Os Presidentes Lula da Silva e Nicolas Sarkozy formalizam hoje, em Brasília, um acordo estratégico de defesa, que tem vindo a ser negociado nos últimos meses entre o Brasil e a França.
Em especial, será formalizado o acordo na área da Defesa, que viabilizará o financiamento de mais de 6.000 milhões de euros.
A maior parte desses recursos (4.324 milhões de euros) previstos neste acordo será usada para a construção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear e outros quatro convencionais - os Scorpnes.
O restante do empréstimo (1.847 milhões de euros) será destinado à construção de 50 helicópteros de transporte EC-725, da Eurocopter.
O financiamento dos submarinos será pago pelo Brasil em 20 anos - de 2010 a 2029 - ao consórcio formado pelos bancos BNP Paribas, Societé Generale, Calyon Credit Industriel et Commercial, Natixis e Santander.
A construção de todos os equipamentos será feita no Brasil, com transferência de tecnologia, conforme determina a parceria estratégica entre os dois países,firmada em Dezembro de 2008, o Rio de Janeiro.
Em relação ao submarino de propulsão nuclear, o Brasil receberá da França apenas tecnologias não nucleares.
Lula da Silva adiantou que a modernização e reequipamento das Forças Armadas brasileiras relaciona-se ainda com a protecção mais eficaz da região amazónica e das enormes riquezas petrolíferas recentemente descobertas.
A parceria estratégica entre Brasil e França poderá incluir, além dos submarinos e helicópteros, a aquisição de 16 a 36 caças supersónicos numa primeira etapa, se os Rafale da Dassault ganharem a concorrência com os FA-18 Hornet, da norte-americana Boeing e os Gripen, da sueca Saab.
Serão assinados também outros acordos, sobretudo na área de cooperação para acções conjuntas no Haiti e nas áreas de imigração, polícia, transporte e ciência e tecnologia.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, encerra hoje a visita oficial de dois dias ao Brasil.