Siga-nos

Perfil

Legislativas 2015

Legislativas 2015

Coligação canta vitória e arruma António Costa

  • 333

Luis Barra

Na sede do Portugal à Frente ainda há quem sonhe com a maioria absoluta. À cautela, Nuno Melo já “matou” o líder do PS: "Não perdeu por poucochinho"

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Texto

Jornalista da secção Política

Luís Barra

Luís Barra

Fotos

Fotojornalista

Às oito em ponto, cantou-se vitória na sede da coligação Portugal à Frente, depois de uma contagem decrescente já em clima de euforia. Logo depois, Marco António Costa veio à sala de conferências de imprensa dar selo oficial ao resultado - "Todas as projeções conhecidas apontam para o facto inequívoco de que coligação PàF teve uma grande vitória" -, de olhos postos ainda na possibilidade, aberta por algumas sondagens, de ser possível a maioria absoluta. "Vamos aguardar a contagem de todos os votos e à atribuição de todos mandatos", frisou.

Para o caso da maioria absoluta não se confirmar - a vitória por maioria relativa é o cenário mais provável, de acordo com as projeções -, a coligação já marcou o terreno. Tanto em relação ao Presidente da República, como em relação ao PS - ou seja, os dois atores fundamentais numa legislatura em que a coligação não possa governar sozinha.

Para Belém, o vice-presidente do PSD já deixou o recado de que os vencedores são "chamados a governar, como é natural". Para o PS, seguiu a certidão de óbito de António Costa, passada por Nuno Melo, vice-presidente do CDS.

"Confirmando-se estas projeções, vencemos com clareza", disse Melo, lembrando que a coligação "progrediu muito desde as eleições europeias". "Eu que o diga", ironizou, numa referência ao facto de ter sido candidato nessas eleições.

Ora, se foram as europeias de 2014 que deram a Costa o pretexto para desafiar a liderança de António José Seguro e conquistar o PS, considerando que os socialistas então ganharam "por poucochinho", a coligação fez questão agora de espetar a faca.

"O PS pode ter ficado com um resultado igual ou inferior ao das europeias", lembrou Nuno Melo, "o que significa que não perdeu por poucochinho".

A coligação já só pensa no dia seguinte - e sabe que se não chegar à maioria absoluta, precisará do PS - de preferência, sem António Costa.