26/05/2012 atualizado às 1:56
Página Inicial » Atualidade » Manifesto "Pela Floresta contra a Crise" entregue à ministra da Agricultura

Manifesto "Pela Floresta contra a Crise" entregue à ministra da Agricultura

Assinado por diversos professores universitários, engenheiros florestais e por Jorge Sampaio, o manifesto apela à valorização e gestão ativa dos recursos florestais.

Ana C. Oliveira (www.expresso.pt)
17:00 Sexta feira, 16 de setembro de 2011
O manifesto defende que a floresta é um recurso natural que pode contribuir para o desenvolvimento económico numa época de crise
O manifesto defende que a floresta é um recurso natural que pode contribuir para o desenvolvimento económico numa época de crise
Domingos Xavier/Flickr

O manifesto "Pela Floresta contra a Crise", entregue esta manhã à ministra da Agricultura, apela a uma melhor gestão do território florestal e à implementação de medidas que resolvam os problemas que estão na base da degradação da floresta portuguesa.

A iniciativa é dirigida ao governo, ao parlamento e às autarquias, a quem é pedida a introdução de políticas públicas e de práticas de gestão sustentável nos territórios de floresta, citados no documento como tendo um "papel estruturante, quer no plano territorial, quer económico, ambiental e social".

Assinado por diversos professores universitários, engenheiros florestais e dirigentes de associações florestais, o manifesto apresenta os territórios florestais como um recurso natural que pode ser explorado e aproveitado de forma a potenciar o desenvolvimento económico numa época de crise.

Mais do que críticas, soluções concretas


Vítor Louro, antigo secretário de estado da Estruturação Agrária e um dos dinamizadores do manifesto, afirma que existem três vetores essenciais a ter em conta para um melhor aproveitamento da terra enquanto recurso natural.

"O associativismo, que tem tido incentivos mas, infelizmente, não se desenvolve, porque não há tradição associativista em Portugal". Também o desbloqueamento das ZIF (Zonas de Intervenção Florestal), que visam resolver bloqueios associados à estrutura da propriedade privada, nomeadamente nas regiões de minifúndio, e que são muitas vezes "bloqueadas" e "não vendem os seus produtos". O terceiro vetor será a aposta numa reforma fiscal.

Segundo o documento, a reforma fiscal deverá ser "coerente", penalizando situações de mau aproveitamento ou desperdício de recursos e estimulando a gestão ativa dos mesmos, ao premiar quem assegura a perpetuidade das receitas.

Outras medidas, como uma restruturação fundiária e estímulos à mobilização dos proprietários através do apoio técnico e profissional para gestão e venda agregada dos seus produtos (através do associativismo), são também propostas no manifesto.

Reagir às consequências não chega


O manifesto "Pela Floresta contra a Crise" sugere que o país deverá consumir menos produtos importados e criar mais riqueza potenciando os recursos nacionais como o mar, a agricultura, a floresta, o património cultural e o turismo.

No que respeita à floresta, problemas como a degradação da qualidade e quantidade do material lenhoso, o abandono dos espaços florestais e o impacto dos fogos têm impedido o máximo aproveitamento deste recurso, apesar dos esforços em contrário.

Para Vítor Louro, um dos maiores problemas que provocou alterações nos territórios florestais e rurais, nos últimos 30 anos, é o despovoamento e todas as consequências associadas ao mesmo. "Acarreta o abandono da agricultura e há uma ocupação dos terrenos anteriormente agricultados por mato e por floresta".

Também os incêndios são encarados como uma das maiores ameaças aos territórios florestais. Neste ponto, o manifesto defende que o país tem apostado numa estratégia de combate ao fogo, mas deveria ser dada mais atenção a estratégias preventivas e a uma melhor gestão. "Somente parece ter havido capacidade de reagir aos problemas, atacando não as suas causas, mas as consequências" refere o documento.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
Que se passa neste País? Não Bastam os boys?
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 10:47 | Sábado, 17 de setembro de 2011
Esta ministra ainda não fez nada e já estão a atacá-la?

É política?

É imbecilidade?

É ambas?

Ou é, querem mostrarem-se para serem contratados para uns tachos?
Uhhh, acho que é isso!
 
 Regras da comunidade
Uma acção bonita mas nada mais
manel007 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:04 | Sábado, 17 de setembro de 2011
A população mundial está a aumentar, o nosso país tem um défice tremendo de produtos alimentares, todos os anos acontecem inúmeros fogos florestais uma vez que as terras não estão cultivadas e só mais uma coisa, QUEREM QUE OS PORTUGUESES COMAM PINHOS? FOLHA DE EUCALIPTO?
Por amor de Deus vão há nossa vizinha Espanha....
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 1   
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




A primeira página do Expresso
23:50 Sexta feira, 25 de maio de 2012, 13
Silva Carvalho quer que caso siga imediamente para julgamento
22:27 Sexta feira, 25 de maio de 2012, 13
Audição do SIS a Silva Carvalho não foi registada
19:54 Sexta feira, 25 de maio de 2012,
Rock in Rio: duas linhas de autocarro até às 4h30
19:05 Sexta feira, 25 de maio de 2012, 1
Morreu o pai do comando à distância
20:07 Quarta feira, 23 de maio de 2012, 8
Freeport: Sócrates ameaça processar quem invocar o seu nome
19:23 Terça feira, 22 de maio de 2012, 143
E a celebridade mais poderosa do mundo é...
19:57 Segunda feira, 21 de maio de 2012,
Novas tragédia e polémica na família Kennedy
14:12 Domingo, 20 de maio de 2012, 6
CP: greve causa perturbações nos comboios regionais
9:05 Domingo, 20 de maio de 2012, 2
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB