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Mais sanções para gestores públicos que desrespeitam plano anti-corrupção

O director-geral do Tribunal de Contas afirmou que serão agravadas as  sanções para os gestores públicos que não apliquem plano do Conselho de Prevenção contra a Corrupção (CPC).

12:43 Sexta feira, 17 de julho de 2009

As penalizações para os gestores públicos que prejudiquem financeiramente o Estado por não terem implementado o plano anti-corrupção do Conselho de Prevenção contra a Corrupção (CPC) "vão ser necessariamente agravadas", revelou o director-geral do Tribunal de Contas à Lusa.

"A responsabilidade disciplinar, financeira, civil e até criminal é necessariamente agravada se as consequências gravosas para o Estado resultarem da falta de implementação do plano", disse José Tavares.

O director-geral do TC sublinhou que, apesar de não haver uma tipificação das sanções para os gestores que prejudiquem o Estado por não prevenirem possíveis práticas de corrupção na Administração Pública, as recomendações são importantes: "Uma recomendação tem tanta ou mais força que uma ordem, porque o agente fica responsabilizado ao ser aconselhado a seguir um determinado caminho".

José Tavares lembra que os contratos públicos representam "25 a 30% de toda a despesa pública em Portugal" e 15% de toda a riqueza da União Europeia. Razões de sobra para argumentar que, "se o plano agora proposto for aplicado por todos os serviços da Administração Pública, só isso já seria suficiente para justificar a existência do CPC, e seria uma verdadeira revolução na gestão pública".

Uma das recomendações feitas pelo CPC diz respeito ao anúncio dos membros do júri, que são "por vezes determinados pelos serviços para todo o ano, o que representa um risco de corrupção".

José Tavares explicou que "quando um serviço público anuncia, em Janeiro, quem serão os membros do júri para uma determinada área durante todo esse ano, está a revelar às empresas da área quais são as pessoas que podem ser assediadas".

A solução, recomenda, é a "nomeação de um júri para cada concurso".

As recomendações divulgadas pelo CPC apontam também para a necessidade de aumentar o controlo interno da atribuição de subsídios porque as entidades tendem ainda a não verificar se existem relações entre a entidade fiscalizadora e o beneficiário que possam por em causa a isenção da fiscalização.

No que diz respeito à contratação pública, o CPC encontrou tendências para a falta de verificação dos mecanismos para assegurar o controlo interno dos termos dos contratos, de mecanismos para garantir que não são realizadas adendas ou alterações posteriores, e no caso das empreitadas, da possibilidade de existirem "trabalhos a mais".

O CPC conclui ainda que as entidades públicas avaliam a qualidade e o preço dos bens e serviços adquiridos depois da transacção, utilizando os resultados apenas "em contratações futuras". Estes planos devem conter a identificação dos riscos em cada área e departamento, as medidas adoptadas para prevenir a ocorrência destes riscos e a definição e identificação dos responsáveis envolvidos na gestão do plano, bem como a elaboração anual de um relatório sobre a execução do plano.

Lusa
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Mais um organismo...
Palorca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:01 | Sexta feira, 17 de julho de 2009
Entre observatórios e conselhos,continuam os puliticus desta praça a lançar cortinas de fumo para ocultar a sua aversão a tudo o que seja no concreto medidas contra a corrupção que os possa (e certamente o faria,a avaliar pelas noticias)levar à barra dos tribunais.
E enquanto os sinais emanados dos puliticus que têm degovernado Portugal forem estes, é evidente que a abstenção vai crescer, e o Povo não conseguirà conseguir-se mobilizado para qualque projecto Nacional!
Por arrasto e por causa disso aprovaram um aborto de CPP
que está a ter os resultados que todos vêm,pela castração das investigações e pelo excesso de garantismo só apreciado pelos advogados que lusam e abusam dele!
 
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Quais sanções?
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 22:03 | Sexta feira, 17 de julho de 2009
Ficámos assim a saber que em Portugal existe um Conselho de Prevenção da Corrupção, que advoga o que a população em geral pensa, e que o Tribunal de Contas concorda.
Os políticos apenas se preocupam com eles e os partidos são apenas meios para obterem os seu fins pessoais e se protegerem mutuamente.
As candidaturas por listas levam a que as negociatas comecem ainda dentro dos partidos e antes das eleições.
E daí passam para a sociedade com as consequências que todos sabemos: clientelismo, irresponsabilidade, falta de qualidade, promiscuidade e corrupção.
Isso torna urgente a reforma do sistema político português.
Os partidos deveriam ter programas generalizados e não propostas avulso que se alteram conforme as circunstancias.
Os candidatos deviam-se apresentar ao eleitorado com propostas pessoais enquadradas nesses programas e nesses partidos, por forma a serem responsabilizados pelos seus actos.
E os governantes, depois de nomeados, deviam apresentar proposta de compromissos a serem atingidos em cada legislatura, por forma a serem responsabilizados pelos seus actos, civil e criminalmente, e limitando a possibilidade de ingresso nos quadros da empresas e fundações estatais e empresas que negoceiam com o estado.
Mas quem tem coragem para incluir no programa eleitoral, como medidas a tomar, os conselhos dados pelo CPC, e penalizações suficientemente fortes para que as medidas sejam cumpridas?
E mais importante ainda: quem tem a coragem de cumprir o prometido?
 
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Se assim fosse...
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 22:09 | Sexta feira, 17 de julho de 2009
Se as sanções, a legislação e os códigos de conduta resolvessem e irradicassem o vírus da corrupção e da fraude, Portugal seria orgulhosamente pioneiro, tal a incontável legislação e códigos de conduta que foram sendo desenvolvidos nos últimos anos.
Mas não tem resolvido nada. Não só em Portugal como no resto do Mundo.
O que pode na realidade fazer a diferença é a qualidade das pessoas.
São as pessoas que, perante determinadas tentações, podem e devem resistir e dizer NÃO ao facilistimo e à batota.
Que importa agravar o quadro das sanções se as pessoas continuam obstinadas em enriquecer rapidamente, deitando mão a toda a gama de truques e aldrabices para alcançarem os seus fins ?
Que prazer terá qualquer pessoa normal e equilibrada em ver um gestor com uma pena de prisão de 50 anos, quando o mal já está feito e todos nós ficamos mais pobres com as aldrabices desses "ilustres" ?
Como em tudo, é na qualidade e na boa formação das pessoas que se encontra o segredo para uma sociedade mais justa, equilibrada e transparente.
A legislação, os códigos de conduta e as regulamentações ? São muito bonitos em termos académicos. Mas não passam disso mesmo.
 
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A corrupção na economia e na democracia
APNS (seguir utilizador), 1 ponto , 10:38 | Domingo, 19 de julho de 2009
Li há alguns anos um livro sobre esta questão que se chama "Corrupção e Governo" de Susan Rose Ackerman, com prefácio de Ricardo Sá Fernandes. Todos aqueles que se interessam por Portugal e que querem contribuir para que ele seja "um país da linha da frente" onde os nossos filhos tenham orgulho e condições para viver devem lê-lo, pois ficam logo com a noção exacta de como estamos muito longe de travar uma luta eficaz contra esse cancro dos países que é a corrupção.
Tudo isto se resume a que:
Não devem nunca existir poderes sem fiscalização.
Devem existir sempre conta poderes
A justiça deve ser célere e eficaz.
Ainda não é o que vemos em Portugal e os candidatos nunca falam disto (mas deviam)!
 
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Conclindo:
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 23:34 | Domingo, 19 de julho de 2009
Se o poder corrompe limitesse:
                                 
 
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