O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, apelou hoje a uma "grande" participação na greve geral de quinta- feira, que classificou como o princípio de um novo 25 de Abril.
"Será o primeiro dia em que o país responde à troika", sublinhou Louçã, que falava em Braga, numa ação de mobilização para a greve geral.
Para o líder bloquista, "já se viu o que a troika cá veio fazer: destruir a economia, promover o desemprego, promover a miséria, encarecer a saúde, atacar a educação, atacar a cultura, ir atrás dos salários".
Por isso, Francisco Louçã quer que a greve signifique o princípio de um novo 25 de Abril, "que é tão importante para salvar a economia, salvar o respeito, salvar a democracia e trazer dignidade".
"Luta contra o empobrecimento"
Será, sublinhou, uma jornada de luta "contra o empobrecimento e a exploração". Louçã lembrou que os portugueses já são obrigados a trabalhar mais meia hora gratuitamente por semana e que talvez venham a ter de trabalhar um sábado "sem o pagamento de um cêntimo".
Disse ainda que o BE não desistirá de lutar contra o "roubo" dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos.
"E agora querem baixar ainda o salário. É uma política de terra queimada, não esquecem ninguém, vão atrás de toda a gente", criticou.
Garantiu que o partido "recusa" o aumento do IVA para restaurantes, comércio, pequena atividade comercial, cultura e espetáculos e saudou o PS por se ter manifestado de acordo com esta posição.
Exigiu igualmente a tributação do património de luxo, "um imposto sobre quem ganha fortunas a partir da especulação de terrenos e da especulação imobiliária".