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A Saúde em Portugal: 100 queixas por dia e dois mil elogios

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Tiago Miranda

Entidade Reguladora da Saúde apresenta relatório dos primeiros seis meses do ano e faz o balanço da satisfação e insatisfação

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recebeu ao longo do primeiro semestre deste ano um total de 17823 processos de queixas e reclamações (média diária de quase 100), dos quais 50,9% foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Um relatório divulgado esta sexta-feira pela ERS revela que dois terços das reclamações visam prestadores de cuidados de saúde do sector público. No Estado, cerca de 78% das reclamações dizem respeito a serviços com internamento. Nos operadores privados, os serviços com internamento representaram 74% das queixas.

Segundo o regulador da saúde, o principal motivo das queixas dos portugueses na primeira metade do ano foi o tempo de espera, seguindo-se, como alvo de contestação, os cuidados de saúde e a segurança do doente.

De acordo com a mesma fonte, o tempo médio de resposta às reclamações dos prestadores de cuidados de saúde situa-se nos 25,7 dias corridos. A ERS desvaloriza o facto de este tempo de resposta ultrapassar o prazo de 10 dias úteis legalmente estabelecido, notando que a plataforma tecnológica de gestão das reclamações e as alterações legislativas sobre esta matéria são recentes.

Ao nível das reclamações, a ERS explica que ao longo do primeiro semestre foram arquivados 7.313 processos, dois terços dos quais deram entrada no regulador já este ano e os restantes vinham do ano passado.

Além das reclamações houve também mais de 2 mil mensagens de elogio ou louvor aos serviços de saúde, das quais 73% foram registadas no sector público e quase 56% na região de Lisboa e Vale do Tejo.