24 de abril de 2014 às 19:45
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Manifestantes exigem paragem da construção da barragem do Tua

Contestatários reuniram-se em frente ao Parlamento preocupados em manter a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO.
Lusa
Assunção Cristas esteve hoje na Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local Miguel A. Lopes/Lusa Assunção Cristas esteve hoje na Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local

Cerca de 20 pessoas concentraram-se hoje em frente à Assembleia da República, em Lisboa, exigindo a paragem das obras de construção da barragem de Foz Tua.

"A atitude inteligente da parte do Governo seria anunciar agora que a obra do Tua vai ser resgatada à concessão e vai ser parada definitivamente", defendeu o presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA).

João Joanaz de Melo argumentou que "seria a atitude inteligente porque é aquela que custaria menos dinheiro ao país, aos consumidores e aos contribuintes e era aquela que eliminava este conflito com a UNESCO", organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Classificação de Património Mundialem causa


A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO.

No ano passado, a Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, alertou que a construção daquela barragem terá "um impacto irreversível" e constitui uma "ameaça ao valor excecional universal".

UNESCO "obviamente tem carradas de razão"


Para o presidente da GEOTA, a UNESCO "obviamente tem carradas de razão, o Governo português não cumpriu uma série de obrigações a que se tinha comprometido".

Joanaz de Melo lembrou que, com a construção da barragem, além do Douro Vinhateiro, "que é extraordinariamente importante para o turismo em Trás-os-Montes", está também em causa "a destruição da linha do Tua, que também é muito importante, quer como meio de transporte, quer como atração turística", e "a destruição dos valores naturais que são únicos".

Enquanto decorria a concentração, a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, era ouvida no Parlamento, numa comissão parlamentar que inclui a barragem do Tua na ordem de trabalhos.

"É muito mais barato parar agora"


O presidente da GEOTA sublinhou que "é muito mais barato parar agora a barragem do que andar com ela para a frente". "Esta concessão custou 53 milhões de euros e ter-se-ão gastado mais algumas dezenas de milhões de euros nas obras que foram feitas até agora. Se se deixar andar isto para a frente, calculamos que o custo para os cidadãos e contribuintes seja 20 a 30 vezes mais, algo entre dois mil milhões e três mil milhões de euros. Um custo muitíssimo maior e completamente inútil", disse.

Hoje, em frente ao Parlamento, os manifestantes distribuíam a quem passava o 'Manifesto pelo Tua', no qual mais de 40 personalidades de várias áreas exigem a "paragem imediata das obras" da barragem "antes que sejam cometidos danos irreparáveis sobre um património de inestimável valor".

Assinam o manifesto personalidades da ciência, cultura, economia, política e cidadania como o arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, o dirigente do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, o dirigente da Quercus Francisco Ferreira e João Joanaz de Melo.

A deputada de Os Verdes Heloísa Apolónia, o jornalista José Manuel Fernandes, o professor e especialista em hidráulica Carmona Rodrigues, o presidente da Câmara de Faro e dirigente do PSD, José Macário Correia, e o músico dos Blasted Mechanism Pedro Valdjiu são outros dos signatários.

Comentários 98 Comentar
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Haja senso
Vinte pessoas, em Lisboa, reúnem-se, para exigir a suspensão de uma barragem, a 300km de distância. O argumento é a possível perda de classificação da Unesco.A necessidade ou não da barragem não é referida. Vá lá, que não se intitularam comissão de utentes, como é usual.

O Expresso achou o assunto de importância suficiente para um título e uma notícia com este destaque.

Podia ter referido que para esse peditório a gente já deu. Já temos uma barragem suspensa por uma gravuras, que ficariam melhor preservadas debaixo de água e que podiam ter sido replicadas para exibição, com qualidade cientifica e com garantia de que original não sofreria os efeitos de sol e ventos.

Esses ditos ecologistas têm custado milhões ao país, com os seus gestos folclóricos.Impediram, durante anos , a construção da barragem que dá de beber a Portimão e Albufeira e empurraram a auto-estrada do sul para cima do IC1.
Linces, nem um, só em jaulas. Só por isso, deviam levar uma chapada, cada vez que abrissem a boca......
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Esta gente n
Esta gente não sabe o que quer!
Os mesmos que contestam o congelamento de obras e investimentos pelo governo, quando há obras em curso que terão um forte impacto positivo na diminuição da nossa dependência energética, agora vêm manifestar-se contra!

Vá lá alguém perceber esta gente!
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Outra vez Foz Coa, não!, NÃO! e NÃO!
Tenho pena de não ter Fé para pôr uma vela a S. João, para que não deixe que uma imbecilidade semelhante à da anulação da Barragem de Foz Coa, se repita.

Felizmente já temos os olhos um pouco mais abertos, mas o que se perdeu (dinheiro, energia, turismo, fácil acesso às gravuras a replicar em lugar seguro), tudo isso se perder, repito, com a paragem dos trabalhos, na Barragem de Foz Coa.
Mas esses custos deviam ser contabilizados, para vermos claramente o que a política eleitoralista nos faz perder.

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Os interesses de uma empresa privada (EDP)
e dos seus accionistas estão acima do interesse nacional e do meio ambiente...
a barragem do Tua vai chamar-se a barragem Dela
a promiscuidade enter Assunção Cristas, a EDP e o escritório de advogados a que ela pertencia faz com que esta situação cheire a podre.
Re: a barragem do Tua vai chamar-se a barragem Del Ver comentário
Re: a barragem do Tua vai chamar-se a barragem Del Ver comentário
Re: a barragem do Tua vai chamar-se a barragem Del Ver comentário
Querem destruir aquela maravilhosa paisagem, para
com a EDP privatizada,para os seus accionistas disporem a pagar aos seus executivos as maiores exorbitâncias em salários e prémios, ou seja, a quem lhes contabiliza caninamente a gestão dos rendimentos. Com o alto patrocínio do governo português, e apesar das veementes críticas da Tróica que obrigaria a cortar nas papistas rendas da EDP mais que o Papa-impostos entende..E entretanto os cidadãos pagam a electricidade mais cara da Europa.
Vejamos quanto ganha o Conselho de Administração da EDP:
Manso Neto-828.996 euros
Nuno Alves-831.914
Antonio Mexia-1.043.541 euros
Ana Maria Fernandes-778.921 euros
Jorge Crus Morais-806.570 euros
Antonio Pita de Abreu-1.027.104 euros
Antonio Martins da Costa-778.922 euros
 
Re: Manifestantes exigem paragem da construção da
Barragens e mais barragens que afinal não servem para baixar o custo da electricidade , só para aumentar as rendas da EDP , sem contrapartidas nenhumas para as populações locais que vêem os seus rios serem destruídos e tambem sem vantagem nenhuma para a população em geral que vê o património natural deste país ser arrasado por interesses de uma cáfila mafiosa.
Re: Nada disso! Ver comentário
Re: Manifestantes exigem paragem da construção da
Deixem-se de tretas..aquilo é só fragas...e daqui a 10 anos nem os lobos lá vivem..excepto o tasco do "calça curta" que recomendo para mamar uns peixinhos de cebolada..
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A barragem dá ...
Assim começavam antigamente as redações da escola primária (era esta a designação na altura).
As barragens para além de "darem à luz" também irragam os campos e servem de depósito (armanezamento) de água.
O Nordeste transmontano é carente deste líquido precioso.
As gravuras e apaisagem também são importantes.
Tentemos conciliar as coisas, disso nunca veio mal ao mundo.
Os fundamentalismos só interessam a quem faz disso vida.
!!! Censura no Expresso Online !!!
No Expresso Online a Censura existe!!!
Porque viola o Exp.Online os seus termos de utilização, censurando e apagando utilizadores válidos que nunca aqui fizeram qualquer comentário ofensivo?
Existe aqui um botão com o nome "Regras de Utilização", em que se afirma textualmente no ponto 5:

«Nunca estarão em causa questões de opinião, mas apenas a utilização de linguagem imprópria ou injúrias a terceiros.»

Ora não existindo "linguagem imprópria ou injúrias a terceiros." que mais poderá existir para que ultimamente diversos utilizadores tenham visto TODOS os seus comentários apagados, e noutros casos estejam IMPEDIDOS DE ACEDER ao Expresso Online, sem sequer terem sido avisados por email? Porque não responde o Expresso Online aos utilizadores que colocam questões no endereço que ele próprio fornece para o efeito? Que se passa aqui, QUE UM SIMPLES ADMINISTRADOR DE FÓRUM PODE APAGAR UTILIZADORES usando para o efeito os seus próprios critérios altamente discricionários e que violam os próprios termos de utilização!

Como funciona esta comunidade, em que até é necessário efectuar "crossposting" para várias notícias, para SE PODER PROTESTAR LEGITIMAMENTE contra a discricionariedade de qualquer fulano, que por iniciativa própria ou a pedido de terceiros, resolva CENSURAR sem qualquer motivo válido, utilizadores que nada fizeram de errado? Sim, trata-se de eliminação de utilizadores e de comentários educados por parte do gestor do Fórum!!!!!!
PS: PODEM APAGAR ESTE TB!
Barragens não dão energia
As barragens são um negócio negro para o país. Estas somente dão 4 % da energia para o país; estão dependentes da água das chuvas; destrõem a economia local; não deixam que a biodiversidade do local se desenvolva e que é importante para a sobrevivência do humano também( peixes, árvores e caça); destrõem a agricultura, a pecuária e a pastorícia bem como apicultura; não dão trabalho somente a meia dúzia de pessoas; acaba com o turismo rural, ecológico entre outros; degrada a qualidade da água; são contruções milionárias que quem paga são os contribuintes e não o senhor Mexia e companhia; vão ser precisas muitas décadas para se pagar estas obras; quando escassear a água devido a seca temos de importar gás e carvão logo pagamos mais e poluímos mais; ao acabarmos com aquela paisagem única no mundo, os nossos filhos e animais que vivem neste planeta não poderão usufruir dela; este negócio só vai é favorecer mais uma vez o senhor Mexia e governo pois estes senhores ficarão mais ricos com o pagamento bimensal de cada contribuinte que não corresponde ao valor real pois é a chamada especulação de preços e de obras, obras sem quaisquer desenvolvimento e que destroem o país.
Se todos os portugueses, apostassem em paineís solares, não precisavamos de barragens para nada e ainda podiamos vender a energia que nos sobrava e pagavamos o débito da compra em 5 anos; mais temos quase 300 dias de Sol por ano neste país, estavamos auto-suficientes e eramos um país sustentável.
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É necessária?
De entre os vários e pouco elucidativos comentários, pouco ou nada se tira de útil.

Esta barragem é necessária, ou é mais uma maneira de certas individualidades encherem os seus bolsos e os das grandes empresas do costume?

Neste caso não há figuras rupestres para deslocar, mas sim património natural e uma linha de caminhos de ferro belíssima que não podem propriamente ser transladados. Claro que a gestão danosa que a CP vem a fazer há décadas se encarregou de inactivar a linha. A Brisa e a Mota Engil agradecem.

Ao que parece o caudal nem sequer é suficiente para ter uma barragem de jeito e as obras iam implicar custos superiores ao habitual (já contando com as habituais derrapagens pagas por si).

Enfim, mais uma para juntar às tantas. Sintam a energia da EDP.
Estes palhaços...
...recordam-me um professor de hidráulica que tive na Faculdade de Engenharia. E lembro-me de ele ser particularmente crítico com o atraso na construção da barragem do Tua, dizendo que estes tipos preferiam o país a importar gás natural (supostamente uma energia limpa...) do que a utilizar recursos próprios... Gente que não é, nem nunca será responsável de nada!
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Imbecis
É cada imbecil aqui a comentar que até dói no coração. Um indivíduo que defende esta obra das duas uma: ou é estúpido, ou não sabe a realidade dos factos.
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