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Legislativas 2015

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Os rostos dizem tudo

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José Carlos Carvalho

No Altis, quartel-general do PS, o ambiente já antevia a derrota. Pouca gente e semblantes carregados a condizer com o tempo chuvoso deste fim de tarde, em Lisboa

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Há momentos em que não são necessárias palavras, bastam expressões faciais para dizer tudo. No quartel-general dos socialistas, no hotel Altis, em Lisboa, o semblante dos poucos que se foram juntando, desde as 18h00, a António Costa e à direção do PS já prenunciava a derrota que as projeções à boca das urnas confirmam. Entraram Manuel Alegre, Edite Estrela, Ana Catarina Mendes, Vitalino Canas, entre outros. Com escassas declarações à imprensa.

À boca pequena, tenta-se agora antecipar o que se vai passar a seguir. Corre com insistência a versão que António Costa, mesmo perdendo, não pretende abandonar a liderança do PS.

José Carlos Carvalho

Como o Expresso já tinha anunciado há uma semana, o secretário-geral socialista quererá explorar a hipótese de apresentar um solução de Governo à esquerda - isto em caso de se confirmar que a coligação PàF vence mas sem maioria absoluta.

Mas boa parte do PS estará preparado para exigir a resignação imediata de Costa, lembrando-lhe que, há pouco mais de um ano, ele desafiou a liderança de António José Seguro argumentando que a vitória do PS por 31,6 nas europeias era "poucochinha".

Pode não significar nada, ou significar tudo: Francisco Assis, dado como um dos potenciais sucessores de Costa, cancelou há dois dias a sua presença nos estúdios da TVI para comentar a noite eleitoral. Foi substituído por Vieira da Silva. Expresso tentou contactá-lo, mas o eurodeputado tinha o telefone desligado.

Aguarda-se uma declaração de Assis, na sede do PS/Porto, depois de António Costa assumir a derrota.