A poucos dias do final do ano, os analistas garantem que em 2009 foi atingido novo recorde de receitas de jogo em Macau que eleva a fasquia para os 120.000 milhões de patacas (10.435 milhões de euros).
Apesar da crise económica, os casinos do território, depois de fecharem 2008 em crise e terem iniciado 2009 ainda a reproduzirem efeitos negativos que a crise provocou na economia mundial, iniciaram uma recuperação no segundo semestre e valem hoje receitas brutas mensais acima dos 12.000 milhões de patacas, ou mais de mil milhões de euros.
35% de impostos directos sobre receitas
Contas simples feitas aos impostos a arrecadar em 2009 indicam que 42.000 milhões de patacas chegam dos 35% de impostos directos sobre as receitas de jogo, 4.800 milhões de patacas de impostos indirectos e mais 14 milhões de licença anual das slot machines e mais de 900 milhões de patacas em taxas por cada mesa licenciada.
A história do Jogo Macau tem início no século XVI, mas só nos anos 30 do século XX é que a indústria, hoje a maior a nível mundial, passou a estar legalizada e a contribuir para o desenvolvimento da cidade.
O primeiro concessionário, a empresa "Hou Heng", de Fok Chi Ting, conquistou o monopólio em 1930 e o direito de explorar todos os jogos permitidos na lei.
Em 1937, é a vez da companhia "Tai Heng", dos empresários Fu Tak Iam e Kou Hou Neng, assumir o monopólio dedicando-se apenas a jogos chineses como o "fan-tan", "p'ai kao" e "cussec" em espaços como o hotel Central.
O imperador do sector
Com a chegada de Stanley Ho ao sector, em 1961, o negócio dos casinos evoluiu e o Governo português de então começou a retirar dividendos financeiros da industria, mas só em 1977 é que o cálculo do imposto passa a ser contabilizado tendo em consideração a receita gerada nos espaços de jogo.
Dos 3,35 milhões de patacas pagos por Stanley Ho no primeiro ano de operação, as sucessivas revisões do acordo de concessão e a contabilização das receitas a partir de 1977 permitiram ao Governo local arrecadar mais dinheiro e garantir investimentos cruciais ao desenvolvimento da cidade.
E se os números do passado permitiram desafogo financeiro, actualmente, a situação é bem mais confortável já que desde a transferência de administração em 1999 e com a maior flexibilização do turismo chinês para Macau e a maior capacidade económica das famílias do continente, os casinos de Macau são uma atracção turística.