O Tribunal de Contas (TC) está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros na Madeira, avança hoje o jornal "Público", estimando-se, assim, as dívidas ocultas em perto de 1.891 milhões.
O jornal noticia que o TC está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros nas contas da Madeira, na sequência de um empréstimo pela Empresa de Eletricidade que o Governo regional "desviou" para pagar despesas de funcionamento, incluindo salários e subsídios de férias de pessoal da Administração Pública Regional.
As dívidas ocultas correspondem a 115,3 por cento do orçamento para 2011 e a 35,8 por cento do Produto Interno Bruto regional, contabiliza o "Público".
Não há ainda conclusões, segundo o TC, e quando as houver deverão ser incluídas no parecer às contas da região.
Empréstimo à Electricidade da Madeira
O empréstimo de 220 milhões de euros à Eletricidade da Madeira, empresa pública regional, foi aprovado pela Assembleia Legislativa e está "incluído na proposta de (segundo) orçamento retificativo para 2011, que aumenta de 250 milhões para 390 milhões a verba destinada à concessão de avales à região, aprovada no final de junho, com os votos dos deputados do PSD, a abstenção do CDS-PP e o chumbo do PS, PCP, BE, MPT e PND", escreve o "Público".
O jornal diz ainda que o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, só pode ser julgado se o Parlamento Regional deixar.
Alberto João Jardim esteve ontem à noite num jantar-comício no Caniçal, onde desafiou o Governo
a divulgar a dívida perdoada às ex-colónias portuguesas desdeo 25 de abril.
A 9 de outubro realizam-se eleições legislativas na Madeira.