26/05/2012 atualizado às 1:56
Página Inicial » Multimédia » Infografia » Lixo espacial: tudo sobre a poluição que orbita a Terra (gráfico animado)

Lixo espacial: tudo sobre a poluição que orbita a Terra (gráfico animado)

Ana C. Oliveira (texto) e Ana Serra (infografia)com Virgílio Azevedo
16:18 Sexta feira, 16 de setembro de 2011
PUB
 

Cada vez mais destroços de dispositivos espaciais orbitam a Terra, representando um perigo para satélites ativos e naves tripuladas por astronautas. Especialistas sugerem que se desenvolva um programa de limpeza


A quantidade de detritos espaciais a orbitar a Terra está a tornar-se um problema cada vez maior para naves e satélites ativos, que correm o risco de colidir com estes objetos. Esta poluição, formada pela acumulação de dispositivos espaciais não operacionais, está a aumentar cada vez mais. O tema voltou à ordem do dia com a notícia da previsão de queda na Terra de um satélite desactivado.

"Ainda há poucas semanas, a Estação Espacial Internacional teve de realizar uma manobra de emergência para evitar um pedaço de satélite que passou muito perto", refere o astrónomo Rui Barbosa. "Penso que as agências espaciais terão de concertar esforços para que esse lixo deixe de ser um problema, num futuro próximo", acrescenta o mesmo especialista.

Um relatório, publicado este ano pelo National Research Council , avalia a ação do programa da NASA para os detritos espaciais (NASA Orbital Debris Program ), concluindo que estes têm aumentado a um ritmo superior àquele que a agência espacial norte-americana consegue acompanhar.

Na sequência deste relatório, as National Academies, grupo de instituições não lucrativas do qual faz parte o National Research Council, publicou no ínicio do mês um comunicado no qual sugere que a NASA deve desenvolver um plano estratégico para uma melhor utilização das ferramentas de controlo e recolha dos detritos.

Da corrida à conquista do espaço até aos dias de hoje

Considera-se que a corrida ao espaço, um dos acontecimentos que marcou a rivalidade entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética durante a Guerra Fria, começou em 1957, com o lançamento do Sputnik 1 pela Rússia.

De acordo com dados da NASA, os detritos espaciais têm vindo a aumentar desde então, mas o crescimento foi agravado por dois acontecimentos que, segundo o relatório, foram decisivos e praticamente duplicaram o número de destroços já existentes.

Em 2007, a China pôs em prática um teste no qual provocou o choque propositado entre um satélite inativo e um anti-satélite (ASAT), aumentando o número de lixo espacial que, em 2009, voltou a crescer com o choque acidental entre os satélites Cosmos 2251 e Iridium 33.

Dados da NASA referem que detritos espaciais entraram na atmosfera praticamente todos os dias, durante os últimos 40 anos. Alguns não resistem e acabam por se desintegrar no início da queda, enquanto outros de maior dimensão caíram (e caem) geralmente em áreas pouco populadas, como a Sibéria, ou os oceanos.

Soluções de "limpeza" não são desenvolvidas no relatório

Apesar de não se alongar no que diz respeito a possibilidades de limpeza do lixo espacial, o relatório publicado pelo National Research Council remete para um outro estudo realizado pelo Departamento de Defesa dos EUA e publicado também este ano.

O estudo, chamado "Catcher's Mitt", sugere que sejam usados arpões, redes, ímanes ou até mesmo um dispositivo com uma forma semelhante a um guarda-chuva gigante, que consiga abarcar os detritos menores.

A quantidade de detritos espaciais que orbitam a Terra é medido por radares, telescópios óticos, telescópios espaciais e pela análise das superfícies dos veículos espaciais que regressam à Terra, de acordo com o programa da NASA para os detritos espaciais (NASA Orbital Debris Program).

Satélite inativo da NASA pode cair a qualquer momento

O satélite da NASA Upper Atmosphere Research Satellite (UARS) já tem 20 anos e está na eminência de cair na Terra, mas os cientistas da agência espacial afirmam que a probabilidade de partes do aparelho atingirem alguém é de um para 3200.

A queda do UARS, de seis toneladas, está prevista para final de setembro ou outubro. A maior parte do satélite deverá arder quando entrar na atmosfera e é provável que o que resista acabe por cair em zonas desertas do planeta.

Geralmente, a NASA tenta colocar os seus satélites inativos numa "órbita cemitério" ou guiá-los para que caiam no oceano, mas com o UARS, sem combustível desde 2005, não foi possível realizar nenhuma destas medidas.









Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
Pois é...
miguel41 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Domingo, 18 de setembro de 2011
...estamos rodeados de lixo, ele é tanto que qualquer dia levamos com ele na cabeça.
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 1   
Do inspirador "Marley" ao tenebroso "Michael"
23:06 Quarta feira, 23 de maio de 2012,
"O prémio permitiu-nos implantar lá fora "
13:07 Quarta feira, 23 de maio de 2012, 13
Quer saber quem são os campeões das ligas da Europa?
10:57 Segunda feira, 21 de maio de 2012, 2
World Press Photo aberta até domingo
10:21 Sexta feira, 18 de maio de 2012, 1
Da procura de abrigo às cartas de Angola
20:00 Quarta feira, 16 de maio de 2012,
Europa: a penalização do poder
11:15 Terça feira, 15 de maio de 2012, 2
Pastor Maldonado triunfa em Espanha
10:39 Segunda feira, 14 de maio de 2012, 3
É viciado no Facebook? Faça o teste...
18:21 Sexta feira, 11 de maio de 2012, 4
E a polícia prendeu 1500 estudantes...
8:00 Sexta feira, 11 de maio de 2012, 17
O playboy vampiro de Tim Burton
16:34 Quarta feira, 9 de maio de 2012, 1
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB