26/05/2012 atualizado às 1:56

Madeira: Número indeterminado de desaparecidos

Os efeitos da tempestade na Madeira, já considerada a maior catástrofe natural na região nos últimos 100 anos, ainda não estão totalmente contabilizados. Há 40 mortos e um número indeterminado de desaparecidos. Clique para visitar o dossiê Catástrofe na Madeira

com Lusa
10:04 Domingo, 21 de fevereiro de 2010
O temporal deixou centenas de desalojados
O temporal deixou centenas de desalojados
Duarte Sa/Reuters

O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Ramos, fez hoje um novo balanço das vítimas das enxurradas na Madeira: 40 mortos, 70 feridos e 248 desalojados. O número de desaparecidos ainda é indeterminado. Esta é já considerada a maior catástrofe natural na região nos últimos 100 anos.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ CATÁSTROFE NA MADEIRA

"Vamos continuar a prospeção de corpos, estamos à espera das equipas que vêm do continente para continuar a trabalhar no terreno", disse.

O secretário regional apelou ainda para que as pessoas se mantenham em casa para os trabalhos de resgate e recuperação possam decorrer com tranquilidade.

Um avião C-130 parte da Base Aérea do Montijo às 10h00 com uma equipa de 43 elementos - seis mergulhadores da Força Especial de Bombeiros "Canarinhos", cinco elementos do Instituto de Medicina Legal, dois do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro com dois cães e 30 agentes da PSP.

No avião militar seguem ainda para a Madeira 400 quilos de material da PT.

Tempo melhorou mas reina o caos


Várias localidades isoladas sem água nem luz no Funchal e da Ribeira Brava, muitas casas e carros destruídos, estradas interditas ao trânsito e um rasto de lama são os sinais materiais visíveis do temporal que assolou sábado a Madeira.

A chuva continua a cair mas com menos intensidade, pelo menos no Funchal, e as máquinas trabalham incessantemente na remoção de entulhos e pedras no centro da capital madeirenses, sobretudo nas zonas do Mercado dos Lavradores, Rotunda do Dolce Vita, Avenida do Mar, da Arriaga e das Comunidades Madeirenses.

Contacto por via rádio


As ribeiras cidade estão cheias e as águas lamacentas continuam a correr com força.

Alguns transeuntes circulam nas áreas mais afetadas entre os destroços para recolher imagens e observar "in loco" os prejuízos que lançaram o caos na cidade.

Entre as localidades em que as populações isoladas fazem apelos por ajuda, estão o sítio das Eiras no Monte, da Serra d'Água, Furna e Pomar da Rocha, bem como na costa norte entre S. Vicente e Porto Moniz, e as comunicações continuam a ser difíceis.

O contacto de alguns deste sítios acontece apenas via rádio, tendo alguns residentes manifestado esperança na chegada das pontes militares que deverão chegar à madeira ao fim da manhã no C-130.

Normalidade regressa ao aeroporto


No Aeroporto do Funchal, o movimento decorre com normalidade, já aterraram alguns aviões e o quadro de informações confirma os vários voos sem qualquer indicação de atraso e ou cancelamento.

Nesta infraestrutura aeroportuária, algumas equipas de futebol regional aguardam por indicações das federações sobre a realização dos jogos que foram cancelados.

A circulação na via rápida faz-se sem problemas, apesar de alguns dos acessos à cidade do Funchal estarem encerrados, casos da Pena e do Jardim Botânico.


Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Nota da Direcção do Expresso


O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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Madeira Número de Mortes sobe para 38
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:04 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
As minhas primeiras palavras, vão para as famílias enlutadas enviando as minhas condolências e desejando paz às almas que acabaram de nos deixar. A seguir venho expressar a todos os que de uma maneira ou de outra estão a sofrer e a necessitar de ajuda. Nesta hora de tragédia a minha solidariedade que não deixarei de fazer com o meu contributo pessoal se por acaso for solicitada. Se ainda há poucos dias eu escrevi e critiquei as transferências para a Região, hoje apoio qualquer ajuda que venha a ser determinada pelo governo central. Penso interpretar os sentimentos de todos os portugueses do Continente.Costuma dizer o povo que há males que vêm por bem. Não é a altura mais adequada para fazer politica e as divergências devem ser postas de lado, o que muito me congratula que assim seja. Penso que neste espaço já deu para entender o que quer o povo. Acaba de dar uma lição a todos os politicos, que deixem as divergências neste momento de catrastofe que estamos a viver e não me estou a referir só à Madeira mas também à crise económica, financeira e politica que se vive no Continente. e no Mundo inteiro.
 
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Parte I
userEX164962 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:05 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010

Em primeiro lugar lamento a perda de vidas humanas e o sofrimento causado pela catástrofe na Madeira. Ocorreu, apenas 6 horas após ter colocado um comentário no Expresso acerca de uma notícia referente ao acidente na A8 e que reza assim: Embora não sendo Catedrático de Engenharia, e tomando como referência o acidente estrutural na A8, continuo a afirmar que há uma história muito mal contada sobre o sucesso nas obras públicas. Por exemplo, não houve coragem para apresentar a verdade dos factos sobre a queda da Ponte de Entre-os-Rios. A então famosa frase do Presidente da República, proferida em 11.03.2001: Devemos à memória dos mortos e ao sofrimento dos vivos o apuramento rigoroso da verdade daquilo que aconteceu, não se cumpriu. Nos últimos 30 anos, como no caso da referida catástrofe, alguns engenheiros fizeram jogo sujo, e contribuíram para o aumento da promiscuidade entre o sector público-privado ligado às obras públicas. Como membro da Ordem dos Engenheiros (OE), recentemente, questionei quantos dos seus membros tiveram penas disciplinares ao abrigo do seu Regulamento, quando actuaram de modo censurável? Praticamente nenhum. Porquê? Porque a OE, tem tido uma acção excessivamente corporativista e em vez de tentar dignificar a engenharia Portuguesa, tem contribuído mais para promover nefastos clubes de amigos. Por este facto, tenho uma leve esperança que poderá verificar-se uma mudança na actuação da Ordem dos Engenheiros e desse modo, dia 26, votarei na Lista B.
 
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Parte II
userEX164962 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010

Foi pois uma estranha coincidência o que ocorreu. Veja-se que o controlo de cheias também passa por um acto de engenharia civil e muito provavelmente se houver um inquérito rigoroso, poderá verificar-se a existência de actos negligentes. Normalmente, verificam-se graves acidentes provocados por cheias em zonas urbanas, ou por estrangulamento das linhas de água, por excesso de construção junto às mesmas, ou pela criação de obstáculos como pontes, arruamentos, obras de betão, etc. Ou também pelos hidrologistas fazerem uma estimativa subavaliada da cheia máxima provável, normalmente associada a um período de retorno.
No meu caso pessoal, decidi que nada fique como antes no apuramento da verdade sobre os actos de engenharia. Se a Ordem de Engenheiros tem actuado por omissão, vai ser mesmo obrigada a fazer algo mais. Estou preparado para que, eventualmente, me levante um processo disciplinar ou avance por um processo de averiguações. Ou algum colega que se sinta incomodado me levante um processo por difamação. Decidi, de modo acrescido, exercer o meu direito de cidadania. A situação económica e social do País, leva-nos a actuar urgentemente. Não tenho dúvidas que, mais cedo ou mais tarde, irei ser ouvido dias a fio pela Senhora Procuradora, Maria José Morgado. A justiça perde tempo com apitos dourados e não trata outros assuntos muito mais importantes como, por exemplo, a complacência, fraude e corrupção ligados às obras públicas. Porquê?
 
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Parte III
userEX164962 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:08 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010


  Temos um estranho Estado neste domínio. Proponho-vos o seguinte exercício, baseado em factos concretos. Entrem no site da Presidência da República Portuguesa: http://www.presidencia.pt... Vão às intervenções do Senhor Presidente da República e leiam o brilhante discurso que proferiu do dia 10 de Outubro de 2006. Entre outros aspectos diz o seguinte: A corrupção tem um potencial corrosivo para a qualidade da democracia que não pode ser menosprezado. Como tal, todos devem ser chamados a travar a batalha da moralização da vida pública, a bem da democracia e a bem da República. São por isso de saudar todas as iniciativas que, de uma forma séria, contribuam para debelar o fenómeno da corrupção.
Agora, leiam todas as intervenções efectuadas após aquela data. Passaram-se mais de 3 anos. A questão é a seguinte, não há qualquer outra alusão relevante do senhor Presidente da República sobre o problema da corrupção ou outros actos ilícitos. Veja-se ainda que o Senhor Presidente da República, na alocação proferida logo após a catástrofe da Madeira, tenha dito que não é oportuno começar, desde já, a tratar do apuramento das causas do acidente. Mas, deve fazê-lo mais tarde, como o fez Jorge Sampaio, em 2001 e ser ainda mesmo mais exigente.
Há que aumentar a auto-estima dos Portugueses. Para isso temos de saber o que queremos de modo a conscientemente podermos alcançar uma sociedade mais justa, verdadeira, séria, competente, responsável e solidária.

A. Veiga Pinto

 
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    Re: Parte III    Ver comentário
André2 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Por agora
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 11:08 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
devemos nos solidarizar com o povo da Madeira. O momento é de luto.

Mas amanhã ou depois, será ponto assente de que a culpa do temporal foi única e exclusivamente de AJJ.
 
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alerta
laurabow (seguir utilizador), 1 ponto , 12:46 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
tudo o que é preciso saber sobre a verdade desta tragédia está aqui:
gripeh1n1.ning.com/group/madeiraregioautnoma/forum/topics/orcamento-de-estado-2010
 
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Stop já mais euros para a Madeira
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:30 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010

As inaugurações plásticas ficaram todas a vista com o castigo de deus.

A natureza só estragou a onde o homem mexeu.

Tantos mil milhões do continente para Madeira para destruir a Ilha.

Agora que sejam os empreiteiros e os políticos locais que paguem a tragédia Já que foram estes os culpados no corte dos leitos dos rios.

A revolta da natureza não é mais que justiça ecológica

O PSD local deve reflectir agora que andou a construir castelos de areia em vez de construir a mobilidade segura.

"Alberto não digam ao mundo que somos uns incompetentes."
 
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PROFUNDO LAMENTO...
ROGERMOR (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
...Para as 41 mortes até agora confirmadas e, como é evidente, para as famílias enlutadas.
Depois, que a extraordinária aptidão do nosso povo para ajudar o próximo, como aconteceu últimamente com a tragédia do Haiti, permaneça bem viva e seja rápida para com os nossos irmãos madeirenses. Que as divergências políticas e todas as que nos têm de algum modo afastado,
sejam completamente postas de parte nesta altura tão difícil!
Corações ao alto: FORÇA, MADEIRENSES!
 
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Perante uma catástrofe natural destas dimensões...
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:23 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Perante uma catástrofe natural desta dimensão numa ilha muito susceptível pela sua natureza geológica e situação geográfica,as muitas palavras, que nos apeteceria dizer, ficam encravadas na garganta ... de tal modo que O SILÊNCIO regenerador é... O GRITO ensurdecedor que se faz ouvir.
É de louvar a actuação pronta e adequada das autoridades e instituições competentes regionais e nacionais,bem como a solidariedade internacional de representantes de países
amigos.
Não posso deixar de referir que,nestas situações de calamidade, a acção pronta e metódica por parte das instituições competentes é o mais adequado para a situação calamitosa tal como o conforto da solidariedade.
Como não podemos ficar por palavras bonitas ereconfortantes de ocasião,não posso deixar de louvar a inicitativa pronta do PCP que,em vez de se pôr com grandes declarações,pelos seus orgãos representativos,comprometeu-se a avançar com uma protosta ou requerimento no Parlamento Europeu no sentido de que a Ilha da Madeira seja declarada zona de calamidade pública de modo a que haja uma intervenção pronta e urgente da União Europeia através da activação imediata dos mecanismos previstos para estas situações de calamidade para bem do povo português da Madeira.
Palavras só nestas ocasiões,apesar de serem momentaneamente reconfortantes,não chegam.
 
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Sem culpa... ou não
Toze Moreno (seguir utilizador), 1 ponto , 18:49 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
As condições extremas são imprevisíveis. Contudo, num tempo com tanta tecnologia, com modelos e mapas virtuais penso que deveria haver maior coragem na programação de estradas, construções, ribeiras, etc. É a natureza que manda e não nós. Construir em locais montanhosos, em fajãs que são o caminho natural das águas é perigoso e nos dias de hoje evitável, até um certo ponto. A Madeira é de facto um local muito bonito, mas com uma construção desenfreada. Não podemos vencer a Natureza, mas temos de a respeitar.
 
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