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Hepatite C: é hora de partir da visão para a ação

Nuno Morais Sarmento, Maria de Belém, Ricardo Costa, Pedro Mota Soares e Alberto Martins no debate de discussão sobre o estudo "Eliminar a Hepatite C"

Nuno Botelho

Ser o primeiro país a erradicar esta doença foi o objetivo traçado na apresentação do estudo "Elimina a hepatite C" que juntou o Expresso à Nova School of Business and Economics e quatro ex-ministros de diferentes pastas

"Uma doença física, mental e social" que com "mais coordenação" pode finalmente ser vencida. É a convicção de João Marques Gomes co-autor e coordenador de um estudo que pretende ser um marca na luta contra uma maleita que é um verdadeiro flagelo.

Trata-se do "Eliminar a hepatite C em Portugal: da visão à ação", trabalho que foi apresentado ao longo desta manhã na Nova School of Business Economics, em Lisboa, a que o Expresso se associou. Numa doença com uma taxa de prevalência em Portugal de 0,54%, de acordo com os dados mais recentes, atuar agora é essencial se quer ser o primeiro país a acabar com a doença até 2030, de acordo com a data objetivo traçada pela Organização Mundial de Saúde.

No painel de debate que se seguiu à apresentação formal do estudo, moderado pelo diretor de informação do grupo Impresa, Ricardo Costa, quatro antigos ministros juntaram-se para debater os méritos do estudo. Para a ex-ministra da Saúde, Maria de Belém, trata-se de algo "interessante e incentivador para acabar" com alguns estigmas, enquanto Pedro Mota Soares, antigo ministro do Solidariedade, Emprego e Segurança Social, vincou que a "forma como todo o sistema está organizado deve ser revista." Já Alberto Martins, que desempenhou as funções de ministro da Justiça, falou da "deficiente articulação" de meios, ao passo que o ex-ministro da presidência (e portador de hepatite C), Nuno Morais Sarmento, defendeu uma "abordagem integrada."

Identificadas as grandes questões, falta agora estimular a ação para que as ferramentas (que já existem) sejam utilizadas para finamente erradicar a Hepatite C. Como afirmou, em jeito de repto, o presidente da Nova School of Businss and Economics, Daniel Traça, "vamos resolver mais problemas."