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Afinal, o ponto G será só um mito

Estudo envolvendo mais de 1800 mulheres conclui que o tão afamado ponto erógeno feminino pode, afinal, não existir. Clique para visitar o canal Life & Style

Mafalda Ganhão (www.expresso.pt)

Elevado à categoria de santo Graal da sexualidade feminina, a existência do ponto G foi agora posta em causa. Segundo as conclusões de um estudo conduzido por uma equipa do King's College de Londres e citado pela BBC, não há como provar se existe e onde está o famoso ponto erógeno feminino, supostamente um aglomerado de terminações nervosas localizado próximo ao clitóris.

A pesquisa baseou-se nas respostas de mais de 1800 mulheres, com idades compreendidas entre os 23 e os 83 anos e todas elas gémeas idênticas ou não idênticas.

"Este é de longe o maior estudo já realizado sobre o assunto e mostra, de forma conclusiva, que a ideia do ponto G é subjetiva", afirma Tim Spector, professor de epidemiologia genética e co-autor do estudo. "As mulheres podem afirmar que o ponto G se deve a dietas ou à realização de exercício, mas na verdade é impossível chegar a algo concreto".

Embora a equipa envolvida neste estudo tenha anunciado que o ponto G pode ser apenas um mito, estimulado pela imaginação feminina, pelas revistas e pelos terapeutas sexuais, o trabalho não escapou a duras críticas.

A terapeuta sexual Beverley Whipple, por exemplo, considera um erro que a pesquisa tenha esquecido as relações femininas lésbicas ou bissexuais. Outros especialistas salientam um trabalho recente de cientistas italianos, que afirmaram ter localizado o ponto G recorrendo a técnicas de ultrasons.