Já sabemos que o automóvel é o segundo maior investimento das famílias portuguesas e, na atual conjuntura económica, escolher um que se encolha no apertado orçamento mensal é um exercício trabalhoso. Mas ainda há aqueles afortunados que olham, escolhem e compram. O Porsche Cayenne é um dos modelos que se destinam mais a quem não tem de contar os trocos. Se nem todos estão dispostos a investir cerca de 100 mil euros num SUV, por mais atraente, bem construído, luxuoso e confortável que seja, há dentro da gama versões mais acessíveis, balizadas entre os 84 mil e os 88.500 euros, como os V6 a gasolina (300 cv) e Diesel (240 cv) e o S Hybrid - de 380 cv, o primeiro híbrido de produção da marca germânica. Pagando por potência, o Cayenne S (V8, de 400 cv) e o Cayenne Turbo (500 cv) orçam, respetivamente, em 106.900 e 154.300 euros.
Moda prática
Ter um SUV, um 4x4 ou um jipe em Portugal ainda é uma questão de moda. De tal forma que mais vale parecê-lo que sê-lo, o que explica o sucesso do Nissan Qashqai e seus congéneres, sobretudo as variantes 4x2, denominadas crossovers. Talvez façam mais sentido, pois ter um 4x4 só para subir passeios urbanos e para a ocasional ida à barragem é desperdício. Ainda há, contudo, quem goste de fazer todo-o-terreno e, para isso, existem os 4x4 a sério. O Cayenne sempre encaixou nesta fração. Mas levar um carro de 100 mil euros para a lama? Porque não? Graças a todos aqueles dispositivos hi-tech, nunca nos deixa ficar mal.
A primeira geração do Cayenne tinha as chamadas redutoras, engrenagens multiplicadoras de força. A segunda geração dispensa-as. Talvez por terem consciência de que a maioria dos clientes se limitava aos tais passeios urbanos, os engenheiros da Porsche pouparam no material e no peso (menos 30 kg). Mas compensaram. A gestão eletrónica da transmissão - que supervisiona o desempenho da caixa automática e do controlo de tração - possui agora um programa TT que otimiza motricidade em condições precárias de aderência.
Os interiores estão requintados e a família ficou a ganhar, podendo regular-se o banco traseiro (em 16 cm) para variar a capacidade de bagageira. As suas linhas mais musculadas escamoteiam o facto de ter crescido em comprimento, mas servem de prelúdio para a veia mais desportiva proporcionada pela revista suspensão e pela maior eficiência motriz - os motores são os mesmos, exceto o S Hybrid. A nova caixa automática de oito velocidades apura a resposta ao acelerador.
| Modelo |
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Consumo |
Preço |
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| 3.6 |
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9,9 l /100 km |
€ 84.540 |
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| 3.0 V6 Diesel 240 cv |
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7,4 l /100 km |
€ 85.741 |
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| S Hibrid 380 cv |
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8,2 l /100 km |
€ 88. 552 |
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| S V8 400 cv |
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10,5 l / 100 km |
€ 106.873 |
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| Turbo 500 cv |
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11,5 l / 100 km |
€ 154.276 |
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Texto publicado na revista Única de 28 de agosto de 2010