unhas dos pés

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É nela que deve pensar toda a mulher que hoje pinta as unhas dos pés. Ninguém se dera ao trabalho de se dobrar. Pola Negri dobrou-se, pintou essas unhas térreas e lançou uma moda que persiste. Se ressuscitasse e entrasse hoje na Book Soup para comprar um livro, quem sabe se "Vamps & Tramps", da Camille Paglia, ou "Camas Politicamente Incorrectas", da Eugénia de Vasconcellos, havíamos de a ver chegar de botas altas e turbante, coberta de colares de diamantes, broches de pérolas das suas jóias de um milhão de dólares compradas a Habsburgos falidos.  

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O ouvido fino do meu pai

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Sean Connery pai ou Harrison Ford filho guiam com estilo a moto e sidecar de "Indiana Jones". Deviam ver-te, pai, a rasgares, na tua BSA, ao sol e à brisa dessa Angola que era e não era nossa. Levavas-me ao Liceu, ao Morro da Lua, à pesca ao Cacuaco. E agora? Não sei por onde andas, pai.  Bem sabes - disse-to aos quinze anos para deixar de ir à missa - que no céu tenho pouca confiança. 

 

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Stravinsky e os pássaros-lira

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Se eu já estivesse vivo e me tivessem convidado, daria logo, de caras, com Katharine Hepburn e Igor Stravinsky em amena cavaqueira na sala.   

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O cavalheiro que saboreou Al Pacino

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Matava uma fartura de brancos. Fazia-o com um gosto que não disfarçava. A culpa foi de Quentin Tarantino, que fez dele, em "Django Unchained", o escravo que um barroco actor alemão liberta. 

 

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Edição Diária 17.Abr.2014

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