21 de outubro de 2014
Página Inicial   >  Opinião  >   Manuel S. Fonseca

Um bando de frustrados sexuais

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Jorge de Sena dizia que, por vezes, os franceses nos tiram o ar todo com um sublime soco no estômago. Falava de literatura e poderia muito bem estar a falar da beleza celerada de um verso de Rimbaud. Pego-lhe nas palavras para começar a falar da beleza celerada de Paul Gégauff, poeta dos argumentos dos filmes da Nouvelle Vague que construíram o torpe imaginário da minha geração. 

 

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Brigitte Bardot casou virgem

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Brigitte Bardot é a antítese - antítese marxista, mesmo - de Marilyn Monroe. O léxico de BB nem sequer incluía a palavra "sexo"; já o léxico de Marilyn não precisava de mais nenhuma. Têm ambas as mais subtis e maravilhosas curvas. Mas há uma cruel luta de classes a separar a lábil e citrina geometria de cada uma delas.   

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A camisa limpinha de Robert Redford

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Isso do nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, também tem os seus limites. Lavoisier, está visto, não conhecia Robert Redford, que é, digamos, um William Holden dos últimos 50 anos do cinema americano.    

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Insultos

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Tiros de canhão ou finos punhais, os insultos, na velha e clássica Hollywood, deram histórias saborosas. Conto.

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O vício é que educa

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Os filmes só amam os livros quando os amam com segredo e reserva. Não me venham falar do "Clube dos Poetas Mortos", execrável exibição circense do acto e do prazer da leitura. Confesso que tenho uma aversão parecida às sessões de leitura de poesia. Lido em público, com a compungida voz de quem tem as cuecas apertadas, o poema mais sublime aperta o nariz constrangido. O poema, na minha visão misantropa, tem aversão à plateia. Em voz alta, o poema pede para ser lido de boca a ouvido, numa intimidade que se torna ridícula se for descoberta.    

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Esta mãe morta parece apenas que dorme

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Quando vemos, num filme, uma personagem que dorme, sabemos que estamos a ver um actor a fingir que dorme. Em "A Palavra", de Dreyer, há uma mãe morta, num caixão aberto. Está morta, dizem, mas para a filha, criança inocente, e para o tio louco, esta mãe morta parece apenas que dorme.    

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O homem que vai morrer

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Toda a morte no cinema tem os paroxismos do "Adagio" de Albinoni. Um aviso: estou a pensar na morte dos actores, na verdadeira morte de cada um deles, queé o último filme que fazem. John Wayne morreu como quis. Tinha um cancro e fizeram um filme para ele morrer na glória do mito com que a mente, o coração e o corpo dele já se tinham fundido.  

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Um bocado bruto de realidade

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Ainda hoje, a meio de um filme, quando acordo sobressaltado do delicioso embalo de sono de um minuto, fico ali a pensar que estou a ver no ecrã a mais pura realidade, que aquelas sombras não são actores mas sim pessoas a viver mesmo o que, por isso, tão bem representam. Vi "The Hustler" nos anos 60. Não fazia a mínima ideia do que era o film noir e ainda menos o que era um realizador, um argumentista. 

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Não era rico, era monopolista

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O cinema não me deu tudo. O tempo que julgo ver nos filmes talvez seja a ideia de tempo que lhes dou eu por já a levar da vida. Dos 10 aos 15 anos, no liceu, com excepção das aulas, todo o tempo foi meu. De um total anual de 8760 horas, 7880 gozei-as como e quando quis, senhor e dono de 90% do meu tempo. Não era rico, era monopolista. Tempo sumptuário: as horas a escorrer devagar, como vi depois no "Hot Spot", de Dennis Hopper, o ardente clima de deuses, liberdade de ruas, jardins, barrocas selvagens, praias e duas ilhas. Ninguém nos disse a palavra "perigo". Inventámo-la em bando.  

 

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Os tiros fizeram do carro um passador

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Quando a conheci, já ela morrera há sessenta anos. Conheci a Bonnie que Clyde amou, em 1994, na mansão de um big shot do cinema, em Beverly Hills. Sábado e sol de maio, duas bandas de jazz, vastos relvados, as mesas sob toldos protectores. Podia ser a festa do crisma do filho de Michael Corleone, no "Godfather part II".   

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Edição Diária 17.Abr.2014

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