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Legislativas 2015

Legislativas 2015

Homens continuam a dominar listas eleitorais. Só 25% das cabeças de lista de 2015 foram mulheres

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Marcos Borga

O parlamento eleito em abril de 1976 tinha mais 33 deputados do que o atual. E foi também aquele onde o género feminino esteve pior representado nas bancadas parlamentares: 248 homens deputados e 15 mulheres

A formação das listas para as Legislativas 2015 ainda revela uma clara predominância do género masculino na formação das listas das três coligações e 13 partidos concorrentes: Dos "326 cabeças de lista", que foram contabilizados pela investigadora Carla Martins, houve "245 homens e 81 mulheres" a liderarem as listas dos partidos concorrentes nos 22 círculos eleitorais.

A primeira Assembleia da República, eleita em abril de 1976, detém simultaneamente dois recordes: foi a maior formação parlamentar, com um total de 263 deputados contra os 230 atuais e, também, a formação parlamentar onde as mulheres estiveram objetiva e percentualmente pior representadas. Houve 268 homens (94,3%) a ocuparem lugares no Parlamento e 15 mulheres (5,7%).

Um ano antes, a Constituinte sentou em São Bento, 250 deputados, sendo 230 homens e 20 mulheres. Este número total de deputados foi retomado na II legislatura, eleita nas intercalares de 1979,

Seis anos depois, na VII legislatura, eleita em outubro de 1991, o número de deputados foi novamente reduzido de 250 para 230 deputados, mantendo-se assim até à atualidade.

O recorde de mulheres deputadas foi obtido na XI legislatura, eleita em 2009, que teve 63 mulheres deputadas e 167 homens. Na última legislatura, eleita em junho de 2011, verificou-se uma ligeira redução nesta tendência, com 169 homens deputados e 61 mulheres.