O incêndio que deflagrou hoje de manhã na fábrica da Sicasal - Indústria de Comércio e Carnes, em Vila Franca do Rosário, Malveira, concelho de Mafra, já foi controlado, adiantou uma fonte do Comando Distrital de Proteção Civil à Agência Lusa.
O alerta de incêndio na fábrica, onde trabalham cerca de 600 pessoas, foi dado às 7h09, tendo sido acionados meios de 17 corporações de bombeiros para combater o fogo.
"O incêndio foi dado como dominado às 9h44 pelo comandante de operações de socorro no local", disse a mesma fonte da Proteção Civil. Um bombeiro ficou ferido no combate às chamas, "num membro inferior provocado por um embate com uma auto-escada. Foi transportado ao Hospital de Santa Maria e não apresenta cuidados maiores", referiu.
Ao local deslocaram-se "meios de 17 corporações, que envolvem 83 bombeiros apoiados por 32 veículos", adiantou à agência Lusa fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Lisboa.
Incêndio deixou fábrica "muito danificada"
"Neste momento o incêndio está dominado depois de o termos circunscrito aos escritórios", afirmou Miguel Oliveira, comandante municipal da Proteção Civil de Mafra..
O responsável adiantou que está a proceder-se à extinção do incêndio, o que ainda irá durar "algum tempo", seguindo depois uma fase de colocação de maquinaria para retirar destroços do interior da fábrica. Só após estas operações vai ser possível avaliar a dimensão dos danos, acrescentou.
Miguel Oliveira disse que a fábrica "não está completamente destruída, mas está muito danificada", especificando que cerca de 20% da área total foi afetada, correspondente à área de produção.
Curto-circuito pode ter causado o incêndio
O presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca do Rosário e funcionário da Sicasal, João Lima, coloca a hipótese da fábrica não voltar a laborar, devido ao incêndio que hoje deflagrou nas instalações, considerando que se tal suceder é uma "perda para o país e para a região de Mafra e Torres Vedras".
"Começou na sala de embalagem, onde há caixas de cartão e embalagens de plástico, e começou a propagar rapidamente a outras áreas da fábrica", adianta João Lima, que aponta um curto-circuito como a hipótese mais viável para o início do incêndio.
"Alguns colegas tentaram com os extintores apagar o primeiro foco de incêndio mas o fumo e as labaredas eram tais que eles não conseguiram e tiveram que ir alertar as pessoas para saírem das instalações", acrescentou.
"Em cerca de um quarto de hora a parte dos frescos, uma parte extensa, ficou toda a arder", lamentou o presidente da Junta de Freguesia.
A administração continua a escusar-se a prestar declarações.
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