O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Gilberto Madaíl, quer que se reponha a normalidade rapidamente no Conselho de Justiça (CJ), que hoje ficou sem quórum, na sequência da renúncia de quatro elementos.
"Vou fazer diligências imediatas junto dos sócios da FPF para que, de forma rápida, se possa repor a normalidade no CJ", disse Madaíl à Agência Lusa, depois da demissão de João Abreu, Francisco Mendes da Silva, Eduardo Pereira e José Diogo dos Reis.
Madaíl manifestou-se, "naturalmente, muito preocupado com os últimos desenvolvimentos, porque o CJ é um órgão muito importante", embora não haja processos pendentes que perturbem o normal desenrolar dos campeonatos.
Estatutariamente, Gilberto Madaíl não tem poderes para fazer face ao vazio no CJ e a sua acção junto dos sócios da FPF poderá conduzir, eventualmente, a uma aceleração do processo eleitoral em curso ou, pelo menos, ao não retardar dos prazos estabelecidos.
O CJ tem eleições intercalares agendadas para 04 de Outubro e até agora ainda não surgiram listas candidatas, terminando o prazo a 08 de Setembro.
Após um reunião de quase seis horas, João Abreu, Francisco Mendes da Silva, Eduardo Pereira e José Diogo dos Reis subscreveram uma carta de renúncia dirigida a Mesquita Machado, presidente da Mesa Assembleia Geral da FPF, mas as razões para a demissão não foram tornadas públicas.
Os quatro conselheiros de sete que compõem o órgão decidiram apresentar a demissão em bloco poucos dias antes de Gonçalves Pereira retomar a presidência após uma suspensão de dois meses imposta na reunião de 04 de Julho.
Elísio Costa Amorim, presidente em exercício, e Álvaro Baptista são os elementos que não renunciaram ao mandato.
Gonçalves Pereira está suspenso desde a reunião de 4 de Julho, na qual, apenas cinco elementos decidiram não dar provimento aos recurso de Pinto da Costa e Boavista, confirmando as penas de suspensão de dois anos ao presidente do FC Porto, por tentativa de corrupção de árbitros, e de descida de divisão ao clube "axadrezado", por coacção sobre árbitros.
O presidente do órgão, que pediu o afastamento de João Abreu dessa reunião, deu o encontro por terminado, por considerar que não estavam reunidas condições e abandonou-o, sendo acompanhado pelo "vice" Costa Amori, mas os cinco vogais permaneceram reunidos e pronunciaram-se sobre os casos do denomidado processo Apito Final.
Posteriormente, a 12 de Agosto, os membros do Conselho de Justiça decidiram, por unanimidade, pedir a marcação urgente de eleições, agendadas para 04 de Outubro.