26/05/2012 atualizado às 1:56
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Madeira: CDS e CDU questionam "prioridades" do Governo Regional

CDS-PP e CDU criticam o encerramento dos serviços de urgência no período noturno e aos fins-de-semana nos centros de saúde de Santana, Ribeira Brava e Porto Moniz e questionam as "prioridades" do Governo Regional da Madeira.

13:00 Domingo, 29 de janeiro de 2012

CDS-PP e CDU criticaram hoje o encerramento dos serviços de urgência no período noturno e aos fins-de-semana nos centros de saúde de Santana, Ribeira Brava e Porto Moniz, questionando as prioridades do Governo Regional.

"Trata-se, claramente, de prioridades erradas de governação", afirmou o deputado do CDS-PP na Assembleia Legislativa da Madeira, Mário Pereira, sustentando que "se o Governo Regional transferisse as verbas que, neste momento, desperdiça com o Jornal da Madeira para a área da saúde teria recursos suficientes para não encerrar" as urgências dos três centros de saúde.

Segundo Mário Pereira, "o que se poupa com o encerramento destes três serviços de urgência não chega a um milhão de euros por ano", sendo que "o dinheiro disponibilizado para o Jornal da Madeira seria suficiente" para os manter durante "quatro anos".

"De facto, há aqui um problema das prioridades do Governo Regional que tira no essencial e mantém os desperdícios que levaram a esta situação", declarou o parlamentar no decurso de uma ação política em Porto Moniz.

Baixa afluência justifica encerramentos


O Governo da Madeira vai encerrar a partir de 1 de fevereiro os serviços de urgência no período noturno e fins de semana nos centros de saúde de Santana, Ribeira Brava e Porto Moniz, decisão que decorre da constatação de "muito baixa afluência" naquelas unidades.

"A redução tem a ver com a muito baixa afluência a partir de algumas horas, sendo o serviço procurado por uma média de três/quatro pessoas e muitas nem eram verdadeiras urgências", disse à Lusa fonte do executivo insular, explicando que durante aquele período os utentes serão encaminhados para o Hospital Central do Funchal ou para a unidade de saúde mais próxima.

Também a CDU, pela voz do dirigente regional Ricardo Lume, censurou a medida do Governo Regional, liderado pelo social-democrata Alberto João Jardim, desafiando a população, que "está revoltada", a "não se resignar e a não ficar de braços cruzados perante o encerramento que querem impor".

Madeirenses "não são estatísticas"


"As pessoas não são meras estatísticas e o Governo podia cortar noutras áreas que não a saúde", defendeu, temendo, "como sucedeu em Portugal Continental, que esta medida anteceda o encerramento definitivo destes centros de saúde".

Ricardo Lume lembrou a este propósito que houve casos em que as comissões de utentes protestaram, evitando, dessa forma, o encerramento de serviços.

Na segunda-feira, a Comissão de Utentes do Serviço Regional de Saúde entrega no Parlamento regional um abaixo-assinado da população de Porto Moniz que contesta o encerramento noturno do serviço de urgências deste concelho.

Lusa
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