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Mantém-se o mistério do assassínio da família inglesa nos Alpes

Familiares das vítimas da família inglesa assassinada em França já estão no local para se reunirem com as crianças sobreviventes. Polícia francesa quer interrogar um membro da família em Inglaterra.
com agências |
Polícia continua a investigar o misterioso homicídio
Polícia continua a investigar o misterioso homicídio / Reuters

Alguns membros da família das crianças britânicas que sobreviveram ao quadruplo homicídio de Chevaline, nos Alpes franceses, chegaram a França, devendo encontrar-se em breve com as menores, Zeena e Zainab.

Os familiares tratam-se de "um homem e uma mulher, acompanhados por um assistente social britânico", adiantou o procurador de Annecy, Eric Maillaud, aos jornalistas.

"Não sei quando poderão ver as crianças, mas devemos assegurar que isso aconteça sem dificuldade", disse, acrescentando que os encontros decorrerão na presença de um investigador francês.

Três pessoas da mesma família - o pai, Saad al-Hilli, de 50 anos, a mãe Iqbal, de 47, e a avó materna, de 77 - residentes num bairro de Claygate, a 30 quilómetros a sul de Londres, foram assassinadas na quarta-feira dentro de um carro, com matrícula britânica, num parque de estacionamento florestal na aldeia francesa de Chevaline, perto do lago Annecy, na região de Haute-Savoie.

Os corpos foram encontrados juntamente com o de uma quarta vítima, um ciclista francês, que o procurador disse que estava "no local errado, na hora errada".

Filha mais velha continua em coma


AS filhas do casal seguiam no mesmo carro. Zeena, de quatro anos, que permaneceu oito horas escondida debaixo dos cadáveres, antes de ser encontrada pela polícia, "não voltará a ser ouvida" pelos investigadores, precisou o procurador Eric Maillaud. "Para ela acabou", acrescentou.

Quanto à sua irmã Zainab, de sete anos, que ficou gravemente ferida na cabeça, o procurador disse que a criança continuava em coma induzido na sexta-feira à noite. "Os seus ferimentos são extremamente graves", explicou.

O resultado da autópsia dos corpos das quatro vítimas ainda não é conhecido. "A última autópsia começou cerca das 23h30 de sexta-feira e terminou às 2h de sábado", detalhou o procurador.

Irmão interrogado


A polícia ainda desconhece os motivos do assassínio, mas desenvolve várias teorias, tendo em conta a precisão dos tiros, por exemplo, já que todas as vítimas foram mortas com balas na cabeças e foram disparados 25 tiros, mais do que tinha sido contabilizado inicialmente.

Os investigadores estão a tentar perceber se as mortes terão sido resultado de um ajuste de contas familiar, mas Zaid al-Hilli, tio paterno das crianças, já terá negado essa hipótese, segundo a BBC.

Mesmo assim, quatro polícias franceses irão interrogar Zaid al-Hilli em Inglaterra, em cooperação com as autoridades britânicas, assegura a mesma cadeia televisiva.

O procurador Eric Maillaud também disse que a pessoa que encontrou o local do crime terá visto um veículo a deixar o sítio, mas a polícia ainda não sabe se o carro terá algo a ver com o caso.


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Comentários 2 Comentar
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Homicidio
Isto parece uma novela...
"balas" é o quê?
Não há diccionário no Expresso?

O mesmo erro duas vezes na mesma informação, tem nome.
Comentários 2 Comentar

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