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Garcia Pereira: “Traidores não estão isentos da morte certa”

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RUI MINDERICO / LUSA

O PCTP/MRPP anunciou a retirada dos panfletos onde surgia a frase “Morte aos Traidores ! Fora do Euro” a pedido da mandatária para a Juventude mas, o candidato por Lisboa insiste: “Obviamente que essa decisão não tem o mérito de fazer isentar os traidores do opróbrio e da morte certa que os espera”

O candidato do PCTP/MRPP por Lisboa às eleições legislativas, Garcia Pereira, afirmou esta quinta-feira que a suspensão da frase “morte aos traidores” do material de campanha deste partido não isenta os traidores da morte certa.

“Obviamente que essa decisão não tem o mérito de fazer isentar os traidores do opróbrio e da morte certa que os espera”, afirmou.

Garcia Pereira falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, à margem de uma ação de campanha que levou a cabo na Universidade da Beira Interior e durante a qual contactou com alguns alunos daquela instituição.

Questionado pelos jornalistas sobre o facto desta quinta-feira o PCTP/MRPP ter anunciado que suspendeu do seu material de campanha eleitoral para as eleições legislativas de outubro a frase “Morte aos Traidores”, Garcia Pereira limitou-se a explicar que a decisão foi tomada no sentido de dar respostas “às objeções suscitadas pela mandatária nacional para a juventude”, Virgínia Valente, e que abrange todos os meios da campanha eleitoral, nomeadamente os tempos de antena.

Sobre a ação que levou a cabo, lembrou que a mesma visou “denunciar o estrangulamento a que a cultura e ciência estão a ser submetidas por este Governo e por outro lado o emparedamento do futuro da juventude”.

No contacto com os alunos, alguns dos quais vão votar pela primeira vez, o candidato abordou diversos assuntos, como o desemprego, a emigração, o mar, a agricultura e a Europa, ao mesmo tempo que fazia o apelo direto ao voto.

Nesse sentido, repetiu diversas vezes que os jovens não podem deixar “o futuro por mãos alheias”, nem aceitar a ideia de que Portugal é um país condenado.

Um fatalismo que também não aceita para o interior do país: “Encerram-se hospitais, encerram-se maternidades, encerram-se centros de saúde, encerram-se estações do correio, encerram-se tribunais, e portanto vai-se condenando as populações, sobretudo destas zonas do interior, à completa desertificação e evidentemente ao envelhecimento e abandono, mas isso não é uma fatalidade do destino, é a consequência de uma política que transformou o nosso país, não num país livre e desenvolvido, mas numa coutada da Europa alemã”.

Durante a tarde, Garcia Pereira estará nas Minas da Panasqueira, seguindo depois para Castelo Branco.

O candidato do PCTP/MRPP pelo círculo eleitoral de Lisboa às eleições legislativas de 4 de outubro, Garcia Pereira, defendeu esta semana, em Palmela, que é preciso “correr com os traidores da Pátria e recuperar a independência do país”, o que causou várias críticas e indignação em vários setores da sociedade.

Panfletos do partido para as eleições legislativas 2015 começavam com a frase “Morte aos Traidores ! Fora do Euro”.