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Legislativas 2015

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Costa não se demite e não alinha “em maiorias negativas”

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José Carlos Carvalho

Costa assume responsabilidade pela derrota, mas é claro: “Manifestamente não me demito”. Diz ainda que só chumbará um Governo minoritário da coligação se a esquerda apoiar um Governo socialista

“Nunca sou nem nunca serei um problema para o PS. Nunca faltarei quando for preciso e nunca estarei quando estiver a mais”. Na sede de campanha do PS e, perante a vitória da coligação Portugal à Frente, António Costa reconheceu a derrota dos socialistas, já que o partido “não alcançou os objetivos a que se propôs”, mas anunciou que não se vai demitir.

Muito aplaudido, Costa disse ainda que PS não inviabilizará um Governo “se não tiver um Governo para viabilizar”, sugerindo que ou há um entendimento à esquerda que apoie um Governo socialista, ou deixará passar no Parlamento o Governo minoritário da coligação. E acrescentou: “Ninguém conte connosco para formar uma maioria do contra”.

O líder socialista foi claro. “Manifestamente não me vou demitir”, disse, depois de garantir que o PS tudo fará para “cumprir o seu mandato”, respeitando o programa com que se apresentou nestas eleições legislativas.

Na sua intervenção, António Costa começou por dirigir uma “calorosa saudação” aos portugueses pela forma como “participaram neste ato eleitoral”, estendendo o cumprimento a todos os candidatos “nossos adversários, que contribuiram para enriquecer a pluralidade das escolhas políticas em Portugal”.

“De entre esses”, acrescentou, “felicito os drs. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas” - ouviram-se assobios - “mas ninguém me levará a mal que a saudação mais calorosa e o meu mais profundo agradecimento seja para os militantes do PS e da Juventude Socialista”. Numa “campanha muito difícil, demonstraram fibra de grandes combatentes até ao último minuto, lutando pela vitória, que não alcançámos”, disse ainda.

Para o líder socialista, "o futuro dirá se foi ou não mais eficaz dispersar [o voto] ou votar no PS". Com a promessa de se manter “inteiramente fiel aos compromissos assumidos com os portugueses”, o secretário-geral socialista relembrou as prioridades do programa apresentado e sublinhou: "O nosso compromisso não se alterou, é conhecido".