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Legislativas 2015

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Coligação de olhos postos no que se passa no PS

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Alberto Frias

"O Costa demite-se hoje?", pergunta-se na sede do PàF. Apoiantes da coligação ouvem com atenção declarações de Ana Gomes e dos seguristas. E já falam em Francisco Assis

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

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Jornalista da secção Política

Alberto Frias

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Fotojornalista

Num dos ecrãs dispostos no hotel que serve de quartel-general da coligação, um grupo de apoiantes do Portugal à Frente (PàF) - entre eles o candidato do CDS Raul Almeida - ouvem com atenção as declarações de Eurico Brilhante Dias à entrada do hotel onde está o PS. O apoiante de António José Seguro confirma que os resultados têm de ter consequências e abre caminho a uma "reflexão" sobre a liderança do partido. "Mas o Costa demite-se hoje ou não?", pergunta um dos coligacionistas que veem a emissão.

Essa é uma das duas perguntas da noite. A outra é sobre a maioria absoluta que a coligação ainda espera ver concretizar-se. As duas perguntas estão ligadas - sem maioria absoluta, a coligação precisará do apoio dos socialistas, e a radicalização de Costa à esquerda parece indiciar que tal seria difícil com a atual liderança do PS.

As declarações de Ana Gomes, que se disse "chocada" com o resultado, foram igualmente ouvidas com atenção. Bem como as de Álvaro Beleza.

Na coligação, a aposta é clara: Francisco Assis é o nome visto como mais provável para desafiar Costa (que Nuno Melo já veio frisar que "não perdeu por poucochinho") e poder suceder-lhe à frente do PS. Em caso de maioria relativa, seria uma excelente notícia para o Governo: Assis é conhecido por representar a ala mais centrista do PS.