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Usar o nome do marido prejudica as mulheres

As mulheres que mudam de nome depois de casadas são prejudicadas no mercado de trabalho, afirma estudo holandês.

Christiana Martins (www.expresso.pt)

As mulheres são tratadas de maneira diferente consoante o apelido que usem, segundo um estudo elaborado pelo Tilburg Institute utilizando a população holandesa como referência.

As mulheres que adoptam o nome dos seus companheiros serão, em geral, menos qualificadas academicamente e mais velhas. E, mesmo quando os dados demográficos são idênticos, a reacção do mercado de trabalho será diferente, refere o jornal americano The New York Times, citando a pesquisa holandesa.

Várias experiências envolvendo estudantes universitários e as suas reacções face a mulheres imaginárias permitiram concluir também que a atitude muda conforme o nome assumido pela mulher em causa.

"Mais dependentes, menos inteligentes, mais emocionais, menos competentes e menos ambiciosas" foram algumas das características associadas às mulheres que adoptaram os nomes dos maridos.

As mulheres que mantêm os nomes de solteiras foram consideradas pelos mesmos estudantes como "menos carinhosas, mais independentes, mais ambiciosas, mais inteligentes e mais competentes".

O pior é que, quando confrontados com candidaturas de emprego ao posto de gestora de recursos humanos, os estudantes revelaram ter menores intenções de contratar aquelas mulheres com os nomes dos maridos e, se contratadas, teriam salários significativamente inferiores às outras.