Ricardo Salgado, Presidente do Grupo Espírito Santo
"A cidade de Lisboa ocupa um lugar incontornável na minha vida pessoal e profissional. Toda a história da família Espírito Santo e do Banco Espírito Santo tem as suas raízes nesta cidade. Lisboa foi, e continua a ser, a base e a sede natural de um Grupo que, sendo internacional, sempre se orgulhou da sua raiz portuguesa.
"Fiz os meus estudos em Lisboa no Liceu Pedro Nunes e no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Na segunda metade da década de 60 iniciei a carreira bancária no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, na Rua do Comércio, na altura sede do Banco. Em 1975 com a nacionalização da banca e dos seguros parti com a minha família para o Brasil (75/82) e depois para a Suíça (82/91). Nesse período de ausência do País, a saudade de Portugal, sempre presente e viva, em grande parte era atenuada pelas breves visitas a Lisboa e a certeza de um dia regressar para voltar a trabalhar naquela que era a minha cidade sempre favorita apesar da peregrinação de 17 anos fora de Portugal e de ter dado a volta ao Mundo e conhecido praticamente todas as capitais".
"Lisboa é hoje uma cidade que se afirma pelo seu carácter simultaneamente histórico e modernista. É uma cidade requintada e popular. É uma cidade única, sob a transparência da sua luz, eternizada por poetas e outros artistas que, geração após geração, não resistem ao seu fascínio".
"O meu avô materno, Ricardo Espírito Santo, contribuiu para a cidade com a Fundação-Museu com o seu nome nas Portas do Sol".
"O Banco Espírito Santo, através da sua actividade e da sua política de mecenato tem contribuído para o crescente dinamismo e projecção internacional da cidade. Por intermédio do mecenato cultural temos valorizado a cidade e os seus artistas contemporâneos no panorama internacional. As iniciativas BESphoto - o mais importante prémio de arte contemporânea em Portugal - e BESArte & Finança (Marquês do Pombal) - espaço multidisciplinar único em Portugal onde está alojada a Colecção Banco Espírito Santo, uma das mais importantes colecções de fotografia contemporânea a nível europeu - são disso forte exemplo".
"E é pela continuada aposta em acontecimentos culturais e desportivos de dimensão internacional que Lisboa deve prosseguir o seu caminho de crescente relevância enquanto destino turístico".
"No domínio político-económico, Lisboa é a capital europeia situada no extremo Ocidental da Europa, portanto, mais perto da América do Norte, América Latina e África, muitíssimo bem localizada para ser um centro de convergência de congressos para empresários e de discussão de ideias e estratégias de desenvolvimento. A aposta em instalações aeroportuárias, portuárias, hoteleiras de qualidade e o investimento na arquitectura, no design e nos vários domínios das designadas "indústrias criativas", são factores-chave para valorizar a sua capacidade de atracção. Como em tantos outros domínios, enfrentamos uma competição intensa. Mas acredito que a sociedade civil em conjunto com os diferentes poderes e combinada com a capacidade de investimento do sector privado estarão à altura do desafio de elevar a nossa cidade novamente ao plano cimeiro a nível internacional".
Horácio Roque,
 |
| Horácio Roque fotografado na sede do Banif Investimento nas Amoreiras |
| António Pedro Ferreira |
Presidente do BANIF
"Lisboa, com as suas colinas, é seguramente uma das mais fascinantes cidades que conheci até hoje. A sua luz é única ao longo de todo o ano e seduz-me, sobretudo, a variedade de formas e rostos que assume. A sua História envolve-se nos habitantes e visitantes nos bairros mais tradicionais de uma forma que nos atrai e emociona. A maneira como este lado da cidade mais marcado pelo tempo se mistura com o bem sucedido desenvolvimento das zonas mais jovens de Lisboa traduz-se numa verdadeira experiência de vida".
"Os verdes de Monsanto, do Parque Eduardo VII, a sua ligação ao rio e, de uma forma mais abrangente, ao mar é garantidamente dos pontos que mais destaco. Talvez seja essa a razão por que não prescindo dos habituais pratos de peixe fresco que podem ser degustados nos mais variados restaurantes que encontramos em Lisboa com vistas inigualavelmente deslumbrantes. E por muito e muito mais é uma cidade com gente boa que me proporciona uma grande alegria de viver".
José Penedos,
 |
| José Penedos fotografado na sede da REN na Av. Estados Unidos da América |
| António Pedro Ferreira |
Presidente da REN
"Lisboa é uma capital europeia única. Pela luz, pela exposição que tem na embocadura do Tejo, ao Atlântico e ao sol, desde o nascente ao poente. É uma capital com vida cultural, e com uma juventude que se renova em cada esquina dos seus bairros mais antigos. Quem vive em Lisboa tem o privilégio do seu clima ameno, dos passeios ribeirinhos em todas as estações, duma convivialidade que acontece com as suas gentes, sem esforço ou ambiguidade de iniciativa. É uma capital com tradição cosmopolita e relação descomplexada com as suas congéneres".
"Com pergaminhos no comércio internacional, como uma referência nas rotas norte-sul, este-oeste, Lisboa encara, com igual ponderação, uma agenda ambiental e tecnológica, ligando as comunidades de investigadores em rede pelo mundo fora".
"É com esta Lisboa que Portugal conta para mais e melhor turismo, mais ciência e tecnologia, num quadro de valorização do capital humano português".
Pedro de Mello,
 |
| Pedro de Mello fotografado na sede do grupo José de Mello na Av. 24 de Julho |
| António Pedro Ferreira |
Vice-presidente do grupo José de Mello
"A cidade que vejo, entre o rio e o centro histórico, com o oceano por perto, leva-me a lançar um desafio de transformarmos Lisboa, num horizonte de uma década, numa capital atlântica que seja uma referência turística e também um exemplo de sustentabilidade.
No que diz respeito à sustentabilidade, deveria ser seguida uma estratégia de recuperação e reabilitação urbana do centro histórico (ao nível residencial e de comércio e serviços), devidamente enquadrada por orientações políticas de incentivo a uma maior eficiência energética, melhor tratamento de resíduos e menos poluição, designadamente nos transportes, públicos e particulares, com a adopção progressiva de veículos eléctricos.
Relativamente ao potencial turístico, acredito que deveriam ser capitalizados os factores que hoje são distintivos face a outros destinos, nomeadamente o clima, a história, o património e paisagem, a segurança, a cultura e a gastronomia, acrescentando-se uma nova abordagem mais orientada para a modernidade, emoção e divertimento."