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Legislativas 2015

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Marques Mendes: “Depois de um resgate, esta eleição é muito atípica”

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Marques Mendes comenta a atualidade política no Jornal da Noite da SIC

D.R.

Na opinião de Marques Mendes, os eleitores deram um sinal claro: “Quem ganha eleições deve governar, quem perde deve fiscalizar mas não deve obstaculizar”, disse o comentador na SIC, num painel onde também participam António Vitorino e Miguel Sousa Tavares

Para Marques Mendes, as legislativas de 2015 são uma “eleição muito atípica”. O eleitorado acabou por reconduzir no poder a coligação, que aplicou um grande pacote de austeridade e que governou depois do programa de “resgate”.

Sobre possíveis cenários governativos, Marques Mendes lembrou que para se respeitar a “prática politica portuguesa, quem ganha eleições deve governar”. Mendes, acrescentou ainda que “uma maioria relativa”, depara sempre com problemas quando chega a altura de fazer aprovar o Orçamento de Estado.

Na área socialista, está aberta a época das críticas a António Costa. Para António Vitorino, “alguma radicalização do discurso [de Costa durante a campanha] sobre o voto jdo Orçamento, pode ter contribuido para este resultado” do PS nestas legislativas, que ficou largamente aquém das expetativas com que Costa se apresentou quando sucedeu a António José Seguro, no final de setembro de 2014.

Sobre este tema, Marques Mendes disse que “António Costa destronou António José Seguro com a ideia que ele teve uma vitoriazinha e acaba por ter praticamente o mesmo resultado ou até pior, porque apesar de tudo Seguro ganhou e António Costa perde.”

PS falha objetivos

Na opinião de Miguel Sousa Tavares, o grande “espanto”, é que “depois destes quatro anos tão duros”, o PS não conseguiu “canalizar o descontentamento popular”. Este descontentamento foi “proporcionalmente muito melhor canalizado pelo Bloco de Esquerda”.

“O ponto mais significativo é que a coligação chega à frente depois de quatro anos de austeridade”, diz Vitorino. No entanto, o ex-comissário europeu diz que isso se deve ao facto de Passos e Portas terem apostado “bastante numa campanha de medo e pelos vistos o medo gerou compensação.”