17 de abril de 2014 às 19:26
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Mais de 1500 pedem moratória para pagar crédito à habitação

Mais de 1500 pedidos de moratória já foram aprovados pelo Estado. Saiba como pedir um empréstimo ao Estado e pagar apenas metade da prestação da casa ao banco.
Rute Gonçalves Marques (www.expresso.pt))

Até final de Março, 6 em cada 10 desempregados que recorreram à moratória do Estado para pagar o crédito à habitação viram o seu pedido de ajuda aprovado. No total, foram 2587 pedidos de moratória, dos quais apenas 1584 tiveram luz verde, no valor de 105 milhões de euros.

A moratória no reembolso do crédito à habitação possibilita que, quem tenha um empréstimo desta natureza e esteja desempregado há pelo menos três meses, veja reduzido para metade o pagamento da prestação mensal até um período máximo de dois anos, desde que a diminuição não ultrapasse os 500 euros.

Mas tenha cuidado, porque na realidade isto é uma linha de crédito que o Estado concede, através da instituição de crédito que lhe fez o empréstimo. Por isso, terá que reembolsar o Estado no final desses dois anos. A vantagem é que a taxa de juro é bastante apelativa: Euribor a seis meses reduzida de 0,5%. O reembolso será feito ao longo do período do contrato ou ainda durante mais dois anos após o fim do empréstimo ao banco. A contrapartida é que no final irá pagar um montante de juros mais elevado, pois a metade da prestação desembolsada pelo Estado já inclui os juros que paga ao banco.

O que fazer?
Se tem um contrato de crédito à habitação para casa própria e permanente, estiver desempregado há mais de três meses, pode ser um candidato à moratória. No entanto, pedido de acesso à moratória só poderá ser recusado pela instituição de crédito, caso esta considere que, apesar da redução da prestação mensal, o cliente continua sem condições para saldar a dívida. Tenha em atenção que, se o seguro de crédito à habitação incluir uma cláusula que garanta o pagamento da dívida em caso de desemprego, só poderá recorrer à moratória quando terminar o pagamento das prestações asseguradas.

Se é mais um na fila para o centro de desemprego, deverá informar-se se o banco onde tem o crédito assinou o protocolo com a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças . Se sim, dirija-se a um balcão e faça o pedido. Todas as operações associadas ao empréstimo, o pedido de documentos ou de certidões que se revelem necessários estão isentos de emolumentos, comissões e despesas.

A título de exemplo, para uma prestação mensal de 750 euros, durante os dois anos em que moratória está em vigor, passará a pagar 375 euros, sendo os outros 375 euros integrados na moratória.

Comentários 2 Comentar
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REALIDADE TRISTE!
Este, é só um exemplo do país real em que vivemos.
Há tantas outras, que poderiam ser realçadas. "LEMBRO-ME DE UMA QUE ME FAZ DOER O CORAÇÃO2.
Quando passarem por uma Repartição de Finanças, procurem ler muitos dos Editais afixados. PODE POR EXEMPLO LER:
" FULANO DE TAL É FIEL DEPOSITÁRIO DA SUA HABITAÇÃO, QUE FOI PENHORADA POR DEVER AO FISCO MIL E POUCOS EUROS"... Este terrorismo fiscal, cego implementado, no nosso País é confrangedor.
ENQUANTO ISTO O NOSSO PRIMEIRO MINISTRO E SEUS ACÓLITOS, CONTINUAM A VENDER ILUSÕES E A MOSTRAREM, DIARIAMENTE, QUE VIVEM NUM PAÍS IMAGINÁRIO.
Basta, de tanta pouca vergonha e imbecilidade.

Re: REALIDADE TRISTE! Ver comentário
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