Lésbicas "curadas" com "violações corretivas" (com vídeo)
Millicent Gaika foi amarrada e violada durante cinco horas por um homem que queria "curá-la" do lesbianismo com uma "violação corretiva". O que fez a justiça?
Millicent sobreviveu à violação corretiva e a sua história está a correr mundo
Avaaz.org
A justiça não fez nada. Millicent Gaika sobreviveu após cinco horas de tortura com "violação corretiva", mas a mesma sorte não tiveram muitas outras mulheres: a verdade é que na África do Sul as lésbicas vivem aterrorizadas pela sombra de um possível ataque com o intuito de "corrigir", da forma mais brutal, a sua orientação sexual.
A história desta mulher, cujos detalhes do ataque e imagens estão a ser divulgadas através de associações de proteção dos direitos humanos, está a chocar o mundo. E mesmo sabendo que a África do Sul tem das mais altas taxas mundiais de violações sexuais, eu incluo-me nesses grupo de pessoas que não conseguiu deixar de ficar com o estômago às voltas depois de ver e ler sobre tamanho ato de barbaridade humana.
Futebolista morreu numa "violação corretiva"
Embora o crime de "violação corretiva" já seja conhecido e até mesmo levado a tribunal, garantem os ativistas que nunca ninguém foi condenado. E não porque a maioria das vítimas seja mulheres que vivem no limiar da pobreza: em 2008 , Eudy Simolane
, um dos ícones do futebol feminino sul africano, foi violada e assassinada após revelar que era lésbica e tornar-se voz forte na defesa do movimento LGBT.
Um crime é um crime. Por maiores que sejam os motivos, ninguém tem o direito de tirar a vida a alguém. E isso nunca será alterado, por mais que o amor incondicional já me tenha feito tantas vezes dizer: "Se alguém tocasse num cabelo dele que fosse, matava sem pestanejar". Contudo, há crimes que nos enojam e fazem sentir vergonha de sermos humanos. Sinto isso muitas vezes quando olho para a história mundial. E quando vejo estes crimes de puro ódio e preconceito, é o que me ocorre. Uma profunda vergonha.
Sei que na semana passada
também abordei o tema da violação (confesso que até tenho alguma curiosidade em saber se o tal padre, que achava que as minissaias eram justificação para uma violação, também acharia que as lésbicas não se devem admirar se forem atacadas...), mas como está a correr uma petição para que a "violação corretiva" seja vista como um crime grave aos olhos da justiça, achei que o devia partilhar aqui. Eu sei que nunca temos a certeza absoluta se estas petições online chegarão a bom porto, mas perder 30 segundos e assinar o documento no site a Avaaz.org
também não custa. Quem sabe se poderemos ajudar um dia a salvar uma vida.
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É sempre com assombro q constatamos o modo como as mulheres ainda são tratadas neste nosso século.
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A África do Sul é um dos países mais violentos do mundo e como tal, as mulheres são sempre as primeiras vítimas.
Ali, a violação sempre foi praticada como punição.
Na última vez q visitei uns amigos em Joanesburgo, garantiram-me q em cada 2 minutos uma mulher é violada.
Não sei se é exagero, mas sei q essa realidade está muito interiorizada nas populações, não apenas nas de extracto social mais baixo.
Parece q o mundo só se deu conta do horror em q vivem tantas mulheres, desde a condenação por apedrejamento de Sakineh.
Contudo, milhares por esse mundo são brutalizadas a cada minuto q passa.
Sem pretensão ou ilusão de achar que isso muda alguma coisa – e com muita vergonha na cara – peço aqui em nome dos homens desculpas a todas as mulheres desrespeitadas, exploradas, agredidas, violentadas, vilipendiadas, apedrejadas, chicoteadas, destruídas, estupradas, estripadas, esquartejadas, retalhadas, destroçadas e assassinadas por homens.
Poucas coisas haverá que sejam tão profundamente asquerosas como a violação sexual de uma pessoa.
E, se a motivação puramente sexual (o desejo carnal puro e simples) já é absolutamente repugnante, mais repugnante é quando a violação é praticada com uma motivação correctiva.
Não pode haver, nos tempos que correm, espaço para tamanha ignorância. Mas ele existe. E existe, uma vez mais, porque há quem promova a ignorância, a superstição e a crendice. Há espaço para tamanha ignorância e para semelhante barbaridade porque há instituições que proclamam palavras de ódio, proferem discursos homofóbicos, classificam a homossexualidade como um pecado e justificam e legitimam estes actos à luz do que está escrito nos livros sagrados.
Uma vez mais, apontar o dedo ao violador é o mesmo que não querer ver o fundo da questão. De pouco adianta dizer que XPTO violou e assassinou, quando não se exploram as origens das motivações que levaram XPTO a agir dessa forma.
Quem é que promoveu semelhante forma de ver o mundo? Quem é que construiu e consolidou uma forma tão perversa de ver a homossexualidade? Quem é que legitimou, com palavras divinas, semelhantes atrocidades?
Uma vez mais, é preciso escavar fundo e procurar longe as causas e os factores que estão por detrás deste tipo de comportamento.
Quem promove a ignorância, a crendice, a superstição, o ódio e a homofobia?
Este acto indigna, mas infelizmente, é corriqueiro na África do Sul.
Já sabendo a “pancada” que aí vem, dos politicamente “correctos” - dos que derramam lágrimas pelo multiculturalismo; dos que promovem manifestações de repúdio pela caça às baleias; dos que acusam de nazismo, o repatriamento de grupos de ciganos romenos; dos que gritam: “às armas”! Por um avião americano - sem especificar a “carga”- ter poisado nas Lages, - digo: para a maioria dos Sul-Africanos, este comportamento, é um acto cívico.
Hipocritamente, posso ser desmentido pela existência de Lei que condena tal acto. Então procurem saber (não incluir exemplos de “excluídos” de extrema pobreza) quais as condenações: Agressões; violações; pedofilia (sexo com virgens para cura da Sida); poligamia e exploração de mulheres.
Todos deveríamos agir, numa campanha constante e reagir a cada crime. Mas os “bem pensantes”, aqueles que nos massacram por isto-ou-aquilo, são “condescendentes” ou racistas positivos.
A violência com as mulheres, na maioria dos países islâmicos e africanos, tem uma diferença: é crime sem criminosos. Crime punido por Lei, mas não entendido assim pela “sociedade” com o beneplácito do Poder.
E nem é preciso ir tão longe. Basta ver alguns grupos étnicos que se arrogam do direito a “culturas” que permitem praticar as maiores atrocidades com mulheres.
E há sempre a eterna compreensão e condescendência…
Desta vez, os "Saltos Altos" prestaram um serviço em prol da divulgação e apelo à participação de todos nós, na luta contra a barbárie.
Como diz, um apelo vale o que vale. Mas se ninguém falar e agitar consciências, estes actos continuarão impunes, tornando o ser humano o mais desprezível dos seres vivos.
Confesso que não entendo lá muito bem as lésbicas e os homossexuais, mas não tenho nada (NADA) a ver com as opções de cada um. São livres, tal como eu.
A violência contra minorias está a aumentar, porque as imagens da globalisação se por um lado homogenizam os individuos e lhes condedem maior reflexibilidade, assim como potencial para a ter, estilizam também de uma forma grosseira a imagem dos outros, dos outros generalizados que temos dentro de nós, pois a reflexibilidade trabalha exactamente com o maior grau que adquirimos de consciência sobre esse outro. Nas culturas tradicionais especialemente em África que acordam agora para as tecnologias da informação, e a globalização mais que material é mediática, dizia eu nas culturas mais tradicionais o impacto das explicações com linguajar especialista teem um impacto enorme. A discussão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo provocou na igreja católica, entre outras comunidades religiosas, uma reacção profundamente negativista, recolocando na discussão sobre a naturesa patlógica da homosexualidade, esta há muito refutada pelas ciências. Vivemos ainda num mundo de cientifismos, e se muitos de nós temos já as armas contra as falsas certezas, em África milhões não terão. Se para as religiões o saber cietífico é relocalisado, e bem, como mais uma forma de saber, que diga-se, não é neutra como pertenderiamos, quando do seu interesse usa-se essa línguagem para valer a sua mundividência. Espero que o Papa entenda de vez o sofrimento que cria a milhões de pessoas todos os dias com algumas das teses mais basilares que de poico teem de biblico na verdade e mas muito de tradição.
Conforme se lé na Wikipedia, "South Africa is a popular tourist destination, with around 860 000 arrivals per month (March 2008) of which around 210 000 is from outside the African continent. A revenue equaling between 1% and 3% of GDP is generated by the tourism industry."
A veleidade de corrigir hábitos e comportamentos incivilizados de uma outra nação, seja dos seus cidadãos seja do seu sistema de justiça, é uma opção frequente dos cidadãos dos países tidos como mais civilizados, nomeadamente os da Europa Ocidental. Porém, indago-me se as petições ou a simples indignação tem algum efeito entre os neandhertais afegão, sauditas ou sul-africanos. No caso concreto da África do Sul, cuja indústria turística gera 3% do seu rendimento global, parece-me que seria mais eficaz, pura e simplesmente, apelar aos cidadão dos países europeus para não a visitarem. Com o dinheiro ninguém brinca, mesmo os mais empedernidos bárbaros. Um boicote turístico ou a sua ameaça (e quem diz na Àfrica do Sul diz no Dubai, em Singapura, etc), teria reflexos mais eficazes na actuação das autoridades desses países. Assim sendo, eu boicoto a África do Sul como meu local de férias! Who`s with me?
Thank you for signing the petition to end corrective rape! Your name has been added.
The more people join this campaign, the more powerful our call will be. Please help spread the word -- forward the email below, pass on this link to friends and family, and post it on Facebook:
Não, não vivemos num "mundo de cientifismos", quando não a homossexualidade seria tida como um "erro" da Natureza. E é: um macho é um macho e uma fêmea é uma fêmea e a Natureza não os criou para se divertir mas para que as espécies se mantivessem, procriando. Claro que os humanos, sendo inteligentes, controlam a situação, isto é, procriam se querem, não procriam se não querem. Mas a função está lá tão insidiosa que até os gays (diga-se, atraiçoando aquilo a que chamam "sua opção" (por inerência não lhes permite procriar), .... também querem "ter" filhos, adoptando-os !
Agora, os homossexuais continuam a ser pessoas e NINGUÉM TEM O DIREITO DE MALTRATAR OU MATAR NINGUÉM. Só por isso assinei a petição .
Obs.: 1. Mas não há pachorra para a maioria dos homo pois são monocórdicos, obcecados pela defesa e justificação do seu problema como "opção", bla-bla os direitos (que desejam que sejam mais que os dos hetero!). Enfim, a maioria é tão chata como um banal "doente" clubista. E estes serão os mais evoluídos (os dos comentários?) pois dos que põem as penas na cabeça e se expõem nas paradas gay nem vale a pena falar. Execráveis de tão pirosos, abaixo de Ágata ou de Tony Carreira. 2. Tive um colega homo, formado em Filosofia com quem era um prazer almoçar e conversar: os temas fluíam, desde o pormenor quotidiano à literatura, à ópera, â arte e à ciência. Um esteta nada ressabiado, nada cansativo e "pegajoso", um encanto. Assim gosto.