O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) colocou hoje de manhã €2,5 mil mihões em três leilões de dívida pública. Alcançou o objetivo màximo pretendido. As taxas de remuneração ficaram acima de 4% nas três emissões a 3, a 6 e a 11 meses. Foi a primeira operação depois de todas as agências de notação classificarem a dívida portuguesa como especulativa (ou seja, com alta probabilidade de entrada em incumprimento).
Na emissão a 3 meses, arrecadou €496 milhões com uma procura elevada, com uma taxa de cobertura em relação ao adjudicado de 4,1, quando na operação anterior similar havia sido muito inferior, de 2,4. Os juros , no entanto, ficaram ao mesmo nível da operação anterior, em 4,346%.
Na emissão a 6 meses, o IGCP colocou €754 milhões, a uma taxa de remuneração de 4,74%, inferior aos 5,25% da operação similar anterior. A procura foi elevada, 3 vezes superior ao adjudicado, mas abaixo da procura na operação similar anterior (que fora 4,1 vezes superior ao adjudicado).
Finalmente, na emissão a 11 meses, arrecadou a maior fatia, de €1,25 mil milhões, com uma taxa de cobertura de 3, e tendo de pagar uma taxa de remuneração de 4,986%, ainda abaixo do patamar dos 5%. A primeira taxa de remuneração não aceite neste leillão foi justamente de 5%.
No mercado secundário juros continuam a subir
Já depois do anuncio dos resultados dos leilões, as yields (juros) das obrigações do Tesouro a 2, a 3,a 5 e a 10 anos no mercado secundário continuavam a subir, ainda que com oscilações consideráveis.
No prazo de 10 anos, os juros estão agora em 14,28%, depois de terem aberto hoje em 14,16%, e de terem fechado ontem em 14,25%.
Em virtude das oscilações que se estão a verificar, é ainda cedo para concluir sobre a tendência do dia.