27 de janeiro de 2015
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Uma cadeira no meio das pernas

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Claro que a carreira de Marlene Dietrich tinha pernas para andar. Foi com uma cadeira no meio dessas pernas que Josef von Sternberg lhe construiu a imagem. Quem viu, dizia: "Ah, aquelas pernas." Eram suspiros de 1930. Começava-se a suspirar na Alemanha e continuava a suspirar-se pelos Estados Unidos da América dentro.

 

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Godard na "Casa dos Segredos"

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"Quando se virou a página, virou-se a página." É o que sai da boca de Godard. Mas o brilho triste dos olhos que Anna Karina fixa na boca dele desmentem-no. Estão, lado a lado, num plateau de televisão. Vinte anos depois de se terem divorciado. Vinte anos sem se terem voltado a ver. Ela era uma dinamarquesa de 17 anos, em Paris, e ele veio propor-lhe que ela aparecesse, nua, em "A Bout de Souffle". 

 

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O Cristo redentor de Pasolini

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Era eu. Numa mão um livro, na outra uma metralhadora Vigneron. O livro era pequeno e vermelho. Boa para a guerrilha urbana, a metralhadora fora recuperada à FNLA, diziam-me os camaradas. Nunca a disparei, se me desculpam começar a crónica com um anticlímax.

 

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Aproveitemos para caçar ursos

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Era homem para dobrar a natureza. E mulheres, dizem. Mesmo que só o tenham amado metade das que amou, ou com quem se deitou, já daria para fazer um gracioso cordão humano à volta dos estúdios da Fox ou da Warner.  

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A malcasada

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Na América pode haver quem diga: "Estou a pensar em Mel Brooks." Do Atlântico para cá, a ninguém passa pela cabeça pensar em Mel Brooks. Esclareço os mais novos: é um produtor e realizador mediano. Os seus filmes mais célebres são as comédias "The Producers", "Young Frankenstein" e "Silent Movie". Se pensei em Mel Brooks foi por causa da mulher dele.   

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Pensas que és tu e se calhar és a Meryl Streep

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Eu acho exactamente o contrário. Não sei se importa alguma coisa saber-se do que é que estamos a falar. Seja, então, de Meryl Streep. Se disserem que Meryl Streep, de "Kramer vs. Kramer" a "The Bridges of Madison County", faz sempre de Meryl Streep, eu discordo.

 

 

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A literatura, o cinema e o copo de cerveja do pai

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Para Hemingway, Hollywood estava longe de ser o Paraíso na Terra. Hollywood era a selva dos produtores de filmes, onde o escritor é a gazela a fugir da boca de leão do produtor: "Vamos ter com o produtor à fronteira da Califórnia. Atiramos-lhe com o livro para o lado de lá.

 

 

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Emídio Rangel em Nova Iorque

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Se lá estivesse o Al Pacino de "Serpico", não seria melhor. Na 5ª Avenida, à boca do metro, montara-se o inferno. Povo, polícia, o circo da televisão. Bandidos em fuga tinham reféns os passageiros do metro. Cortou-se o trânsito, fechou-se o metro. Esperava-se o som e a fúria das metralhadoras dos NYPD blues. De viagem, o Emídio Rangel e eu ficámos a ver. Deu-lhe uma ideia maluca: "Eh, pá, estes tipos não têm segurança nenhuma. Vamos atrás de uma câmara ver a caldeirada lá em baixo." Fomos.   

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Um filme de Malick e Jorge Luis Borges

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Foi a única vez em que Jorge Luis Borges se zangou com o seu amigo Bioy Casares. De tão irritado, Casares bem gostaria de ter dado um literário murro na mesa. Citara a Borges a mais misantropa das frases - "a cópula e os espelhos são abomináveis porque multiplicam o número dos homens" -, afirmando que a dissera um filósofo de Uqbar, terra misteriosa. Lera-a, jurou Casares, no volume XLVI da "Anglo-American Cyclopaedia". Borges tinha a enciclopédia em casa e foram verificar a passagem sobre essa nebulosa região. O artigo não existia. Não obstante, Casares lera-o.  

 

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Manoel de Oliveira de calções

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Até mesmo Hemingway teve infância. Antes dos touros, dos litros de dry martinis, de Paris em festa, houve um Ernest antes de haver um Hemingway. Diria mais, ainda o decano de todos os cineastas, o nosso Manoel de Oliveira, não tinha nascido e já Hemingway tinha infância.   

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Edição Diária 17.Abr.2014

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