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Liberal na terra errada

A revisão constitucional do PSD deixa claros os objectivos de Passos Coelho. Uma agenda liberal num país pobre ou é propaganda de um louco ou programa de um autista. Uma coisa é certa: quanto mais diz ao que vem mais longe estará Passos de lá chegar.

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Ninguém poderá acusar Passos Coelho de não dizer ao que vem. As primeiras reacções à sua revisão constitucional não podiam ter sido piores. Poucos são os documentos políticos que fizeram um partido descambar nas sondagens. Este fez. E nada teve a ver, como é evidente, com a parte institucional da revisão. As propostas sociais de Passos Coelho acabaram por funcionar como um balão de oxigénio para José Sócrates. Passos percebeu-o e vem garantir que o que quer é salvar o Estado Social . Na educação e na saúde, o objectivo é claro: acabar com a gratuitidade para pôr o Estado a financiar o sector privado, sedento desse mercado com uma procura relativamente rígida e isolado da competição internacional .

Talvez quem conheça Portugal pelos jornais e pelos blogues não tenha dado por isso, mas num país que há tão pouco tempo conhece a democratização do ensino, um Serviço Nacional de Saúde digno desse nome e um projecto de Estado Social o papão do Estado e as maravilhas do privado dizem muito pouco à maioria das pessoas. Num país pobre, só é liberal académico ou funcionário de multinacional. O resto dos portugueses sabe, por experiência própria, que o pouco que tem na sua qualidade de vida deve-o aos serviços públicos universais e gratuitos.

Os nossos serviços de saúde têm problemas? Sim. A escola pública tem de se repensar? Claro. Aqui e em todo o mundo desenvolvido. Mas com todos os seus defeitos isto significou, nos últimos 35 anos, um salto brutal para o País. Basta pensar que nas vésperas da democracia cinco milhões de portugueses não tinham cobertura médica, a mortalidade infantil estava na estratosfera e havia vinte vezes mais analfabetos do que licenciados . Foi o maldito do Estado Social que inverteu estes números.

Conta-se de um maestro que, ao entrar no palco, caiu no fosso da orquestra. E que, para não dar parte fraca e não admitir que se tratara de um acidente, passou o resto do espectáculo a atirar-se para lá. Assim está Passos Coelho com a revisão que em má hora lhe caiu nos braços e deixou tudo demasiado claro. Dado o tiro no pé, não tem, para não parecer cobarde, como não continuar a disparar. Antes assim. Ficam claros os seus intentos. Uma coisa é certa: com este programa autista em relação às preocupações dos portugueses está afastado o cenário da caminhada triunfal para o poder.


Opinião


Multimédia

Retrato político de um país livre

Traçámos um mapa partindo dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte de 1975 e dos resultados das últimas eleições legislativas em 2011. O que mudou ao longo desse tempo? Como é que cada concelho votou em 1975 e em 2011? E como evoluiu a abstenção? Clicando sobre o ano e depois sobre os concelhos, no mapa ou no filtro, surgem as respostas.

Quase ninguém ficou em casa

Foi num 25 de Abril como o deste sábado, mas há 40 anos e numa liberdade então recentemente tomada: a 25 de Abril de 1975, Portugal testemunhou as primeiras eleições livres e universais após quase meio século de ditadura. Estas são as histórias, os retratos, os apelos e as memórias de um tempo que mudou o rosto do país.

Edwin. O rapaz que aprendeu a sonhar

O que Edwin sabia sobre a vida era sobreviver. Na cabeça dele não cabiam sonhos e os dias eram passados à procura de comida para ele e para a mãe e para o irmão. A fome espreitava nos cantos da barraca de palha no Quénia e ele escondia-se dela como podia - chupar as pedras era uma forma de a enganar. Mas a sorte dele mudou porque alguém viu nele outra coisa. E tudo começou numa dança. Agora, os mesmos dedos que agarravam as pedras tocam hoje teclas de um piano Bechstein. E os pés dele já não estão nus mas calçados. Com chuteiras. Primeiro no Benfica, agora no Estoril, o miúdo de 15 anos que fala como gente grande descobriu que tinha um sonho: ser futebolista. Como Drogba.

26 mil esferográficas, 14 mil urnas e 760 quilos de lacre. Os números de uma eleição histórica

Mais de mil caixas de lacre foram usadas pelas secções de voto que por todo o país, no dia 25 de abril de 1975, recolheram os boletins de milhões de eleitores. O Expresso percorreu os quatro mapas de despesas das eleições para a Assembleia Constituinte, elaborados pelo STAP, para saber quanto dinheiro esteve envolvido, onde e como foi gasto. Cada valor em escudos foi convertido para euros a preços correntes, tendo em conta a inflação. 

Todas as ilhas têm a sua nuvem

Raul Brandão chamou-lhe 'A Ilha Branca'. Como viajante digo que tem um verde diferente das outras oito que com ela formam o arquipélago dos Açores. É tenra, mansa, repousante e simultaneamente desafiante. Esconde segredos como a lenda da Maria Encantada e um vulcão florestado a meio do século passado que nos transporta para uma dimensão sulfurosa e mágica. Obrigatória para projetos de férias de natureza.

Em três quartos de hora não se esquece só a idade. "Esquece-se o mundo"

Maria do Céu dá três voltas ao lar sempre que pode. Edviges vai a todos os velórios, faz hidroginástica e sopas de letras. António dá um apoio na Igreja e nos escuteiros. Tudo é uma ajuda para passar os dias quando se tornam todos iguais. No Pinhal Interior Sul, a região mais envelhecida da União Europeia, quase um terço da população tem mais de 65 anos. Os mais velhos ficaram, os mais novos partiram.

Profissão: Sniper

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem.

Xarém com conquilhas

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

O que se passa dentro da cabeça dele

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Amadeu, que aprendeu o mundo no campo e tinha o coração na ponta dos dedos

Em Portugal, a dedicação à língua mirandesa tem nome próprio: Amadeu Ferreira, o jurista da CMVM que - quando todos diziam que "era uma loucura impossível" - arranjou tempo para traduzir "Os Lusíadas", a "Mensagem", os quatro Evangelhos da Bíblia e ainda duas aventuras do Asterix para uma língua que pertence a um cantinho do nordeste português e é falada por menos de 15 mil pessoas. No final de 2014 deu ao Expresso aquela que viria a ser a sua última entrevista. Morreu no passado domingo e esta quinta-feira foi lançada a sua biografia, "O fio das lembranças", com quase 800 páginas.

Temos 16 imagens que não explicam o mundo, mas que ajudam a compreendê-lo

O júri do World Press Photo queria dar o prémio maior da edição deste ano (e talvez das edição todas) a uma fotografia com "potencial para se tornar icónica". A primeira imagem desta fotogaleria, por ser "esteticamente poderosa" e "revelar humanidade", é o que o júri procurava. A fotografia de um casal homossexual russo, a grande vencedora, é a primeira de 16 imagens de uma seleção onde há Messi desolado, migrantes em condições indignas no Mediterrâneo, a aflição do ébola, mistérios afins e etc - são os contrastes do mundo.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.


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Louçã quer ir para o Governo
A terra não é pobre: a politica é que tem sido pobre e levou este Povo á situação em que se encontra: no fundo em tudo o que é estatistica..
O projecto de revisão do PSD mantem a EDucação, Saúde ,Trabalho como direitos fundamentais e tudo o que tem sido dito , em sentido contrário, é propaganda e intoxicação que, vindo inicialmente de Sócrates e do PS, tem agora um aliado com apetite de poder - Louçã e a sua gente do Bloco.
E esta gente do Bloco de ESquerda anda entusiasmada com essa miragem de chegar ao Governo e terem finalmente Louçã Ministro e uma série de Secretários de Estado.
E tudo isto terminaria com a integração do Bloco no PS, apadrinhados por Manuel Alegre, o candidato comum presidencial.
Era a cereja em cima do bolo ,que está na cabeça dos teóricos do Bloco e os faz juntar a Sócrates: aguerridos, mobilizados e ,mais do que nunca, demagogos.
Mas é preciso acordar, porque o País começa a ficar farto de tanta fantasia.
Re: Louçã quer ir para o Governo
O SERVIÇO DESPERTAR QUE O DANIEL PERDE HÁ DECADAS!
É louvável q alguém no país ouse falar em mudança.A ousadia d apresentar um texto de revisão é saudável.Os seus acérrimos críticos tal como eu d certeza q ainda não o estudaram mas ao contrário d mim não ousam em lhe dar o benefício da dúvida.Para eles o bom é o actual e, a ser alterado só o pode ser por eles.A moral da esquerda assenta em premissas deste calibre!Hoje ser d esquerda exige muita demagogia e capacidade d mentir ou alterar o sentido da realidade das coisas.Essa coisa q alguns chamam d Estado Social não é uma realidade imutável. Tal como tudo também evoluiu e sempre q um kamarada ou um progressista dele falam estão a falar d coisas distintas.O estado social d Sócrates é diferente do d Louça ou do d Jerónimo e ainda mais do d M.Alegre.A esquerda é um tipo d cocktail onde tudo cabe e cujo sabor varia em função d quem o faz.O paradigma em q o actual Mundo vive mudou.As sociedades têm mais velhos q novos, os velhos nunca viveram tantos anos, nascem poucas crianças, o mundo rural foi suplantado pelo urbano, as populações movem-se em direcção ás costas, a desertificação do interior dos países é uma realidade e é por tudo isto q o Estado Social mudou.Não faz sentido q pessoas com um certo nível d rendimento usufruam d prestações sociais idênticas a famílias d um nível d rendimento inferior.Não é justo!Em tempos d socialização e d globalização nunca a palavra SOLIDARIEDADE teve tanto sentido.Hoje temos q ser UNS p OS OUTROS sob pena d ficarmos todos pobres e sem futuro.
Re: O SERVIÇO DESPERTAR QUE O DANIEL PERDE HÁ DECA
Re: A HIGIENE
Re: A HIGIENE
Liberal na terra errada
Há quem diga que Santana e Ferreira Leite abriram a sepultura do PSD e que Passos Coelho vai pela certa fazer-lhe o funeral. Se bem me parece poucos são os que estão de acordo com este calendário da Revisão Constitucional, mas também do seu conteúdo e da oportunidade do mesmo. Poucos aceditam que será por esta via que Portugal vai resolver os problemas em que se encontra. Isto não passa de uma jogada para distrair das verdadeiras questões, já que para as quais não há solução fácil e à vista. Qualquer pessoa de bom senso e mínimamente culta já percebeu a situação em que Portugal se encontra, mas também a maior parte dos Países da Europa e do Mundo. A maior crise do século não veio e foi como uma ave de arribação. A Europa está a perder terreno para os Países emergentes como a China,India,Brasil etc.. Vai ser difícil a esta Europa manter o nível de vida atual aos seus cidadãos. A questão é que enquanto o PSD acha que deve matar o doente o PS acha que amputando a perna resolve o problema.
Vivemos num país maravilhoso, não vivemos?

O BE e o PC andavam a tirar votos e intenções de votos ao PS por causa das reformas mal começadas ou interrompidas, o PS já não era de esquerda, o PSD vem dizer que os pobres é que têm de ser protegidos a sério, os ricos que se governem, o PSD esquece-se de dizer que se assim for, terá de devolver impostos aos contribuintes, o PS ficou todo contente porque, assim, já pode voltar a ser de esquerda sem perder a moral para o BE e o PC, o CDS anda radiante porque anda a semear as próximas intrigas junto do PSD e do PS, nos dias pares diz que a despesa é enorme, o governo não a sabe baixar, nos dias ímpares trás para os media novas propostas de lei que significam mais despesa para o parolo pagar, o PR acha que merece um novo mandato de presidente porque os portugueses gostam dele e das barracas que inventou, ainda não decidiu porque gosta de tabus, mas não sai da rua, assim não tem tempo para pensar, os deputados andam radiantes porque vêm aí temas da maior importância para nos entreter, e de novo ninguém vai reparar que não fazem nada, os comentadores de política, seres pensantes da maior importância para os nossos problemas, portadores de todas as boas soluções para os mesmos, governam-se tão bem com esta maravilhosa salada de nada, os jornalistas, enfim, o poder mais importante depois dos magistrados, têm emprego assegurado para sempre.
Re: Vivemos num país maravilhoso, não vivemos?
DO
Conhece as alterações? Será que não está a perder uma boa oportunidade de estar calado, vamos esperar para conhecer em concreto essas alterações.
Depois dou-lhe o recado!
E como pagar o Estado Social actual?
Mais impostos? O Daniel Oliveira está pelo menos a 1.000 km da realidade. A realidade são numeros, defice, divida. Todos nós gostamos do Estado Social, se possivel mais e melhor. A questão é, temos condições de o manter no futuro sem levar o Pais á falência? Não sendo possivel que fiquem salvaguardados aqueles que necessitam mesmo do Estado Social. Alguem vai ter de endireitar o Pais, senão for o PSD terá que ser o PS, é uma questão de tempo. Só há uma maneira de manter o Estado Social: cortar na despesa.
Re: E como pagar o Estado Social actual?
É isso mesmo
Este artigo diz tudo: temos uma constituição que serviu para resolver os problemas de Portugal há 35 anos mas que não serve para resolver os de agora.
Mas como também refere, os portugueses querem lá saber do buraco do SNS. No pais das lojas dos trezentos a palavra grátis é irresistível e condena qualquer tentativa de tornar o SNS financeiramente sustentável sem recorrer a aumento de impostos.
Por onde anda o PSD?
Após tantos esforços excruciantes do PSD para "minar" o dificilimo equilibrio constitucional da II República, sugiro que, em vez de andarem a "encanar a perna à rã " com revisões que só criam distanciamento e aversão politica por parte do povo, em geral, e dos trabalhadores, em particular, uma medida se impõe : a de convencer o empresariado português retrógrado e/ou relutante, a aceitar que, muitos dos seus pares já aceitaram a Constituição tal como ela está, promovem a melhoria da sua própria formação e actualização informativa bem como a dos seus trabalhadores, no país e no estrangeiro, e preparam-se para enfrentar o futuro, não com um sorriso ou uma fronha alvar, mas com os pés bem assentes no chão.
Caro DO
Estava hoje à espera de um seu comentário às declarações de Fidel acerca do modelo de esquerda e dos despedimentos de milhares de funcionários públicos em Cuba.

Desconfiando que mesmo falando nesses temas, vai acabar por bater no capitalismo, aguardo com expectativa.
Re: Caro DO
Re: Caro DO
"Uma agenda liberal num país pobre "
O drama é que foi o estado social que fez este país pobre. A via liberal nunca foi testada.
Claro que nunca ganhará eleições a menos que venha um aldrabão prometer uma coisa e faça outra. Mas isso não existe por cá.

Só mais uma coisa: fica-lhe mal sr Daniel Oliveira confundir Democracia com Estado Social. Existem democracias mais e menos liberais com sistemas sociais mais ou menos universais. E não nos venha dizer que "as vésperas da democracia" tinhamos um sistema liberal.
Pela enésima vez!
Caro Daniel Oliveira

Em Portugal não há nenhum estado social. Nem o BE quer um.

O PSD diz ao que vêm? Se o BE dissesse ao que vinha ... tinha tantos deputados como o PNR.
Re: STANDING OVATION!
Má memória.
O Paulo Teixeira Pinto entrou na administração do BCP e o que aconteceu?

Vai acontecer o mesmo no PSD?

Espero bem que o deitem fora antes de qualquer inconveniente!
Dizer NÃO
Depois de ouvir na AR argumentos e contra-argumentos do PS, PSD, CDS, PCP, BE, e do (des)governo, chego a uma conclusão muito simples, se o projeto de revisão da constituição apresentado pelo PSD é assim tão mau, porque é não se ouviu da parte do (des)governo e do PS uma simples palavra, NÃO.
Tem três letras apenas, e diz tudo, não aceitamos esse projeto e vamos votar contra todas as alterações que dele constam.
Toda gente sabe que para serem aprovadas as alterações à lei fundamental são precisos dois terços dos votos do parlamento, e isso só se consegue com os votos do PS e PSD juntos, sendo assim porquê toda esta lenga-lenga, todo este blá-blá, quando basta dizer NÃO.
Caro Dr. (?) Daniel Oliveira
O resultado de 30 anos de Estado Social na educação está à vista, se se puser à frente de um espelho e pensar com a cabeça do outro. Da Saúde posso falar eu que conheço tudo por dentro, desde os médicos (alguns, felizmente) gerados pelo estado social da Educação, até alguns gestores (muitos, infelizmente) gerados pelo anterior dito. Até aqui já nós sabemos. Deixe-se de futurismos e fale do que souber, se houver algo, porque com essas diatribes está apenas a querer influenciar a opinião de uma grande percentagem da pleiade iluste gerada pelo dito estado social.Ninguém acredita em si, porque isto tem que ter solução, ainda que tenha que ser à pancada, onde eu penso não chegaremos. O meu voto valerá tanto como o seu, mas as suas asneiras poderão influenciar outros votos e isso não é muito legitimo, mesmo que num blogue pessoal, a quem um jornal que eu tinha como referência dá guarida. Sinais do tempo e consequência do estado social...
 
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