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Legislativas 2015

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Pires de Lima: dar posse a um Governo PS seria uma “obscenidade política”

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Alberto Frias

“Já não se trata de uma fraude política. A confirmarem-se estes resultados, estaríamos perante uma obscenidade política se fosse António Costa a liderar um Governo, um próprio derrotado no PS”, comenta o ministro da Economia

António Pires de Lima defende que é inevitável retirar consequências políticas da derrota do PS nestas legislativas e sugeriu a demissão de António Costa.

“O PS perdeu e seria impensável que não se tirassem consequências políticas deste resultado. Acho que António Costa é uma pessoa decente e não tenho dúvidas de que hoje ou amanhã o PS terminará o dia com o anúncio da demissão de António Costa”, afirmou Pires de Lima, em declarações na TVI.

Confrontado com a possibilidade de o Presidente da República convidar os partidos de esquerda a formarem um Governo com maioria no Parlamento, o ministro foi claro: “Já não se trata de uma fraude política, a confirmarem-se estes resultados estaríamos perante uma obscenidade política se fosse António Costa a liderar um Governo, próprio derrotado no PS”, disse.

Também o ex-ministro do PSD Miguel Relvas considerou que o resultado das eleições deste domingo constitui uma derrota para o PS, devendo serem retiradas consequências disso.

“A questão central que não podemos complicar é que a coligação deve formar Governo de forma clara. A coligação tem toda a legitimidade para nestes quatro anos conseguir liderar o Governo”, disse Relvas.

O socialista Vieira da Silva defendeu, por sua vez, que é necessário aguardar pelos resultado finais, reconhecendo porém a derrota do Partido Socialista. "É preciso olhar para a figura toda. Eu reconheço a [vitória da] maioria relativa. Terá sempre uma leitura diferente, mas seja qual for a solução de Governo será uma maioria diferente”, frisou o ex-ministro socialista, apontando para a eventual descida da percentagem dos votos.