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Manifestação em Angola: jornalistas foram libertados

Os 3 jornalistas angolanos encontravam-se entre as cerca de 20 pessoas que foram detidas na praça de Luanda onde está marcada para hoje uma manifestação anti-Governo. 
Lusa |

A polícia angolana libertou os três jornalistas do Novo Jornal que tinham sido detidos durante a madrugada quando tentavam acompanhar uma manifestação anti-Governo em Luanda, disse à Lusa o diretor adjunto daquele semanário.

Gustavo Costa referiu que a informação lhe foi transmitida por Pedro Cardoso, um dos jornalistas detidos.

"Vou agora falar com eles para saber mais detalhes", acrescentou o diretor adjunto do Novo Jornal.

O Movimento para a Paz e a Democracia em Angola (MPDA) exigiu, através de um comunicado, a "libertação urgente e incondicional" dos cerca de 20 pessoas envolvidas na manifestação anti-Governo hoje detidos pela polícia em Luanda.

Rapper "Brigadeiro Mata Frakus" também detido


Entre os detidos encontra-se também o "rapper" angolano "Brigadeiro Mata Frakus".

"Exigimos que 'Brigadeiro Mata Fakus' e toda a equipa do Novo jornal, nomeadamente Ana Margoso, Pedro Cardoso, Afonso Francisco e Idalio Kandé, sejam postos em liberdade antes da realização das manifestações", refere o MPDA em comunicado ao alertar que, "caso contrário, vai tomar medidas repressivas que poderão pôr fim a diplomacia angolana no exterior".

"O MPDA poderá proceder à convocação de uma marcha geral nos próximos dias, caso o Governo corrupto não aja dentro do prazo e dentro da lei estabelecida naquela república das bananas", acrescentou.

Ao condenar a "política de intolerância e de violação dos direitos humanos levada a cabo pelo regime ditatorial" e as "prisões arbitrárias, extrajudiciárias e todo o tipo de ação de intimidação e humilhação contra as populações angolanas", o MPDA reiterou o apelo à população angolana a participar na manifestação convocada para hoje.

Apelos à diáspora


"O MPDA faz apelo às massas angolanas que, no interior e no exterior, enfrentam com bravura, coragem, determinação patriótica e heroísmo, para reiterarem o apoio aos nossos irmãos e irmãs vítimas do regime ditatorial dirigido pelo José Eduardo dos Santos", realça o comunicado.

"Pedimos sobretudo à diáspora angolana, na Europa, nos Estados Unidos, Brasil, África do sul e na Ásia, para redobrar as suas reivindicações e ações junto da comunidade internacional para exigir a libertação urgente e incondicional dos nossos irmãos e irmãs", acrescentou.

O MPDA considera "justas e necessárias" as manifestações dos angolanos para a "liberdade e salvaguarda da soberania da nação (angolana), desde que aquelas estejam dentro da lei e sejam aprovadas em unanimidade pelo partido da situação".


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DEMOCRACIA À ANGOLANA

«««O MPDA considera "justas e necessárias" as manifestações dos angolanos para a "liberdade e salvaguarda da soberania da nação (angolana), desde que aquelas estejam dentro da lei e sejam aprovadas em unanimidade pelo partido da situação»»».

Um porta-voz do MPDA, explicando que o governo angolano, em vez de condenar a violência de regimes autoritários, prefere solidarizar-se com quem protesta contra regimes autoritários… menos em Angola.
Libertação
Libertou três jornalistas, porque estes internacionalmente causam mossa na DEMOCRACIA" instalada em Angola.
Mas os outros continuam detidos !
É esta a "liberdade" que José Eduardo dos Santos concede a todos aqueles que se lhe opôem !
E porque não se preocupa antes com a corrupção que reina entre os seus mais próximos ?
Já agora que ninguém nos ouve, de onde vieram tantos fundos para investir em Portugal ?
Será que que quer comprar Potugal no seu todo ?
Uma grande parte já lhe pertence !
E como vive a maioria esmagadora do povo angolano ?
Não é na miséria ?
PIADA DE CARNAVAL
«««Exigimos que 'Brigadeiro Mata Fakus' e toda a equipa do Novo jornal, nomeadamente Ana Margoso, Pedro Cardoso, Afonso Francisco e Idalio Kandé, sejam postos em liberdade antes da realização das manifestações", refere o MPDA em comunicado ao alertar que, "caso contrário, vai tomar medidas repressivas que poderão pôr fim a diplomacia angolana no exterior»ia»»»

O movimento para a paz e democracia em Angola (MPDA) matando de rir o governo angolano.
Angola já não é nossa
Há um grande ressentimento contra o governo angolano dos que vieram fugidos às guerras e regime do MPLA. Perderam muito bens e a situação que tinham alcançado, a grande maioria graças ao trabalho e dedicação a Angola. Mas daí resulta uma certa falta de isenção e objectividade das análises e opiniões que se fazem sobre este país e o seu governo.
Angola não é uma ditadura. O MPLA tem subsistido por ganhar eleições e não por golpes de Estado. Eduardo dos Santos não é um ditador militar, existe uma constituição e instituições democráticas. Atravessou uma guerra terrível movida pelo estrangeiro, através de um movimento que de democrático não tinha nada e que era apoiado por algumas das democracias ocidentais. Apesar de tudo com grande brandura, protegendo as populações civis, que fugiam da UNITA para as áreas do Governo. De vez em quando há um opositor preso algum jornalista que se excede segundo os padrões deles, mas nada de mais, é logo libertado.
Pensem nos países do Norte de África em que os opositores ao regime desapareciam simplesmente e em muitos outros em que presos políticos se contam aos milhares. E isso não aconteceu em Angola onde até os que persistiram para além até ao fim na luta armada acabaram por ser perdoados e integrados até mesmo no exército. Na verdade há muita coisa mal, nomeadamente a corrupção, mas digam quais os países de África e de outros continentes onde isso não exista.
Há que dar tempo aos angolanos para aperfeiçoarem a democracia.
Re: Angola já não é nossa
Re: Angola já não é nossa
Re: Angola já não é nossa
Poesia em Angola?
Como soubemos pelas notícias, os poucos (pudera!!!) manifestantes queriam "declamar poesia".
- A manifestação não está autorizada! - disseram os capangas do Eduardo "democrático-comuna".

Nós concluímos:
Em Angola, a POESIA não é autorizada!

P.S. Esperam-se reacções furibundas por parte do nosso PCP. Reacções contra "o ditador que subjuga o povo angolana", claro!).
Re: Poesia em Angola?
Re: Poesia em Angola?
Re: Poesia em Angola?
Re: Poesia em Angola?
Re: Poesia em Angola?
FALEM DO QUE SABEM
Sim, falem do que sabem.
Eram 15 jornalistas, entre eles alguns de órgãos do regime, e cinco manifestantes.
A derrota da manifestação: o seu número.
A vitória: a detenção pela polícia.
Pólvora seca
Puff! Tiro de pólvora seca. E ainda bem que assim foi. Ninguém se lembra, cá no rectângulo ressabiado de tristeza, angústia e cheio de crise que centenas de milhar de compatriotas nossos trabalham e ganham o sustento em Angola, dado que o rectângulo tem sido padrasto e carrasco para eles e para as suas economias. Ninguém se lembra também ou quer lembrar que Angola esteve em guerra mais de trinta anos e ainda lambe feridas terrivelmente profundas e dolorosas. A maldade do ser humano não tem limites e se querem agora notícias de guerras frescas, horrendas e catastróficas, então virem-se para a Líbia. E isto enquanto Ghaddafy não resolve a situação. Entretanto, Afeganistão, Ghaza e Irak já entraram no esquecimento. O costume.
Tudo começa assim ...
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Edição Diária 17.Abr.2014

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