LulzSec: os piratas informáticos do momento (vídeo)
Têm nome de empresa especializada em segurança informática, mas são, na verdade, um grupo de piratas que, na sequência de alguns ataques a grandes empresas e sites governamentais, ganharam as luzes da ribalta.
Criados em maio, os Lulz Security (LulzSec), garantem ter roubado a 6 de junho mais de um milhão de senhas, endereços de email e outras informações, tendo obrigado a Sony a encerrar temporariamente a PlayStation Network. Mas as "proezas" dos LulzSec não ficam por aqui.
O website público da CIA (www.cia.org), os serviços secretos norte-americanos (que não aloja informação classificada) e um servidor do Senado dos Estados Unidos, também foram alvo de um ciberataque.
O grupo reclama ainda ter comprometido a segurança de mais de mil contas de empresas parceiras do FBI, através de um ataque a uma associação que reúne empresas e universidades, a InfraGard, que viu-se obrigada a encerrar o seu site na segunda-feira.
Ontem, divulgaram dados pessoais de alguns agentes da Polícia do Arizona.
Porquê estes sites?
Os LulzSec, que anunciam ao mundo os seus "feitos" através do serviço de microblogging Twitter (mais de 260.000 seguidores), divulgaram através da Net um manifesto onde apelam à "guerra" contra os governos que controlam a Internet.
O ataque à InfraGard, por exemplo, surge como uma resposta a um relatório do Pentágono onde era equacionada a possibilidade de considerar um ciberataque como um "ato de guerra".
Já o ataque à Sony, terá sido apenas mais um episódio da suposta "cruzada" iniciada há vários meses por alguns grupos de piratas informáticos contra o gigante japonês da eletrónica e constitui um revés para a companhia que em maio anunciou perdas de 2250 milhões de euros no ano fiscal de 2010, depois de também ter sido afetada pelo terramoto e tsunami de 11 de março no nordeste do Japão.
A sua última incursão, contra a Polícia do Arizona surge como retaliação contra a Lei de Imigração dos Estados Unidos, que criminaliza a imigração ilegal e obriga os que se encontram legalizados a trazerem sempre consigo os documentos de identificação.
Ainda aqui estamos!
Na quarta-feira, a Polícia de investigação criminal britânica, Scotland Yard, confirmou as acusações dirigidas a um jovem de 19 anos, alegado membro do LulzSec, por estar envolvido num ataque à Agência sobre crime organizado britânico (BSOCA, o equivalente britânico do FBI norte-americano).
"Parece que um glorioso líder da LulzSec foi preso. Está tudo acabado... esperem... ainda aqui estamos!", twittou o grupo no seu estilo sempre irónico, horas depois da detenção da Ryan Cleary ter sido anunciada.


O avatar dos LulzSec no Twitter