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Manifestantes invadem embaixada dos EUA no Iémen
Depois do ataque às embaixadas norte-americanas de Bengazi e no Cairo, manifestantes invadiram a embaixada dos EUA em Sanaa, no Iémen, para protestar contra o filme "A Inocência de Maomé".
Apesar de a polícia ter disparado para o ar para tentar dispersar os manifestantes, estes entraram na embaixada, tendo também ateado fogo a alguns veículos estacionados.
Também no Cairo a polícia recorreu a gases lacrimogéneos para fazer dispersar os manifestantes que protestavam contra o mesmo filme. As imagens dos confrontos foram transmitidas em direto pela televisão pública e, segundo o ministério da Saúde egípcio, pelo menos 13 pessoas ficaram feridas ao longo da noite, em atos esporádicos de violência. Veículos blindados foram destacados para o local.
Os confrontos foram desencadeados pelos manifestantes, que "atiraram pedras e garrafas com explosivos contra as forças da ordem encarregadas de assegurar a segurança da embaixada", segundo o Ministério do Interior.
Isto, apesar de o Governo egípcio ter apelado à população para dar provas de "contenção" nas reações de "ira" contra o filme sobre o Islão que está a provocar vivas reações no país e cuja realização, segundo a imprensa egípcia e os predicadores muçulmanos radicais, é atribuída aos cristãos coptas que vivem nos Estados.
Pessoal diplomático norte-americano abandonou a Líbia
O filme pretende descrever a vida do profeta Maomé e evoca nomeadamente os temas da homossexualidade e da pedofilia. Mas os cerca de 80 membros envolvidos no filme (entre equipas de produção e elenco) já se demarcaram do seu conteúdo, argumentando terem sido "enganados".
Entretanto, depois de os Estados Unidos retirarem a maior parte do pessoal diplomático da Líbia, no seguimento do ataque ao consulado de Bengasi, dois navios de guerra foram também enviados para a costa daquele país.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, telefonou hoje aos homólogos da Líbia e Egito para lhes pedir que continuem a trabalhar para garantir a segurança dos seus diplomatas nesses países, informou a Casa Branca.
Barack Obama agradeceu ao Presidente líbio, Mohamed Magariaf, as condolências que expressou pela morte do embaixador norte-americano na Líbia e de outros três diplomatas dos EUA, na terça-feira, durante um ataque contra o consulado norte-americano em Bengasi.
A Casa Branca indicou que os Presidentes líbio e egípcio acordaram em cooperar com os EUA para que os responsáveis pelos incidentes ocorridos esta semana em Bengazi e no Cairo sejam levados à justiça.
Veja imagens do filme que originou os protestos:


EPA
No Iémen, os disparos da polícia não conseguiram conter a ira dos manifestantes
