O Governo Regional da Madeira vai recrutar desempregados para trabalhar nas câmaras e instituições sociais na reconstrução das zonas mais afetadas pela intempérie, anunciou hoje a Secretaria Regional dos Recursos Humanos.
Em comunicado, aquela entidade refere que vai desencadear "uma ação de colocação de desempregados que estejam a auferir de subsídio de desemprego no sentido de que os mesmos, no âmbito da sua profissão e qualificações, contribuam para que os serviços da administração regional e autárquica, bem como as instituições privadas sem fins lucrativos, possam dispor de um reforço de meios humanos nos próximos meses".
"Assim, o Instituto de Emprego da Madeira vai disponibilizar aos serviços públicos, às autarquias das zonas afetadas e às instituições sociais e comunitárias envolvidas no apoio às populações atingidas a colocação de desempregados através do Programa Operacional de Trabalhadores Subsidiados, ao qual é dada toda a prioridade", refere.
Programa sem custos para instituições
O governo regional refere que "este programa não tem custos para as instituições", já que "os desempregados continuarão a receber a respetiva prestação social, acrescida de um subsídio complementar equivalente a 25% da remuneração mínima, do subsídio de transporte, do subsídio de alimentação e de um seguro de acidentes pessoais".
Até ao final da semana o Instituto de Emprego vai recolher as candidaturas necessárias para a colocação dos trabalhadores, que, segundo os cálculos do governo regional, deve acontecer até 15 de março.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.