18 de dezembro de 2014
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A literatura, o cinema e o copo de cerveja do pai

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Para Hemingway, Hollywood estava longe de ser o Paraíso na Terra. Hollywood era a selva dos produtores de filmes, onde o escritor é a gazela a fugir da boca de leão do produtor: "Vamos ter com o produtor à fronteira da Califórnia. Atiramos-lhe com o livro para o lado de lá.

 

 

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Emídio Rangel em Nova Iorque

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Se lá estivesse o Al Pacino de "Serpico", não seria melhor. Na 5ª Avenida, à boca do metro, montara-se o inferno. Povo, polícia, o circo da televisão. Bandidos em fuga tinham reféns os passageiros do metro. Cortou-se o trânsito, fechou-se o metro. Esperava-se o som e a fúria das metralhadoras dos NYPD blues. De viagem, o Emídio Rangel e eu ficámos a ver. Deu-lhe uma ideia maluca: "Eh, pá, estes tipos não têm segurança nenhuma. Vamos atrás de uma câmara ver a caldeirada lá em baixo." Fomos.   

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Um filme de Malick e Jorge Luis Borges

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Foi a única vez em que Jorge Luis Borges se zangou com o seu amigo Bioy Casares. De tão irritado, Casares bem gostaria de ter dado um literário murro na mesa. Citara a Borges a mais misantropa das frases - "a cópula e os espelhos são abomináveis porque multiplicam o número dos homens" -, afirmando que a dissera um filósofo de Uqbar, terra misteriosa. Lera-a, jurou Casares, no volume XLVI da "Anglo-American Cyclopaedia". Borges tinha a enciclopédia em casa e foram verificar a passagem sobre essa nebulosa região. O artigo não existia. Não obstante, Casares lera-o.  

 

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Manoel de Oliveira de calções

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Até mesmo Hemingway teve infância. Antes dos touros, dos litros de dry martinis, de Paris em festa, houve um Ernest antes de haver um Hemingway. Diria mais, ainda o decano de todos os cineastas, o nosso Manoel de Oliveira, não tinha nascido e já Hemingway tinha infância.   

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Era judia a morte árabe

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Era judia, mas em inglês o seu nome é anagrama de "Morte Árabe". Imaginem-se em Chicago, numa sala de hotel com decoração a rescender a Nilo e faraós. Dois agentes para a imprensa apresentam "A Fool There Was". Querem que seja o maior sucesso de 1915. Venderiam a mãe se fosse preciso. Basta-lhes venderem a nova actriz, protagonista do filme. Antes de entrar na sala, ela chamava-se Theodosia Goodman, nascida trinta anos antes, em Cincinnati, filha de um alfaiate judeu, que tinha em Nova Iorque o prestígio de um Rosa & Teixeira em Portugal. Ah, e nunca Theodosia tinha posto um pé fora da América saloia. 

 

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Não é bem a história do Capuchinho Vermelho

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Se repararem bem, ela está lá. A lingerie é de seda vermelha, collants pescadores de rede vermelha também, uns vermelhíssimos sapatos Manolo Blahnik que, calçasse-os Dorothy, e outra teria sido a sua conversa com o feiticeiro de Oz. Ela é Maria Di Angelis, uma das 50 lindas, boas e nuas mulheres, que Scorsese ofereceu a Leonardo Di Caprio na turbulenta orgia que começa num avião e acaba no Hotel Mirage, em Las Vegas. É um dos bacanais de "The Wolf of Wall Street" e ela, a mais vestida, é a mulher de vermelho que se oferece àquele tudo ao molho e fé em Deus, se assim se pode dizer.   

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A mulher estrangulada

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Deus é um despesista. Fez o mundo em sete dias. Devia era aprender com Edgar G. Ulmer, que fazia filmes em seis dias. O problema de Deus é não ser um cineasta alemão. Tivesse Ele sido assistente de Murnau e de Lang, haveria mulheres na Lua e nas florestas do mundo outros tabus cantariam.   

 

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O comunista inveterado

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Tinha uma cabeçada demolidora. Lisboa já não seria bem um pátio das cantigas. Mas ainda havia restos de Vascos Santanas nas leitarias de Alcântara e nas tascas da Madragoa. O atávico leão da Estrela já era. Lisboa tinha agora um SLB campeão europeu que pintava a cidade de vermelho. Os homens assobiavam à boa parte de trás da mulher que passava e um "ó caramelo, isso é com a minha namorada?" era o preâmbulo de um vasto arraial de pancadaria.  

 

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Um bando de frustrados sexuais

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Jorge de Sena dizia que, por vezes, os franceses nos tiram o ar todo com um sublime soco no estômago. Falava de literatura e poderia muito bem estar a falar da beleza celerada de um verso de Rimbaud. Pego-lhe nas palavras para começar a falar da beleza celerada de Paul Gégauff, poeta dos argumentos dos filmes da Nouvelle Vague que construíram o torpe imaginário da minha geração. 

 

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Brigitte Bardot casou virgem

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Brigitte Bardot é a antítese - antítese marxista, mesmo - de Marilyn Monroe. O léxico de BB nem sequer incluía a palavra "sexo"; já o léxico de Marilyn não precisava de mais nenhuma. Têm ambas as mais subtis e maravilhosas curvas. Mas há uma cruel luta de classes a separar a lábil e citrina geometria de cada uma delas.   

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Edição Diária 17.Abr.2014

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