Lucro do Banco de Portugal cai 85%
As contas do Banco de Portugal em 2011 foram afetadas pela constituição de provisões para riscos de crédito que somaram 460 milhões de euros em 2011, quando em 2010 ascenderam a 163 milhões de euros. Ou seja, o reforço de provisões cresceu 182,03%.
O aumento de provisões segue uma política prudencial de gestão, e embora os lucros tenham descido, o banco central acabou por pagar mais impostos porque as provisões ficam registadas como reservas e por isso não são fiscalmente dedutíveis. Em impostos o supervisor pagou, em 2011, 201 milhões de euros ao Estado, mais 120 milhões do que no ano anterior (80 milhões).
Apesar de o número de funcionários ter aumentado 2,5% para 1689 colaboradores, os custos com o pessoal desceram de 121 milhões para 111 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 8,26%.
Quanto aos ativos sob gestão, reduziram-se de 19,1 mil milhões em 2010 para 16 mil milhões em 2011. Para isso concorreu a venda de ativos com menor rentabilidade. 15,6 mil milhões dizem respeito a ativos relativos a títulos (em particular títulos de dívida pública).
No que diz respeito às reservas de ouro portuguesas, o seu valor cresceu de 12,9 mil milhões em 2010, para 14,9 mil milhões em 2011. Uma valorização que nada teve a ver com a compra de mais ouro, mas sim à sua valorização no mercado, já que o stock se manteve inalterado.



