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Margarida Martins: paixão por Marrocos

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Margarida Martins publica em livro as fotografias das suas viagens a Marrocos. Clique para visitar o canal Life & Style.

Bernardo Mendonça (www.expresso.pt)

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A presidente da Abraço, Margarida Martins, descobriu Marrocos há um ano e foi amor à primeira vista. Desde aí, já lá foi mais de dez vezes. De máquina fotográfica na mão, registou os rostos e os ambientes inspiradores dos lugares por onde andou. No dia 1 de Dezembro - Dia Mundial da Luta Contra a Sida - lança o livro de fotografias "Escrita de Luz - Ponte de Afectos", com as imagens emocionais dessas viagens.

Este livro é uma surpresa, pois revela a Margarida no papel de fotógrafa de viagens. A fotografia é um interesse recente? Comecei a fotografar apenas há quatro anos. Um dia reparei numa foto que tinha feito à minha filha Leonor que achei especial. Coloquei-a no site Olhares (www.olhares.com) e os fotógrafos profissionais gostaram. Incentivaram-me a continuar.

As fotos publicadas revelam não só um olhar sensível, mas conhecimentos técnicos. Frequentou algum curso? Passei por vários workshops, cada um de apenas três dias, muito genéricos, mas que foram importantes. Na verdade, sempre gostei de fotografia. Comecei nos anos 80 a ver exposições de fotografia na Holanda, acompanhada de um amigo. Cheguei a produzir um livro de fotografias do fotógrafo Mário Cabrita Gil - "A Idade da Prata". Nunca me imaginei no papel da artista, da fotógrafa. Foram os amigos fotógrafos que me estimularam a publicar essas imagens.

O que mais gosta de fotografar? Pormenores e pessoas. Ando sempre com a máquina fotográfica na carteira. Às vezes, se estou em locais diferentes e se tenho tempo entre reuniões, vou para a rua fotografar.

Que história está por detrás da realização deste livro? Tudo começou pela paixão que senti por Marrocos. Aconteceu em Agosto de 2008, quando aceitei o convite do cônsul de Marrocos em Portugal, o arquitecto José Alegria Martins, por causa do meu trabalho desenvolvido na área da solidariedade. Gostei tanto que voltei logo depois. Este ano fui a Marrocos seis vezes...

É um destino aqui tão perto... E ao mesmo tempo tão longe... Rabat é a capital mais próxima de Lisboa e muita gente não sabe isso. Desprezamos muitas vezes os árabes, mas eles deixaram-nos uma cultura muito rica, assim como nós deixámos em Marrocos. Temos religiões diferentes, mas regiões muito parecidas.

É um dos seus países preferidos? Quando estou em Marrocos sinto-me em casa. Gosto tanto do deserto como das grandes cidades, como Marraquexe, a minha cidade marroquina do coração. Tenho lá muitos amigos, famílias completas que me acolhem e me tratam muito bem. Também gosto da zona costeira, onde os portugueses deixaram marcas, como Essaouira, El Jadida, Safi, Assilah.

Encontrou uma ponte de afectos entre os portugueses e os marroquinos? Temos a mesma generosidade e simplicidade. Devia haver um barco entre Portimão e Casablanca. Estou a fazer esforços para que haja uma ligação na área da sida entre a Abraço e as associações locais marroquinas.

(Texto publicado na Revista Única da edição do expresso de 28 de Novembro de 2009)

(Texto publicado na Revista Única da edição do expresso de 28 de Novembro de 2009)