A Polícia Judiciária (PJ) admite que a morte das duas turistas dinamarquesas desaparecidas desde domingo na Madeira e encontradas hoje de manhã na zona da levada dos Piornais poderá ter tido origem num acidente.
"Tudo nos leva a crer, face aos elementos recolhidos no local, que as mortes resultaram de um acidente", disse à agência Lusa fonte da PJ, ressalvando: "É óbvio que terá de ser complementado com os exames complementares, sobretudo a autópsia".
A mesma fonte esclareceu que "os bens estavam com as turistas", que foram localizadas em terrenos "junto à ribeira dos Socorridos, abaixo da levada dos Piornais", no limite entre os concelhos do Funchal e Câmara de Lobos, onde deverão ter caído.
"As operações foram bem sucedidas, porque a avaliação que fizemos da situação indicava que estavam naquela levada, mas infelizmente não chegámos a tempo", referiu.
Alarme na terça-feira
As cidadãs dinamarquesas, de 73 e 76 anos, chegaram à Madeira a 29 de dezembro e tinham o regresso à Dinamarca marcado para o próximo domingo. O desaparecimento foi comunicado na segunda-feira pela direção da unidade de alojamento onde as turistas se encontravam hospedadas, no Funchal.
Com elementos dos Bombeiros Municipais do Funchal, PJ, PSP e GNR, as buscas foram iniciadas na terça-feira na zona da levada dos Piornais, onde prosseguiram até ao final da manhã, quando foram localizadas as vítimas.
A coordenadora do Gabinete Médico-Legal do Funchal, Beatriz Silva, adiantou à Lusa que os corpos deram entrada nas instalações desta entidade pelas 17h, aguardando-se "determinação judicial para a realização das autópsias".
Equipadas para caminhada
"As senhoras, no passado dia 1 de janeiro, por volta das 10h30, ausentaram-se preparadas para fazer uma caminhada porque levavam botas próprias, bastões e uma pequena mochila", afirmou o diretor dos apartamentos turísticos Avenue
Park, na cidade do Funchal, Miguel Pita.
Segundo o responsável, a ausência das turistas foi detetada no dia seguinte porque as cidadãs "levaram as chaves do apartamento" e só quando as funcionárias foram limpar o espaço verificaram que "a cama estava como tinha sido feita no dia anterior".
Miguel Pita esclareceu que no apartamento foi encontrada documentação relacionada com o Curral das Freiras e Câmara de Lobos. "Deixaram informação impressa via Internet dessas caminhadas e inclusive com os horários dos autocarros", observou o diretor da unidade de alojamento.