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"Lisboa tem de inverter despovoamento", defende Cavaco
O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje, num discurso durante as comemorações do 10 de Junho, que Lisboa tem de definir prioridades para o seu futuro e "tem de inverter a lógica do despovoamento".
Por outro lado, na sessão solene de boas vindas da Câmara Municipal de Lisboa, no Pátio da Galé, Cavaco Silva apelou à "mobilização cívica" dos lisboetas, pedindo-lhes "um maior cuidado na proteção da sua cidade" e um "maior civismo na segurança e na limpeza das ruas".
No início da sua intervenção, Presidente da República lembrou que a capital o acolheu há 55 anos "como estudante vindo dos Algarves" e saudou a reorganização administrativa de Lisboa, considerando-a "um exemplo" para todo o país.
Depois de elogiar a "luz suave", os "contrastes" e o património de Lisboa, Cavaco Silva considerou que a capital "beneficia ainda da circunstância de ser, em simultâneo, um eixo de várias centralidades e uma periferia que serve de ponte ao diálogo com o Atlântico".
"Cidade ágil e aberta, o seu destino é transformar a periferia em centralidade, juntando aquilo que o mar divide. Cidade de imensas potencialidades, Lisboa tem de inverter a lógica do despovoamento. Muito há a fazer. Acima de tudo, temos de olhar o futuro", acrescentou.
Coroa de flores no túmulo de Camões
O Presidente da República iniciou esta manhã o programa oficial de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesa, com a deposição de uma coroa de flores no túmulo do poeta, no Mosteiro dos Jerónimos.
Pontualmente às 10h00, o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, chegou à porta lateral da Igreja dos Jerónimos, onde cerca de 30 populares, entre os quais alguns estrangeiros, aguardavam para ver o motivo do aparato.
Já dentro da Igreja, Cavaco Silva colocou uma coroa de flores junto ao túmulo de Luís Vaz de Camões.
Dali, o Presidente da República, a mulher e o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, entre outros convidados seguiram a pé até ao Largo dos Jerónimos, onde os esperava o elétrico número 15 da Carris, que os levaria até à Praça do Comércio.
Na Praça do Comércio foram prestadas honras militares ao chefe de Estado, seguindo-se a cerimónia do içar da bandeira no Arco da Rua Augusta.
Do Arco da Rua Augusta, a comitiva seguiu a pé para o Pátio da Galé.


Tiago Miranda
Cavaco Silva apelou à "mobilização cívica"
