23 de abril de 2014 às 12:07
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Lisboa: greve no Metro com 100% de adesão

Metropolitano de Lisboa esteve em greve desde as 6h30 até às 11h30 de hoje, em protesto contra os cortes salariais impostos pelo Governo. Este é um "sinal" do desagrado dos trabalhadores, diz dirigente sindical.(Veja vídeo SIC no final do texto)
Lusa
Quem tentou andar de Metro esta manhã deparou-se com as portas das estações trancadas, como aconteceu no Colégio Militar/Luz Miguel A. Lopes/Lusa Quem tentou andar de Metro esta manhã deparou-se com as portas das estações trancadas, como aconteceu no Colégio Militar/Luz

A adesão dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa à greve decretada para hoje rondou os 100%, disse à agência Lusa Diamantino Lopes, da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes (Fectrans). "Neste momento não estão a circular metros. A adesão ronda os 100%", avalia o sindicalista. 

De acordo com Diamantino Lopes, na "central de energia e circulações, que é o coração do Metro, está tudo parado, na circulação de comboios está tudo paralisado, quer as chefias, quer os maquinistas, e no que diz respeito às estações só sabemos de uma trabalhadora que se apresentou para trabalhar".

Para o sindicalista, este é um "sinal" do desagrado dos trabalhadores. "É essa a intenção, é dar um sinal ao Governo e à administração do Metro de qual o sentimento dos trabalhadores", afirma. "Para já estamos satisfeitos, sem dúvida nenhuma", sublinha. 

A Lusa contactou também com o Metropolitano de Lisboa, que remeteu declarações para mais tarde. 

Metro só retoma às 12h


Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa estão em greve desde as 6h30 até às 11h30 de hoje, em protesto contra os cortes salariais impostos pelo Governo. O Metro já fez saber que o serviço só será normalizado a partir das 12h00, acrescentando que "não foi fixada a prestação de serviços mínimos relativamente à circulação de comboios, pelo que não poderá garantir o serviço de transporte entre as 6h30 e as 11h30". 

As greves no setor dos transportes continuam na quarta-feira, com as paralisações parciais dos trabalhadores da Transtejo, da Carris e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP). 

Na quinta-feira é a vez de paralisarem as empresas do setor ferroviário (CP, CP Carga, REFER e EMEF) e os CTT também se juntam aos protestos.  

Na sexta-feira, as empresas privadas associam-se a semana de luta, nomeadamente a Soflusa, a Rodoviária de Entre Douro e Minho e a Rodoviária da Beira Interior.  

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, já apelou ao "bom senso" e ao "sentido de responsabilidade de todos os intervenientes".

Comentários 28 Comentar
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Vá lá, apesar de tudo...
... e para os tempos actuais não estão muito mal pagos pois não fazem parte da geração €500! Se reclamam tanto é porque ganham mais do que €1.500 uma vez que só esses é que têm cortes salariais.

Será que - mais uma vez - há mãozinha do polvo sindical/partidário a conduzir o processo? Esses (os sindicalistas que mais não fazem do que estas coisas) também ganham mais do que €1.500 sem trabalhar; nada mau!...
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Os símios e as caixas de comentários Ver comentário
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greves inúteis
os grandes prejudicados são sempre os mesmos...
Quem paga os prejuízos de quem compra passe mensal?
Re: greves inúteis... e injustas! Ver comentário
Re: greves inúteis... e injustas! Ver comentário
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Greves...
Eu também me dava jeito fazer uma grevezita, para esticar os ossos mas depois não tenho dinheiro para pagar as contas!
Estas acções não resolvem nada, param o País, prejudicam todos e só servem para dar protagonismo a meia-dúzia de galifões dos sindicatos.
Deixo-vos à reflexão a Soflusa/TRANSTEJO que as notícias da semana passada declaram FALIDAS e cujos 'trabalhadores' ainda acham que com greves resolvem o assunto: um destes dias aquilo fecha, os navios são desmantelados os chupistas dos admnistradores da coisa são colocados num qualquer instituto e os 'trabalhadores' vão pedir trabalho aos sindicatos que incitam ás greves.
Trabalhem,produzam,revoltem-se,manifestem-se,entupam os Tribunais,arranjem outras formas de lutar mas greves não ... obrigado!
Paz podre.
Esta greve tal como todas as outras tem o sua origem na corrupção da classe dirigente empresarial.
Infelizmente todos os nossos bons gestores estão no estrangeiro.
Acho muito bem.
Deviam era cortar na frota parlamentar e deslocações e não nos ordenados das pessoas que têm as suas dívidas e nível de vida!
Re: Lisboa: greve no Metro com 100% de adesão
100% qual a dúvida? Desde que que se ponha o cadeado nas portas...
despesas
o mal destas empresas são os administradores pagos a peso de ouro para dificultarem a própia vida aos seus mais directos colaboradores os TRIPULANTES com sobrecargas de hórarios elevadas e más condições no que diz respeito á higiene e condições de trabalho e depois outros colaboradores de departamentos fantasma e a empregada da empregada supostas amigas dos mesmos administradores,não se trata de aumentos mas despesas a mais!!!
Os que mais ganham!...
Continuem a fazer greve, até podem fazer todos os dias, assim as pessoas podem inventar outras alternativas e chegar á conclusão que vós não servis para nada, a não ser para sugarem o dinheiro dos nossos impostos, dado que quem está a fazer greve trabalha em empresas altamente deficitárias, isto porque existe uma discrepancia muito grande entre os vencimentos auferidos por estes (superiores a 1.500 € mensais), enquanto muitos dos utentes apenas ganham o salário mínimo.
São estas desigualdades que provocam tanto descontentamento, mas são precisamente os que mais ganham os que mais se manifestam.
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Sócrates escuta: O Pôvo está em luta !
Ó José Sócrates : - Já é altura de teres medo do Pôvo ! Olha que no dia em que ele se IRRITAR a sério, pode ser que não fiques "bem da saudinha" ! Tu és um presumido pateta e mais ou menos burro teimoso ! Mas cuidado não apertes de mais, senão o tal pôvo ainda se deita ... a adivinhar o modo de Te arrumar ! Olha o 25 de Abril, ou o 28 de Maio, ou o 5 de Outubro ou o ---, ou o ---- ! Treme Pinóquio ! - Os teus dias já foram, agora restas TU !
O privilégio dos trabalhadores dos transportes
As greves dos transportes são praticamente as únicas que afetam a atividade económica ao impedirem a deslocação dos trabalhadores para o seu local de trabalho.
Na prática os trabalhadores de transportes são uns privilegiados, em relação a muitos outros que nem sequer podem pensar em fazer greve, de tal maneira é inconsequente a promoção e adesão a greves.
A falta de capacidade reivindicativa dá origem a baixos salários e ausência de regalias.
As estruturas dirigentes do sindicalismo nunca encararam estas assimetrias do mundo do trabalho, de forma a que todos os trabalhadores sejam beneficiados pelas reivindicações do movimento sindical, pertencem ao setor que pertencerem.
O movimento sindical tem, assim, perdido capacidade de mobilização de setores vastos da classe trabalhadora.
Impõe-se, pois, uma reflexão do movimento sindical de modo a integrar no seu seio o maior número de trabalhadores possível.
E importa, por outro lado, ter uma noção correta da pertinência ou não pertinência do momento em que as greves devem ou não devem ser feitas.
O momento atual não é, na verdade, o melhor para fazer greves. Portugal está a debater-se com dificuldades para obtenção de crédito nos mercados internacionais a juros razoáveis. Estão a ser pedidos alguns sacrifícios para normalizar a atividade económica num momento de crise financeira e económica grave, com aumento do desemprego.
É lamentável que nem todos compreendam a situação!
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