19 de abril de 2014 às 12:30
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Fogo na Madeira: tudo sobre o incêndio a deflagrar desde ontem

Salvar vidas do fogo é prioridade máxima na Madeira. O incêndio de grandes proporções que está a deflagrar no concelho Funchal já consumiu casas e obrigou à evacuação de populações. Entre 60 e 70 desalojados vão ser abrigados no regimento da Guarnição nº3, no Funchal.
Dezenas de pessoas estão a ser retiradas de casa perante a ameaça das chamas Homem de Gouveia/Lusa Dezenas de pessoas estão a ser retiradas de casa perante a ameaça das chamas

"Todos os meios físicos e humanos estão no terreno", para combater as chamas que deflagraram em vários concelhos da Região, com particular incidência no Funchal, dada a dimensão das várias frentes de fogo", garante a presidência do Governo da Região Autónoma da Madeira em comunicado. "Neste momento, o mais importante são as pessoas e, por isso mesmo, foi montado um dispositivo para prestar todo o auxílio médico e de primeiros socorros às pessoas atingidas pelo fogo", acrescenta.

O Governo Regional da Madeira já acionou o plano de emergência, devido ao incêndio de grandes proporções que já destruiu casas e continua a espalhar o pânico na  zona do Palheiro Ferreiro e Choupana, freguesia de São Gonçalo, concelho do Funchal.

O fogo está a descer a zona próximo do Estádio da Madeira, estando já bem perto da via-rápida, adianta o  "Diário de Notícias da Madeira".

Na estrada para a Camacha, as chamas cobrem uma grande área. O incêndio é visível da cidade do Funchal, tendo a Agência Lusa apurado que várias pessoas foram forçadas a sair de casa. O Ministério da Administração Interna já anunciou que vai enviar na quinta-feira de manhã 90 homens num avião C-130 da Força Aérea para ajudar a combater os fogos. O diretor do "Diário de Notícias da Madeira" disse à SIC Notícias que o incêndio atinge "proporções dantescas." Num direto feito pela RTP Madeira, na zona das Neves, perto do edificio da ANACOM, "ouvia-se rebentamentos que pareciam de botijas de gás".

Os bombeiros não conseguem atender todas as ocorrências. As elevadas temperaturas e o vento forte estão a dificultar o combate das chamas. O Expresso já tentou contactar os Bombeiros e a Proteção Civil, mas sem sucesso. Fonte da Proteção Civil disse apenas que "a situação é difícil" e "praticamente todos os elementos  estão no local", não havendo possibilidade neste momento de dar mais informações.

Situação muito difícil

"A situação está muito complicada e todos os meios disponíveis dos bombeiros e da câmara, incluindo os autotanques da limpeza estão no local, mas a situação é muito difícil", disse à Lusa o vice-presidente da Câmara do Funchal.

Também o Hospital central da Madeira já está preparado para a situação de catástrofe nível 1, estando mobilizado todo o dispositivo médico.

A população fala também num cenário assustador, onde as chamas se propagaram a grande velocidade ajudadas pelo vento.  "É puro terror, onde as chamas devoram e engolam tudo o que lhes faz frente. Teve início pouco depois das 21h e logo incrivelmente se propagou à velocidade de um furacão. Temo pela angústia dos enclausurados mas chamas, e que surpreendidos nem tempo tiveram para fugir. Visto da baía do Funchal é mesmo assustador... É de arrepiar e esmorecer", escreve Tomás Freitas, o leitor do "Diário de Notícias da Madeira", na edição on-line do jornal.

Na quinta-feira, dia 12 de julho, Alberto João Jardim, pronunciou-se sobre o protesto agendado para o dia seguinte pela Associação dos Bombeiros Profissionais, no Funchal, designadamente contra a degradação das condições de trabalho e de vida dos bombeiros profissionais das associações humanitárias do Funchal, Machico e Santa Cruz.

"Quanto aos bombeiros, a questão é muito simples: em vez de quererem ser bombeiros municipais, foram-se fazendo associações. Depois o Governo foi-lhes fazendo as sedes, o equipamento que têm também foi o Governo que pagou e algumas associações, não todas, foram metendo gente sem ser preciso. E agora são eles {associações] que têm que resolver o problema", argumentou o governante madeirense.

"O Governo não ia pagar 50 bombeiros onde só basta ter 30", frisou Jardim. (Em atualização)

Comentários 15 Comentar
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Solidariedade ao Povo da Madeira!
E uma palavra aos Bombeiros da Madeira nesta hora dificil ,mas que acreditamos vão saber dominar!
Estes ventos c altas temperaturas são assassinos
Fosgasse , estou a ver as fotos na sic notícias , parece o apocalipse , ou uma tragédia grega , espero que a população fuja para a praia ou ao pé do mar , que estes incêndios são muito perigosos , porque juntando ventos fortes a altas temperaturas , temos fogos australianos ou fogos assassinos que alastram rapidamente e ganham a sua própria dinamica como se fossem furacões de fogo.
Hum...
A Madeira já está a arder, desde que o cretino do Jardim tomou conta dela.
O Governo Regional não teve capacidade para criar meios de proteção à laurisilva, ou é só encher as contas off-shore?
E os "cubanes" somos nós!...
Re: Hum... Ver comentário
Até aqui, a porcaria da publicidade!
É inaceitável que até nesta notícia de emergência nacional, o leitor tenha de "gramar" com o malfadado rectângulo da publicidade!

Haja ética ao menos em tempo de emergência! A aflição das pessoas também serve para vender espaço para anúncios, raio de valores estes!
Re: Até aqui, a porcaria da publicidade! Ver comentário
O valor da floresta
Sempre que começa o Verão, repete -se o terrível drama dos incêndios.

Em Portugal até já se instituiu a época oficial dos incêndios. Como se de uma mera actividade se trata-se, a exemplo da época da caça, ou da pesca. É certo, que o calor é uma condição propícia a fogos, mas estes não deflagram espontaneamente. A quase totalidade dos incêndios florestais é provocada por criminosos de toda a espécie. Que os incompetentes governantes deste País vão deixando viver impunemente.

Já pensaram, no que seria das empresas de aviões e helicópteros de combate a incêndios, se a floresta não ardesse. Note-se que estas empresas multiplicaram nos últimos Anos, tal é a rentabilidade. E a redução de verbas (por falta de incêndios), a atribuir aos Bombeiros para aquisição de material de combate a fogos. E os madeireiros, que teriam de pagar a madeira muito mais cara. É que a madeira queimada, para além de mais barata tem um grande aproveitamento.

Estes são alguns exemplos, mas existem muitos mais “sucateiros” e “chicos” espertos, que para atingirem os seus interesses obscuros, continuam Ano após Ano a destruir a floresta. Uma riqueza e Património que é de todos.

Veja-se também o "espectáculo" degradante que os Media fazem, sempre que acontece um grande incêndio.

Tal como na Indústria de armamento, se não houver guerras, há prejuízo.Com os incêndios, os interesses que estão envolvidos, são exactamente iguais.

Re: O valor da floresta Ver comentário
Re: A quem aproveita o crime? Ver comentário
Re: Incendio de grandes proporções no Funchal
Os "deuses" parecem estar zangados connosco....
Eles lá terão as suas razões...
Fogo posto ou não!!!???
Não me admiraria nada,devido ás temperaturas por demais elevadas,que os fogos sejam espontâneos.
Se por outro lado, houver mão criminosa,também não vai ser por muito tempo,pois a este ritimo,em poucos anos,deixa de haver seja o que for para arder.O que é pena...
Re: Fogo na Madeira: tudo sobre o incêndio a defla
NÃO FAÇO COMENTARIOS
Precisamos é de um combate aos pirómanos
Quando é que vamos perceber que precisamos é de um combate aos pirómanos? Através de mais Psicólogos nos Centros de Saúde a trabalhar com a população das vilas e aldeias isoladas, através de leis mais severas e através do conhecimento público, reportagens de pirómanos na cadeia e ainda campanhas de prevenção associadas à penalização do pirómano e elaboradas em conjunto com os próprios pirómanos detidos.
Esses verdes campos de Golf …

Já houve quem visse “bolas de fogo” a serem lançadas por avionetas desportivas não identificadas.
Um material inflamável, como por exemplo o fósforo branco que é praticamente impossível de extinguir.

Ardeu a mata. Não era permitido construir em área que já foi floresta.
Obrigatório reflorestar…
Mas para isso ainda era preciso bastante.
E veio então aquela conversa insinuante:
“permite-se esse abandono, essa desolação, esse campo triste de raquíticas estacas em processo de plantação?”
E depois a “solução” proposta:
“Quanto não era melhor ver esses viçosos relvados que fazem a felicidade dos golfistas milionários que os percorrem…
Não, não se estava a construir, apenas a cobrir o terreno, e embelezá-lo… Uns poucos ‘resorts’, umas piscinazitas, tanto dinheiro que se está a perder…”
Negócio altamente rendoso.
Na realidade parece haver muito empreendimento estrangeiro, internacional, altamente interessado no negócio.
Haverá autarcas que cedem ao canto da sereia?
Grande polémica no tempo de José Luís Judas em Cascais.
Que a Câmara contornou a lei, ou fechou os olhos.
O que terá de facto acontecido? Neste e nos outros casos todos, pelo País fora?
Esses verdejantes campos de Golf ...

Esses verdes campos de Golf …

Já houve quem visse “bolas de fogo” a serem lançadas por avionetas desportivas não identificadas.
Um material inflamável, como por exemplo o fósforo branco que é praticamente impossível de extinguir.

Ardeu a mata. Não era permitido construir em área que já foi floresta.
Obrigatório reflorestar…
Mas para isso ainda é preciso bastante.
E veio então aquela conversa insinuante:
“permite-se esse abandono, essa desolação, esse campo triste de raquíticas estacas em processo de plantação?”
E depois a “solução” proposta:
“Quanto não era melhor ver esses viçosos relvados que fazem a felicidade dos golfistas milionários que os percorrem…
Não, não se estava a construir, apenas a cobrir o terreno, e embelezá-lo… Uns poucos ‘resorts’, umas piscinazitas, tanto dinheiro que se está a perder…”
Negócio altamente rendoso.
Na realidade parece haver muito empreendimento estrangeiro, internacional, altamente interessado no negócio.
Haverá autarcas que cedem ao canto da sereia?
Grande polémica no tempo de José Luís Judas em Cascais.
Que a Câmara contornou a lei, ou fechou os olhos?
O que terá de facto acontecido? Neste e nos outros casos todos, pelo País fora?
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