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Legislativas 2015

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CDU faz o apelo final: “Arranjem um voto, encontrem um amigo!”

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Marcos Borga

No penúltimo comício antes das eleições, Jerónimo de Sousa modera as críticas ao PS e joga tudo no apelo ao voto na CDU, que assume como “partido de protesto”

No sprint final para as eleições, Jerónimo de Sousa travou nos ataques ao PS e concentrou o último esforço no apelo ao voto na CDU, “a única força que afronta os interesses do grande capital” e que não abandona a luta dos trabalhadores.

“Os partidos da política de direita, os banqueiros, os grandes grupos económicos têm razões para não gostar da CDU. Somos a única força que pode bulir com os seus interesses”, afirmou o secretário-geral da CDU, que pode alcançar nestas legislativas um resultado histórico, com a possibilidade de eleger mais quatro deputados.

Numa das poucas referências ao PS, num discurso mais brando nas críticas do que tem sido habitual nesta campanha, Jerónimo de Sousa voltou a acusar os socialistas de terem estado ausentes do combate político ao Governo PSD/CDS nos últimos quatro anos.

“Eles (PSD/CDS) pareciam de pedra e cal porque o PS, encolhido, desapareceu, com as suas abstenções violentas, dizendo até por vezes que o PCP é apenas um partido de protesto que não tem dimensão de poder”, disse Jerónimo de Sousa. E, neste ponto, deu razão aos socialistas: “É verdade. Somos um partido de protesto, somos um partido de proposta, mas orgulhamo-nos muito de, nas horas mais difíceis, estar sempre com o povo”.

Segundo o líder comunista, “mais do que palavras arrumadinhas ou discursos direitinhos”, a CDU é reconhecida pela ação directa na luta pelos direitos dos trabalhadores.

“Nós acreditamos nos portugueses, eles acreditam na União Europeia e no FMI”, sublinhou no jantar comício na Quinta do Conde.

Num dia em que várias sondagens dão a vitória à coligação PSD/CDS, Jerónimo de Sousa pareceu já assumir como certo esse cenário, não falando numa derrota do PàF nas eleições, mas apenas na perda da maioria absoluta.

“Se PSD e CDS podem perder a maioria absoluta, essa derrota não resulta desta campanha eleitoral, mas da luta travada muito antes pelos trabalhadores e pela população portuguesa”, afirmou.

Nos “apelos finais” aos eleitores, o secretário-geral comunista frisou que cada voto conta para que a CDU possa alcançar no domingo um dos melhores resultados dos últimos anos.

“Venham! Está aqui gente séria e de confiança, uma força que nunca falta na hora de combater as injustiças (…) Arranjem um voto, encontrem um amigo! Vale a pena lutar pela CDU”, apelou.