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Legislativas 2015

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PS multiplica-se em cenários

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Rui Duarte Silva

A derrota é certa. Mas a dúvida sobre a sua dimensão permite todas as especulações

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

No quartel-general do PS, no hotel Altis, discutem-se todos os cenários: Costa deve demitir-se já; Costa deve convocar um Congresso (e manter-se na liderança até lá, recandidatando-se);Costa deve ficar. Há quem se afirme em estado de choque e o diga; há quem esteja chocado mas não o assuma; há quem ainda não acredite e esteja à espera de saber a exata dimensão da derrota para decidir o que fazer.

Um grupo capitaneado pelo soarista Vítor Ramalho, mas que inclui alguns "seguristas", está a redigir um texto solicitando o adiamento da questão da liderança (i.e., a convocação de um congresso extraordinário) apenas para depois das presidenciais. Ao mesmo tempo, aguarda-se com expectativa o que Francisco Assis terá para dizer - a partir da sede do PS/Porto, onde se encontra. Sendo certo que só deverá falar depois da intervenção de Costa. Álvaro Beleza, que chegou cerca das 21h00 ao Altis e já foi dizendo que "devem ser retiradas ilações" dos resultados, também deve falar.

À medida que a noite avança, vai caindo por terra a hipótese, que circulava até há pouco, de a direção do PS poder incentivar a divulgação de uma petição para a constituição de uma frente de esquerda. Tal cenário, ao que o Expresso apurou, estaria dependente do PS ser o partido com o maior grupo parlamentar (ou seja, com mais deputados que o PSD), facto que nesta altura, quando já estão apurados 95% dos votos, parece ser já "altamente improvável".

  • Os rostos dizem tudo

    No Altis, quartel-general do PS, o ambiente já antevia a derrota. Pouca gente e semblantes carregados a condizer com o tempo chuvoso deste fim de tarde, em Lisboa