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Leonor Cipriano: "actos cruéis" provados

O tribunal diz que a mãe de Joana foi "torturada", mas não conseguiu apurar por quem. Dos cinco arguidos, só Gonçalo Amaral e António Cardoso foram condenados a prisão, com pena suspensa, por falso testemunho e falsificação de documento, respectivamente.

com Lusa
16:36 Sexta feira, 22 de maio de 2009

O Tribunal de Faro considerou hoje que houve agressões e "actos cruéis" no caso de Leonor Cipriano, mas não conseguiu apurar quem os executou e, muito menos, condenou algum dos arguidos a prisão efectiva.

No acórdão, lê-se: "No caso dos autos, demonstrou-se que foram cometidos actos cruéis na pessoa da assistente (Leonor Cipriano). Esta foi a pessoa torturada e de quem o agente do crime pretendia obter uma determinada informação. Sabe-se ainda que o agente do crime é um agente da Polícia Judiciária, não sendo, todavia, apurado quem praticou os factos".

Gonçalo Amaral foi condenado a um ano e meio de prisão, com pena suspensa, por falso testemunho. António Cardoso foi condenado a dois anos e três meses, também em pena suspensa, por falsificação de documentos. Os restantes três arguidos foram absolvidos de crime de tortura.

À saída do tribunal Marcos Aragão, advogado de Leonor Cipriano, comunicou que deverá recorrer da sentença, depois de se debruçar devidamente sobre o acórdão.

O processo das agressões a Leonor Cipriano por inspectores da PJ está relacionado com o denominado "caso Joana", que remonta a 12 de Setembro de 2004, dia em que a menina, de oito anos, desapareceu da aldeia de Figueira, Portimão, no Algarve.

As acusações do Ministério Público contra cinco inspectores e ex-inspectores da Judiciária surgiram na sequência dos interrogatórios na PJ de Faro em 2004, altura em que Leonor terá aparecido com lesões na cara e no corpo no Estabelecimento Prisional de Odemira, onde estava em prisão preventiva.

Três inspectores foram acusados de crime de tortura, um era acusado de crime de falso testemunho e de omissão de denúncia e um quinto era acusado do crime de falsificação de documento.

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Eu diria mais ....magnífico !!!
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:47 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Magnificos comentários .

A "senhora" foi detida e está a cumprir pena efectiva por ser inocente .

Gonçalo Amaral foi investigador da PJ muitos anos e 2 casos apenas permitem que se branqueie o seu contributo para a segurança de todos ...

O caso Maddie , só não vê quem não quer que de todos os envolvidos os únicos que não têm qualquer responsabilidade por não haver nenhuma conclusão são precisamente os investigadores da PJ .

No caso vertente não vejo ninguém a acusar os irmãos / amantes ou que raio são do gozo que deram e continuam a dar à PJ .

Da tortura , tenho tanta certeza quanto ela ser inocente ... de qualquer forma se levou uns tabefes , foram poucos senão tinha confessado .

Não é aceitável descredibilizar as policias em prol dos assassinos e/ou no mínimo irresponsáveis .

Das vítimas que acusam a policia todos falam , mas dos agentes de autoridade assassinados apenas se diz que morrem no desempenho das suas funções .

Não chega o que vemos nas TV's e lemos todos os dias nos jornais ???

As policias só são boas e uteis quando somos nós a precisar deles .... continuemos assim e em pouco tempo não notaremos diferenças entre o Rio de Janeiro ou S.Paulo e Lisboa ou Porto.

De facto é magnifico !!
 
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MESMO A PANCADA NÃO RESULTOU
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 19:34 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
É difícil escrever sobre isto.
Penso em primeiro lugar na tragédia da Joana, na tortura, na violência utilizada contra ela, nos seus direitos.
Muito depois penso na manipulação, na mentira e no silêncio dos suspeitos para encobrirem o crime aos inspectores da PJ.
Muito depois penso na alegada violência usada por anónimos (?) da PJ contra a Leonor para a pressionar a dizer a verdade.
E estão a ver? Mesmo a pancada não resultou, mais uma vez a PJ não descobriu. A pide era mais científica. Obrigava os presos políticos a ficarem dias e noites seguidos sem dormirem, em pé. Muitas vezes era tiro e queda... e ninguém dava por nada. Quando batia, despejava bisnagas inteiras de Hirudoid nos hematomas.
Foi preciso o tal senhor ser ameaçado de morte na cadeia para confessar tudo. Assim também eu era PJ!
 
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    Re: MESMO A PANCADA NÃO RESULTOU    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 20:05 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: MESMO A PANCADA NÃO RESULTOU    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 20:17 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: MESMO A PANCADA NÃO RESULTOU    Ver comentário
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 22:04 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: MESMO A PANCADA NÃO RESULTOU    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:23 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Suspensão das penas está na moda???
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:45 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Ora, como é que um Juiz chega à conclusão que ocorreu "Tortura" sobre a mãe da Joana? Só através de perícias médicas! Ou seja, o Tribunal não concluiu nadinha. Quem investigou os réus? Quem considerou que as fotografias da agora alegada criminosa e comprovada vítima podiam ter sido feitas antes? Quem acusou a directora da prisão de ter "combinado" uma queda da escada? Quem é que não vai preso? Isto é que vai uma golpada! E quanto é que custou ao erário público toda esta mixórdia, para se chegar aqui e nem sequer hver um culpdo com os ossos na cadeia? Cada julgamento que passa mais fica a ideia que o crime compensa...
 
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    Re: Suspensão das penas está na moda???    Ver comentário
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 20:57 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Leonor Cipriano actos provados
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:18 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Nem sei porque me proponho fazer este comentário e muito menos o que sairá dele. Uma coisa me parece certa, que se houve um erro não deve de modo algum ser corrigido com outro. Para começar parece-me errado fazer confessar alguém um crime pela tortura, pois pode estar a confessar o que não cometeu. Este princípio acaba de nos chegar como exemplo dos EUA com Barack Obama com o encerramento da prisão de Guantamo. Em primeiro lugar não devemos praticar tais actos se quizermos ter respeito por nós proprios. Este é um principio Universal sem o qual não podemos entender muita coisa. Segundo o que passou para a Comunicação Social e não discuto a sua veracidade, porque sobre o caso nada sei, mas a ser verdade não há pena suficiente para castigar tal acto. No entanto dirão alguns que nem a pena de morte seria suficiente. Uma vez mais volto a frizar que nada justifica, não por não ser merecido tal castigo, mas por respeito de nós proprios. Se foi provado e parece-me que sim pela condenação o que esses Senhores não tiveram foi respeito por eles e pela Instituição que representavam e não são dignos do nosso respeito e revelaram pouco profissionalismo, porque tinham obrigação de resolverem o problema de outra maneira com outros metodos porque os há. Acabaram de prestar um mau serviço à Instituição e ficará sempre a duvida quantos mais casos não haverá por aí. Termino como comecei. Nada justifica corrigir um erro com outro erro.
 
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ESCRUTINAR AS INSTITUIçÕES.
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos , 23:06 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Assustador e angustiante é forma como podemos abordar este caso.
Como se é recrutado para a judiciària?
Como se chega a Inspector nesta policia?
Ultimamente constatamos uma promiscuidade gigantesca entre a politica e aquilo que deveria ser a actuação de um agente da policia criminal. O protagonismo que assumem ao candidatarem-se a autarquias, clubes desportivos e até comentadores televisivos, é, completamente antagonica com a discrição exigida nas suas funções.
Este caso da Joana mereceria uma investigação parlamentar e, a comprovar-se a prepotência, deveriam ser expulsos compulsivamente das funções.
A Pena Suspensa é muito pouco para quem agrediu não só a arguida, mas sobretudo a autoridade e confiança que o Estado lhes confiou.
Quantos casos como este estão silenciados pela conivência corporativista visivel nesta policia?
Quem obriga e fiscaliza o cumprimento dos Direitos Liberdades e Garantias dos Cidadãos consagrados na Constituição da Repùblica?
Quem escrutina os casos que resvalam ao âmbito da Comunicação Social?
Como pode um paìs democràtico descançar se o Parlamento não consegue eleger um Provedor de Justiça?
Por acaso, caro leitor, jà pensou que você mesmo, por uma banalidade ou engano, pode ser a próxima vitima?
Jà pensou em denunciar os excessos que o indignaram e silenciou?
A fiscalização por parte dos cidadãos é um exercicio de cidadania.
Proteja o seu espaço de Liberdade. Exija.
 
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imaginem que era a Doutora Cipriano MacCann...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 1:13 | Sábado, 23 de maio de 2009
...como tudo seria diferente.

 
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Magnifico!!!
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto (Interessante), 17:23 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Mais um magnífico serviço prestado por este órgão de soberania sindicalizado!
A senhora foi torturada (isso ficou provado ou foram outra vez os poderosos ingleses que não deixaram apurar o resto?) o irmão curiosamente veio na mesma semana da leitura desta sentença com mais uma versão dos acontecimentos e nessa mesma versão a segunda pergunta continua sem resposta, ou seja se a primeira é se matou ou não a Joana e sendo a resposta afirmativa o que é que fez ao corpo não vos parece a pergunta lógica seguinte?
Quanto aos cinco lindos torturadores reformem-nos como ao Gonçalo Amaral que o erário público paga e os meus descontos são para dar a este tipo de escroques em que como se pode ver ninguém conseguiu apurar que foram os cinco, é difícil de descortinar que caso não fossem polícias isto era crime organizado!
 
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    Re: Magnifico!!!    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 18:12 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: Magnifico!!!    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 19:25 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: Magnifico!!!    Ver comentário
Zaratustra70 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:26 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: Magnifico!!!    Ver comentário
doctorcj (seguir utilizador), 1 ponto , 23:26 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
É inumano bater nos fracos.
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 19:08 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
A agressividade é cada vez mais uma acção impensada! O Homem pensante, actua pensadamente!
 
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A cCorrupção tem muitas faces
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Transformar casos de polícia em caso de política é meio caminho andado para o descrédito institucional.
"No caso dos autos, demonstrou-se que foram cometidos actos cruéis na pessoa da assistente (Leonor Cipriano). Esta foi a pessoa torturada e de quem o agente do crime pretendia obter uma determinada informação. Sabe-se ainda que o agente do crime é um agente da Polícia Judiciária, não sendo, todavia, apurado quem praticou os factos".
Daqui não se pode inferir que seja toda a polícia que esteja em causa mas só e apenas os que participaram neste interrogatório. Os elementos em causa deveriam ser afastados da polícia por comportamento incorrecto como é óbvio até porque maçãs podres podem corromper toda a fruteira!
Mas começar a politizar o caso e meio caminho andado para estes senhores recorrerem e saírem impunes por pressão política para bem da ordem pública e do bom-nome institucional da políticas.
Mas e precisamente este erro ético que tem que acabar!
Este e sempre o refúgio dos mafiosos: corporatisar comportamentos ilícitos para que os rabos de palhas de uns permitaem meter outros nos bolsos e ter toda a rede de corrupção na mão.
Ora, neste caso, a rede foi mantida pelo chefe da polícia Gonçalo Amaral que queria a todo o custo resolver o caso para sair como herói no chamado "caso Joana", que remonta a 12 de Setembro de 2004 e anteceiparia o caso Maddie. Ora, este caso acabou na publicação dum livro que levaram os os pais de Madeleine McCann o processar o ex-inspector da Pol
 
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"Atenuantes", apesar de tudo....
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 19:51 | Sexta feira, 22 de maio de 2009

Perante dois "monstros" que foram capazes de fazer o que fizeram a uma infeliz criança, ainda que incorrecto, eu penso que, NESTE CASO, não se deveria condenar ninguém que "os obrigou" a falar.

Também sei que é incorrecto o que vou escrever mas, em meu entender, aquela gente NÃO DEVIA TER QUALQUER DIREITO HUMANO, uma vez que não são humanos, são MONSTROS.

No fim de tudo, tenho pena é da pobre Joana, vtima inocente das BESTAS com que se cruzou neste Mundo.

De quem a matou, não consigo ter pena e, quanto às que lhes terão dado os polícias, mesmo sabendo que é incorrecto o que vou escrever, apenas refiro que foram POUCAS.

Por mim, não a pena de morte que não defendo em situação alguma mas, prisão perpétua com sofrimento físico diário seria castigo ajustado.

Por isso falo em "atenuantes"....
 
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    Sadismo?    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 22:22 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: Sadismo?    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 23:09 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
    Re: Estranho!    Ver comentário
c barreiros (seguir utilizador), 1 ponto , 1:28 | Sábado, 23 de maio de 2009
    Re: Estranho (2)!    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 9:10 | Sábado, 23 de maio de 2009
    Re: Estranho (2)!    Ver comentário
c barreiros (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Sábado, 23 de maio de 2009
    Re: Estranho (2)!    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 17:48 | Sábado, 23 de maio de 2009
    Re: Discordo    Ver comentário
extase (seguir utilizador), 1 ponto , 2:19 | Sábado, 23 de maio de 2009
Vou recorrer.....
doctorcj (seguir utilizador), 1 ponto , 23:43 | Sexta feira, 22 de maio de 2009
Provadas as agressões. Quem foi? A PJ. Autores materiais, não se sabe, melhor os acusados ficaram ilibados. Afinal os condenados tiveram a haver com "questões administrativas". Parece-me um acórdão salomónico, isto é, a senhora "levou" e vê provada metade da sua queixa, os PJ foram absolvidos da "sova" mas condenados, dois deles, por falsificação e falso testemunho. Desculpem-me mas esta história está muito mal contada e com algumas questões (guerras) pessoais envolvidas a reboque deste caso e, apesar das diversas confissões, com e sem "porrada", continuamos sem saber onde está o corpo. AH! E também este caso deu origem a um livro escrito pelo actual candidato à presidencia do Sporting, ex-PJ e arguido ilibado, Pereira Cristóvão onde relata a "sua" versão dos factos. O que virá a seguir? Outro livro?
 
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    Re: Vou recorrer.....    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 8:33 | Sábado, 23 de maio de 2009
Foi tudo muito estranho
Resignado (seguir utilizador), 1 ponto , 1:35 | Sábado, 23 de maio de 2009
A condenação em tribunal da mãe de Joana teve contornos muito estranhos. Não foi feita prova que a mãe tinha efectivamente feito desaparecer a filha. Não houve nenhum indício que o indicasse como foi bem explicado em vários programas na TV depois da sentença e em especial quando rebentou o caso Maddie. O mesmo inspector usou a mesma técnica com para o caso Maddie sem qualquer prova. Tudo baseado em ... intuição. Esta condenação de hoje do inspector tira-lhe toda a credibilidade. Felizmente que já não está na PJ e vem dar razão ao PSD por vetar a sua escolha da concelhia do Algarve para a lista candidata às eleições europeias. O mais grave porém não é apenas se tratar de uma pessoa e do seu pequeno grupo que comete a bárbarie de agredir para obter confissão sob tortura, mas a imagem da PJ. A juntar a este caso, o caso Maddie, com a ineficácia da justiça com o Freeport, Casa Pia e outros a confiança dos portugueses em geral neste estado de direito começa a degradar-se rapidamente. Portugal está a auto destruir-se como sociedade. Não há valores em lado nenhum. Não há ética em lado nenhum. Não há justiça em lado nenhum. Um caso destes tão grave devia ser aplicada a prisão efectiva. Agora o inspector vai andar por aí a passear-se como se nada tivesse sido com ele. Que não torturou, que não mentiu, que a técnica que analisou as provas era incompetente, vai rir-se por aí de nós, da justiça..... Não há moral nem ética. O país perdeu os seus valores de referência.
 
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a especulação não leva ao nexo de causalidade
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 16:36 | Sábado, 23 de maio de 2009
As fotos foram uma das provas-chave da acusação, já que serviram de base aos relatórios dos peritos médico-legais, que apontavam a impossibilidade da queda. Por outro lado, a defesa tentou desacreditar a alegada vítima junto dos jurados, trazendo ao processo um relatório e um especialista que lhe apontavam tendências suicidas e falta de credibilidade.
A defesa tem todo o direito de tentar deitar o barro à parede. O que a sociedade não pode tolerar e que a corporação Policial aceite que elementos seus fora do jogo natural da barra do tribunal venham dizer barbaridades como esta: "Nunca acreditei que o tribunal pudesse dar relevância à incompetência técnica da autora dos relatórios, mas é por causa dessa incompetência técnica que dois destes polícias estão condenados"
Ora bem, Cardoso estava acusado de falsificação de documento, facto que o tribunal entendeu como provado, ao considerar que Cardoso forjou uma informação escrita em que constava que Leonor se tentara suicidar, atirando-se das escadas. "Leonor não se atirou nem caiu das escadas"
De fato, não se pode vir acusar aos relatórios dos peritos médico-legais, que apontavam a impossibilidade do nexo de causalidade entre as lesões e a queda referida por Cardoso. Não baste tentar provar que a vítima tem tendências suicidas para que daí se infira que esta se poderia ter deitado das escadas a baixo!
Segundo, as acusações do Ministério Público contra cinco inspectores e ex-inspectores da Judiciária surgiram na sequência dos interrogatórios na PJ de Faro em 2004, altura em que Leonor terá aparecido com lesões na cara e no corpo no Estabelecimento Prisional de Odemira, onde estava em prisão preventiva.
Ora, como os presos estão sobre custódia da polícia já seria grave que a polícia tivesse permitido isso sem apresentado provas de tudo feito para evita-lo.
Depois, é normal que estes presos apresentem depressão e fazem parte do quadro clínico desta doença situacional as “tendências suicidas” pelo que haver um especialista que as aponte pouco mais faz do que dizer o óbvio. Que a presa estava deprimido como pode acontecer.
Mas entre as “tendências suicidas” que nem sequer são um termo correcto do que a psiquiatria refere como ideias delirantes de suicídio e a tentativa de suicídio vai a mesma distância da potência ao acto comum a outros crime em que entre a intenção de os praticar e o tentar pratica-los vai uma distância que se manifesta com indícios e sinais que neste caso a “Leonor Cipriano” teria deixado antes e depois em registos hospitalares ou outros.
Por fim, há que pensar que dizer num relatório que Leonor se tentara suicidar, atirando-se das escadas corresponde a uma descrição tendenciosa demais dos factos. Não há ciência alguma que consiga determinar a intenção de ninguém e muito menos a forma mais comum e eficaz de alguém se tentar suicidar será “atirando-se das escadas”. Depois, mesmo sem ter acesso ao relatório dos peritos médico-legais é claro que as lesões de precipitação são típicas e mesmo depois de conhecer a altura e natureza das escadas é fácil saber se as lesões apresentadas pela vítima “Leonor Cipriano” são ou não compatíveis com as lesões duma precipitação nas escadas referidas. A diferença entre a ciência e a especulação filosófica é que a ciência não procura especular sobre as intenções e porquês mas apenas postular que perante factos semelhantes, em circunstâncias semelhantes produzem-se resultados semelhantes. Assim sendo, a defesa em vez de desacreditar a vítima devia ter proposto uma contra-perícia ou mesmo uma apreciação pericial por uma junta de peritos sobre o nexo de causalidade entre as lesões da vítima e a informação escrita em que constava que Leonor se tentara suicidar, atirando-se das escadas.
 
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No meio de isto tudo
lusofora (seguir utilizador), 1 ponto , 2:06 | Quarta feira, 9 de dezembro de 2009
Pergunto.
Não terão sido os agentes da PJ os responsaveis pela morte da Joana e rapto da Maddie????
Não sei até vai/vão as culpas do Gonçalo Amaral bem como os outros, mas para mim a função da PJ é descobrir como, e quem pratica os crimes e apresentar provas acerca disso. Eu como cidadão quero e desejo que os criminosos sejam punidos e bem, como são descobertos ou não... é me indiferente. Há aqui a alegação de que há inocentes presos, acredito que o haja, mas o que eu não acredito é que essa "srª" o seja ou um certo casal o seja.
Depois muito boa gente faz um grande alarido porque todos os criminosos são uns coitadinhos uns inocentinhos, e as autoridades os maiores monstros,mas quando lhes toca na pele mudam logo de opinião. Em minha opinião creio que há muito boa gente a quem interessa que as populações vivam num constante medo, há um grande interesse politico em que certas profissões sejam desconsideradas e em que os respectivos profissionais sejam vistos como monstros quando esses mesmos profissionais em circunstâncias bem dificeis arriscam a vida muitas vezes para nada porque a justiça nos dias de hoje bem sabemos como funciona.
 
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