18 de maio de 2013 às 23:00
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Mais de 9000 casais desempregados

Segundo o Instituto do Emprego e Formação Profissional, o número de casais em que ambos os cônjuges estão desempregados mais do que duplicou em agosto.
Lusa

O número de casais em que ambos os cônjuges estão desempregados mais do que duplicou em agosto, um novo recorde desde que a informação é recolhida, tendo o Instituto do Emprego e Formação Profissional registado 9.438 casais nesta situação.

De acordo com os dados hoje divulgados no site do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), "o número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados foi, no final de agosto de 2012, de 9.438, mais 102 por cento (mais 4.765 casais) que no mês homólogo", lê-se no documento intitulado "Informação mensal sobre estado civil do desempregado e condição laboral do cônjuge".

Quando comparado com julho, o número de casais inscritos no IEFP subiu 7,2 por cento, registando-se um acréscimo de 631 casais.

De acordo com os dados de agosto, divulgados na semana passada, "o desemprego registado nos Centros de Emprego do Continente aumentou 26 por cento face ao período homólogo e 4,4 por cento face ao mês anterior", mas no caso dos desempregados casados ou em

união de facto (os que contam para esta análise do IEFP), o aumento face a agosto do ano passado chegou aos 22,4 por cento, representando mais 58.471 desempregados. Já a variação face ao mês anterior ficou-se pelos 2,7 por cento, o que revela uma subida de 8.251 pessoas sem emprego.

Do total de desempregados casados ou em união de facto e inscritos nos centros de emprego, 18.876 têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado, o que revela uma percentagem de 5,9 por cento face ao total de 641.218 pessoas sem emprego.

Comentários 3 Comentar
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2013 vai ser mau, mas pode ser ainda pior
E o pior ainda não chegou.

Para o ano é que vai ser...

E se tivermos instabilidade governativa, vamos ficar pior que os gregos.
Um drama, o desemprego!
Atenção máxima do Governo para as politicas do emprego,é o que se exige!
Mudar a camisa do paciente não melhora o seu estad
A luta contra o governo, ainda que legítima deve ser feita com muito cuidado. A realidade é que há décadas que colocamos e retiramos governos e não tocamos nos verdadeiros problemas. Faz falta uma mudança brusca de direcção, mas não podemos afastar os investidores externos. Agora não.Mais tarde.....

O povo não pode pagar mais austoridade.Os suicídios são prova disso. A natureza está adversa e a queda de um indicador como o trigo, indica que 2013 vai ser bastante penoso. Muito pior que 2012.

Mas estamos a virar a nossa fúria contra o governo e a realidade é que Sócrates deixou o país enclausurado em acordos nefastos ao país.E agora?

Temos que tocar nos pontos quentes que estão a sorver o dinheiro e os recursos que tanta falta fazem ao país.

- Na proporção da riqueza, somos o país que mais gasta com o estado;

Com os tribunais que estão cheios de juízes inúteis. Porque não se reduz o número dos juízes? Já dizia o tiririca, "pior que está não fica".

Porque não se deixa falir um banco? Não é uma empresa? Esse dinheiro não seria melhor empregue por exemplo na exploração mineira do país?

Porque continuamos a gastar tanto em cursos que têm milhares de licenciados inscritos nos centros de emprego? Não seria melhor dar bolsas para que os cursos de engenharia não ficassem vazios?

Porque não fundimos as policias e reduzimos a administração e tiramos os policias das secretarias para os colocar nas ruas?
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